domingo, 6 de abril de 2014

Euclides




Euclides (c. 330 a. C. - 260 a. C.) nasceu na Síria e estudou em Atenas. Foi um dos primeiros geômetras e é reconhecido como um dos matemáticos mais importantes da Grécia Clássica e de todos os tempos.
                                                                                       
Muito pouco se sabe da sua vida. Sabe-se que foi chamado para ensinar Matemática na escola criada por Ptolomeu Soter (306 a. C. - 283 a. C.), em Alexandria, mais conhecida por "Museu". Aí alcançou grande prestígio pela forma brilhante como ensinava Geometria e Álgebra, conseguindo atrair para as suas lições um grande número de discípulos. Diz-se que tinha grande capacidade e habilidade de exposição e algumas lendas caracterizam-no como um bondoso velho.

Conta-se que, um dia, o rei lhe perguntou se não existia um método mais simples para aprender geometria e que Euclides respondeu: "Não existem estradas reais para se chegar à geometria".

Outro episódio sobre Euclides refere-se a um dos seus discípulos, o qual, resolvendo ser espirituoso, depois de aprender a primeira proposição de geometria lhe perguntou qual o lucro que lhe poderia advir do estudo da geometria. Nesse momento, Euclides - para quem a geometria era coisa séria - chamou um escravo, passou-lhe algumas moedas e ordenou que as entregasse ao aluno: "já que deve obter um lucro de tudo o que aprende".

Euclides é exemplo do "Puro Homem da Ciência", que se dedica à especulação pelo gosto do saber, independentemente das suas aplicações materiais.

Axiomas e postulados de Euclides


Coisas iguais a uma terceira coisa também são iguais entre si.

Todos os ângulos retos são iguais entre si.

Se quantidades iguais são subtraídas de coisas iguais entre si, os restos serão iguais.

O todo é maior do que a parte.

Pode-se traçar um círculo com qualquer ponto como centro e com qualquer raio.

Acrescentando-se quantidades iguais a coisas iguais entre si, obtêm-se somas iguais.

Pode-se traçar uma reta de qualquer ponto até qualquer ponto.

Qualquer linha reta pode ser prolongada até o infinito.

Coisas que coincidem uma com a outra são iguais entre si.

Dados uma reta e qualquer ponto fora dela, pode-se traçar por este ponto uma reta, e apenas uma, paralela à primeira.

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