segunda-feira, 14 de abril de 2014

São Francisco de Assis: padroeiro do presépio

          


O dia 24 de dezembro de 1223 é uma data fundamental. Dezesseis anos depois de Inocente III ter proibido a realização de dramas litúrgicos nas Igrejas, Francisco de Assis partiu para Greccio com o seu companheiro inseparável, o frei Leão, para conquistar o povo dessa região inóspita. Lá permaneceu por amor evangélico. E pediu a Honório III uma dispensa da proibição. Descobriu uma gruta nos bosques montanhosos, a poucos metros da sua cabana espartana, que lhe pareceu o sítio ideal para fazer reviver a Belém do Redentor. Foi nisto ajudado por Giovanni Vellita, o magnânimo senhor da região, que lhe forneceu a manjedoura, o feno e os animais. Na noite de Natal o som dos sinos convocaram todos habitantes de Greccio à gruta. Vieram a pé, montados em burros ou cavalos, tão ignorantes do que iriam ver como os primitivos pastores. Na gruta, entre os animais, o cardeal Ugolino, Conde de Segni, celebrou a missa perante a multidão silenciosa que ali se reunira. Francisco falou então aos fiéis. Dois anos mais tarde Francisco de Assis morreu e durante esses anos o episódio não se repetiu. Embora possa ser exagerado considerar a noite de Greccio - mística e única - como a primeira noite do presépio, é certamente legítimo considerá-la como o início do fenômeno extraordinário da difusão do culto da Natividade, um culto expresso por meio de representações. Os frades franciscanos imitaram o seu fundador nas igrejas e conventos abertos por toda a Europa. Eles foram os verdadeiros pioneiros do Presépio - antes dos dominicanos e dos jesuítas. Desde 1986, São Francisco de Assis é considerado o patrono universal do presépio. Nunca uma escolha foi mais unânime.


Está e a verdadeira feição de São Francisco de Assis.
Este quadro está na Catedral de São Francisco de Assis,
em Assis, na Itália.

Oração de São Francisco

Senhor, Fazei de mim um instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz!
Ó Mestre,fazei que eu procure mais.
Consolar, que ser consolado.
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!


Numa choupana junto à Porciúncula, no anoitecer do dia 3 de outubro de 1226, São Francisco pede aos irmãos que o dispam e o coloquem nu no chão, sobre a terra. Recitando o Salmo 142, que os irmãos acompanhavam lentamente, São Francisco morreu cantando.


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