terça-feira, 15 de abril de 2014

Carnaval – Curiosidades



Carnaval por Liberati

De onde vem a palavra carnaval

Uma das versões mais aceitas para a origem do termo carnaval está no Dicionário de Frei Domingos Vieira. A palavra carnaval vem do italiano carne e vale. O dialeto milanês tem carnelevale, de baixo latim. Carnelevamen de carne e levamen ação de tirar, assim, tempo em que se tira o uso da carne, pois o carnaval é propriamente a noite antes da Quarta-feira de Cinzas.

Origem do Confete

Na Roma Antiga, os lupercos, sacerdotes de Pã, saíam no dia 15 de fevereiro só com sangue de cabra sobre o corpo, perseguindo as pessoas nas ruas. No Brasil, os portugueses faziam uma guerra de baldes de água e lixo que chamavam de "entrudo", sem dança ou música. No começo do século passado, o molha-molha foi substituído por confetes, serpentinas e lança-perfume.

Lança-Perfume

Você sabia que o lança-perfume foi a grande invenção do carnaval brasileiro? Surgiu em1906 no Rio de Janeiro e logo se espalhou de norte a sul do país. Era fabricado na Suíça pela Rodo, e produzido em garrafinhas de vidro que provocavam grande número de acidentes. Em 1927 a Rodo lançou o produto em embalagens metálicas douradas, que eram comercializadas com a marca Rodouro. Está na sua memória? Esta era a propaganda:

Um perfume suave eu espalho
Sou distinto, perfeito e não falho
Sou metal e no chão não estouro,
Sou o lança-perfume Rodouro.


 E nos salões se cantava:


Me dá um Cheirinho
Sebastião Lopes
Me dá um lenço Mandarim
Bote um pouquinho deste cheirinho para mim.
Boto, bote, bote mais um bocadinho
Com esse cheiro eu vou pro céu devagarinho.
O delegado não quer que se cheire isto não
Pode haver confusão no salão,
Mas bote, bote..., bote mais um bocadinho
Para alegrar o coração de um folião!

A fabricação, o comércio e o uso do lança-perfume foram proibidos em solo nacional através do Decreto-Lei nº. 51.211, de 18 de agosto de 1961, durante o governo do Presidente Jânio Quadros.


Blocos

O primeiro bloco que se tem notícia foi criado pelo sapateiro José Nogueira Paredes, em 1848, no Rio de Janeiro, quando ele saiu batendo o bumbo na horizontal, hoje o surdo, convidando "quem quiser venha atrás". Nesta época, os blocos eram formados apenas por homens.

Cordões

Em 1886 os jornais chamaram de cordões os grupos de foliões mascarados e provocadores, que eram puxados por um mestre com apito o qual comandava tambores, cuícas e reco-recos, dando origem ao termo.

Corso

A moda do corso foi lançada em 1907, quando o carro das filhas do Presidente da República Afonso Pena percorreu a Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, antes de lavá-las para o prédio onde iam assistir à folia.

Escola de Samba

O nome nasceu em 1928, no bairro do Estácio, Rio de Janeiro, numa roda de amigos, entre os quais estava o compositor Ismael Silva, que vivia cansado da fama de que sambista é malandro. Enquanto conversava, ele olhou para a Escola Normal e teve a idéia de criar um grupo pacífico para mostrar a arte que tinha e desta idéia surgiu o nome Escola de Samba. Para esquentar o desafio entre batucadas, José Gomes da Costa, Zé Espinguela da Mangueira, resolveu promover uma competição entre os compositores de algumas escolas, em 1929.

Nos anos 30, os puxadores entoavam um refrão de 4 linhas e os versadores improvisavam depois o resto do samba-enredo. Nesta época, as escolas eram protegidas por cordas seguradas por homens vestidos de baiana e que usavam canivetes amarrados nos tornozelos. Curioso, não é?

Assim começou a história de tantas Escolas de Samba que hoje brilham no Carnaval.

Grandes Sociedades

Estas eram associações de jovens da classe alta que saíam em enormes carros alegóricos, geralmente com mensagens políticas. A primeira grande sociedade foi Congresso das Sumidades Carnavalescas, criada em 1855, por profissionais liberais e saudade pelo escritor José de Alencar.

Ala das Baianas

A ala de baianas na década de 30 era formada, quase exclusivamente, por homens que saiam nas laterais, das escolas, portando navalhas presas às pernas para defenderem as agremiações em caso de brigas.


Foi na gestão de Roberto Paulino, biênio 60/62, na Mangueira, que foi criada a Ala das Baianas com as características atuais, com 125 baianas coordenadas por Dona Neuma. No desfile das campeãs em 1970, quando o Presidente era Juvenal Lopes, a mais famosa baiana da Mangueira Nair Pequena morreu em plena avenida, quando a escola cantava o samba de enredo Um Cântico a Natureza.

Figuras carnavalescas


Colombina - Como Pierrô e Arlequim, é um personagem da Comédia Italiana, uma companhia de atores que se instalou na França entre os séculos XVI e XVIII para difundir a Commedia dell'Arte, forma teatral original com tipos regionais e textos improvisados.

Arlequim - Rival de Pierrô pelo amor de Colombina, usava traje feito a partir de retalhos triangulares de várias cores. Representa o palhaço, o farsante, o cômico.


Pierrô - Personagem sentimental tem como uma de suas principais características a ingenuidade.

Momo - Personagem que personifica o carnaval brasileiro. Sua figura foi inspirada no bufo, ator de proveniência portuguesa que representava pequenas comédias teatrais que tanto divertiam os nobres.

Máscaras e fantasias


Em 1834, o gosto pelas máscaras se acentuou no país. De procedência francesa, eram confeccionadas em cera muito fina ou em papelão, simulando caras de animais, caretas, entre outros. As fantasias apareceram logo após o surgimento das máscaras, dando mais vida, charme e colorido ao carnaval, tanto nos salões quanto nas ruas.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira



A função do Mestre-Sala é cortejar e apresentar a Porta-Bandeira assim como proteger e exibir, orgulhoso, o pavilhão da escola. Enquanto isso, cabe à Porta-Bandeira conduzir e apresentar o pavilhão, desfraldando-o em gestos graciosos e reverenciosos.

O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira não sambam, eles levam com graça e leveza a bandeira, fazem passos marcados, rodopiam, e tem gestos elegantes e desenvoltos. A Porta-Bandeira ganha pontos com sua leveza, sua graça e sua atitude altiva e nobre.




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