sábado, 19 de abril de 2014

PSICANALÊS

Vocabulário:


Coluna 1

Coluna 2

Coluna 3

Nível culto:

0. Impulso
1. Distúrbio
2. Caráter



0. Maníaco
1. Genital
2. Libido


0. Reprimido
1. Castrativo
2. Masoquista
Nível sábio:

3. Impulso
4. Conflito
5. Processo
6. Recalque



3. Psico
4. Sado
5. Esquizo
6. Hetero


3. Histérico
4. Imaturo
5. Compulsivo
6. Edipiano
Nível gênio


7. Neuro
8. Oral
9. Anal

7. Persecutório
8. Megalômano
9. Exibicionista


Louco: Qualquer das combinações possíveis, no singular ou no plural.

Palavras alternativas:
Coluna 1: Instinto, Ataque, Desejo.
Coluna 2: Genético, Crítico, Fálico.
Coluna 3: Dividido, Inconsciente, Culposo.

Indicações de Uso


Se você pensa que é meio louco, tudo bem. Agora, se você tem absoluta certeza de que é uma pessoa íntegra, honesta, moral, educada e incorruptível, procure logo um psicanalista. Seu caso é, no mínimo, de internação com eletrochoque e sossega-leão na veia.

Infelizmente, na prática, os psicanalistas cuidam só dos que menos precisam deles: os doidinhos assumidos. Os grandes taradões, os pseudomansos, os canibais, os jacarés de fraque... estes passeiam alegremente por aí, muito longe dos consultórios e dos hospícios. O velho Jack que o diga!

No dia-a-dia, o psicanalês significa uma espécie de pós-graduação do psicologuês. Seu uso empresta um caráter ainda mais científico às mais pobres e vulgares falhas humanas. Quando descobertas, é claro. Neste momento, pode ser usado com grande ênfase em tribunais do júri – para inocentar, por exemplo, o pobre industrial sexagenário que foi miseravelmente currado pela menininha de doze anos.

Exemplos de Aplicação


Senhores jurados! Não é admissível condenar um ser humano que sofre de declarados distúrbios libido-castrativos e que agiu dominado por impulsos psico-persecutórios no triste momento em que era acometido por um surto neuroexibicionista!

Não se deixem levar pela falsa impressão demagógica das fotos do corpo esquartejado da jovem vítima! Pensem antes no conflito esquizoculposo que dominava a atormentada mente do réu na hora do evento fatídico! Pensem nos seus recalques edipianos e no bondoso caráter reprimido!

Inocentar este inocente (!), senhores, é apenas um ato de justiça!

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