sexta-feira, 18 de abril de 2014

Histórias Equivocadas da Vida Real - 1



Þ Um jornalista perguntou ao compositor Cartola se ele tinha consciência de que era um imortal:
     - Imortal eu? Só se for porque eu não tenho onde cair morto.

Þ Em 1964, Otto Lara Resende estava no restaurante Antonio’s, no Rio, xingando os militares:
     - Não tenho medo não. Meu nome é Fernando Sabino!

Þ Tim Maia:
     - Eu não fumo, não bebo e não cheiro. Meu único defeito é que eu minto um pouco.

Þ Tônia Carrero para Fernanda Montenegro:
     - Você é muito talentosa, mas cuide mais de sua beleza.
     Fernanda Montenegro para Tônia Carrero:
     - Você é muito bonita, mas cuide de seu talento.

Þ No carnaval, o português Rafael Bordalo Pinheiro, fantasiado de dominó, faz um teste com Machado de Assis:
     - O senhor conhece-me?
     Machado:
     - Conheço, conheço... pela colocação do pronome.

Þ Aparício Torelly, o Barão de Itararé, quase aderiu ao integralismo, lançado pelo escritor Plínio Salgado nos anos 30, com o lema “A Deus, Pátria e Família”.
     - Pensei que o lema fosse: “adeus, pátria e família!”

Þ Balzac ouviu o jovem cobrador: 
    - Nem que seja só por mim, senhor Balzac, por favor. Meu patrão advertiu que se eu não conseguir lhe cobrar, serei despedido. 
Balzac: 
    - Não resta dúvida, meu jovem, que esse homem quer se livrar de você.

Þ O cacique caiapó Tutu Pombo, que morreu em 1992, pioneiro na exploração de terras indígenas, falava por seu povo: - Gostamos de andar nus, mas com dinheiro nos bolsos.

Þ O compositor Rubens Santos fala ao amigo Lupicínio Rodrigues, famoso mulherengo:
     - Você é o São Francisco.
    Lupicínio criava bichos em seu sítio, achou que tinha a ver:
    - Ah, porque eu vivo cercado de pássaros, não é?
    - Não, Lupicínio, não é o santo. É o rio São Francisco, porque você vive cercado de piranhas.

Þ Do ator e diretor de Teatro Cacá Rosset:
    - Itamar Franco pode parecer tolo, pode falar como um tolo, agir como tolo, mas é bom que todos saibam: ele é um tolo.

Þ Em Goiás o jogador Bill disputava a artilharia de gols com outro centroavante, Radar. Um dia, foi interceptado pela Polícia Rodoviária por ter ultrapassado a velocidade máxima:
     - O radar nos avisou que o senhor estava a mais de 80.
     Bill, espantado: 
     - Nem aqui esse cara me larga!

Þ O centroavante do Inter, Claudiomiro, descreveu a sua grande jogada:
     - Eu fiz que fui, mas não fui e acabei fondo.

Þ Certa vez, trancada em um quarto de hotel, Zelda Fitzgerald acionou o alarme contra incêndios.        Causou uma grande confusão e os bombeiros chegaram arrombando a porta.
     - Cadê o fogo? – indagaram.
     Zelda mostrou batendo com o punho fechado no peito:
     - Aqui!


(Livro dos Erros – de Mário Goulart – Editora Record)


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