sexta-feira, 11 de abril de 2014

Humor de antanho


O ofício de um juiz de paz da roça

Um juiz de Paz de Araxá dirigiu o seguinte ofício a uma autoridade superior de Minas:

Ilmo. Sr. – Incluso remeto a V.Sª. cadavel de um defunto que foi encontrado morto nos fundos do Chico Guanhami, sem que ninguém saiba de onde é que ele veio. Para fazê a autoxia xamei o Douto candio, fio da fia da viúva do arfelo Purfirio, e ele deixe que estaba disconfiado di que o cadavel haverá di te murrido de secreto politices heralites columpicado autoanitas.

O cadavel foi axado morto no chão onde está le aluguel o burro do seu vigário, que é pai do sobredito douto acima alumiado. Não fiz o enterrogatório purque o escrivão está duente em virtude dumas tapona que levou nas inleição.

O Juiz de paz

N.B. – O cadavel pela fisulumia parecesse allamoa, e si num fô, entonce é intaliano.

Geografia moderna

          - Que é zona tórrida?
          - Uma bela rapariga de 18 a 20 nos.
          - E a zona temperada?
          - O amor dos 30 aos 40 anos.
          - E a zona glacial?
          - O amor de dois velhos.
          - Quantos são os pontos cardeais?
          - Dois: saúde e dinheiro.
          - Quais são as estrelas errantes?
          - As namoradas.
          - E as estrelas fixas?
          - As esposas.
          - Quais são as nebulosas?
          - As sogras.

Apreensão de objetos

         Um juiz de paz na roça, apreendendo uns objetos para pagamento de dívida a um terceiro, fez o seguinte arrolamento:
          Um par de botinas para senhora de cano comprido;
          Duas mesas de comer velhas sem pés;

          Um chapéu para cabeça de lebre;
          Um banco com pernas de carpinteiro;
          Uma toga de advogado de seda;
          Um par de chinelos de couro de homem;
          Um colchão para dormir sem lã;
          Um par de luvas para senhora de pelica;
          Uma mesa para torcer pau de carpinteiro.

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