sexta-feira, 9 de maio de 2014

À Irmã Dulce


A Caridade


(Soneto em homenagem à Irmão Dulce)

(1914-1992)

“Parai, mendigos de qualquer idade,
Crianças magras, trôpegos anciãos,
Deixai de brados, tantas vezes vãos...
Lá vem sorrindo, meiga, a Caridade...

Como se fossem todos seus irmãos,
Ela os afaga com simplicidade;
E ninguém fica que ela agrade,
Mas não se vê o que lhe cai das mãos.

Passou sorrindo... e foi sorrindo embora,
Deixando a paz naquela multidão:
Em cada rosto, da esperança a aurora,

Deixou a fé em cada coração...
A Caridade nem no céu ancora
Velando, sempre, sempre de plantão...”


(Soneto “A Caridade”, de Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas,
Arcebispo de Natal de 1929 a 1967)


Pensamentos de Irmã Dulce


 "No barco da vida a gente vai viajando. Quando se tem um comandante como Jesus, a viagem se torna mais fácil, apesar de todos os obstáculos que possam surgir em meio a calmarias e tempestades. É só ter fé, que Ele sempre nos guia até um porto seguro."

"O importante é fazer caridade, não falar de caridade. Compreender o trabalho em favor dos necessitados como missão escolhida por Deus."

"Procuremos viver em união, em espírito de caridade, perdoando uns aos outros as nossas pequenas falhas e defeitos. É necessário saber desculpar para viver em paz e união."

"No coração de cada homem, por mais violento que seja, há sempre uma semente de amor prestes a brotar."

"Sempre que puder, fale de amor e com amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve e à alma de quem fala."

"Ame simplesmente, porque nada nem ninguém pode acabar com um amor sem explicação."

Observação:

 Quem teve o privilégio de conhecer Irmã Dulce, como eu a conheci, sabe da importância de sua obra social em favor dos necessitados da Bahia. Ela um dia será, seguramente, a Santa Irmã Dulce da Bahia.


Irmão Dulce por Brito


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