sábado, 3 de maio de 2014

Aventuras na História


Tudo como dantes no quartel de Abrantes

A frase surgiu no início do século 19, com a invasão de Napoleão Bonaparte à Península Ibérica. Portugal foi tomado pelas forças francesas, porque havia demorado a obedecer ao Bloqueio Continental, imposto por Napoleão, que obrigava o fechamento dos portos a qualquer navio inglês. Em 1807, uma das primeiras cidades a serem invadidas pelo general Jean Androche Junot, braço-direito de Napoleão, foi Abrantes, a 152 quilômetros de Lisboa, na margem do rio Tejo. Lá instalou seu quartel-general e, meses depois, se fez nomear duque d’Abrantes.

O general encontrou o país praticamente sem governo, já que o príncipe-regente dom João VI e toda a corte portuguesa haviam fugido para o Brasil. Durante a invasão, ninguém em Portugal ousou se opor ao duque. A tranquilidade com que ele se mantinha no poder provocou o dito irônico. A quem perguntasse como iam as coisas, a resposta era sempre a mesma: “Está tudo como dantes no quartel d’Abrantes”. Até hoje se usa a frase para indicar que nada mudou.


Provérbios portugueses e brasileiros

Três ao burro, burro no chão.
Três coisas ao homem fazem medrar: ciência, mar e casa real.
Três coisas destroem o homem: muito falar e pouco saber, muito gastar e pouco ter, muito presumir e pouco valer.
Três coisas enganam os homens: as mulheres, os copos pequenos e a chuva miúda.
Três coisas fazem o homem medrar: a ciência, o mar e a casa real.
Três coisas fazem o homem se perder: muito falar e pouco saber, muito gastar e pouco ter, muito presumir e pouco valer.
Três coisas há de muito grande dificuldade: guardar um segredo, empregar bem o tempo, e suportar uma injúria.
Três coisas mudam o homem: a mulher, o estudo e o vinho.
Três coisas não se sofrem no mundo: homem soberbo, velho namorado e rico mentiroso.
Três coisas prolongam a vida: mulher obediente, casa arejada e cavalo bom.
Três coisas tiram o homem de casa: fumaça, chuva e mulher rabugenta.
Três é a conta que Deus fez.
Três homens não se sofrem no mundo: homem soberbo, velho namorado e rico mentiroso.
Três horas dorme o santo, três e meia o que não é tanto, quatro o estudante, cinco o extravagante, seis o porco e sete o morto.
Três inimigos tem o segredo: Baco, Vênus e interesse; o primeiro descobre, o segundo vende, o terceiro arrasta.
Três luzes a arder deitam uma casa a perder.
Três manhas tem a mulher: mentir sem cuidar, chorar sem querer, mijar onde quer.
Três mudanças equivalem a um incêndio.
Três mulheres e um ganso fazem uma feira.
Três mulheres e um pato fazem uma feira.
Três mulheres fazem um mercado e quatro uma feira.
Três pés sujam a casa da gente: pombo, padre e parente.
Três podem guardar um segredo, se dois morrem.
Três vezes à cadeia é sinal de forca.
Três vezes na cadeia é sinal de forca.
Treze é a dúzia do frade.
Trinta dias tem novembro, abril, junho e setembro, vinte e oito terá um e os mais têm trinta e um.
Trinta dias tem setembro, abril, junho e novembro, fevereiro vinte e oito tem; se for bissexto mais um lhe deem, e os mais, que sete são, trinta e um todos terão.
Triste da casa onde a galinha canta e o galo cala.
Triste do bicho que outro engole.
Triste do rato que não conhece mais de um buraco.
Triste do sabido, se não fossem os tolos.
Triste sina é guardar donzelas e moças por casar.
Tristeza de uns, alegria de outros.
Tristeza dividida, tristeza aliviada.
Tristeza não paga dívida.
Tristeza sobre alegria, dobrada fadiga.
Tristezas não pagam dívidas.
Triunfa-se da calúnia, desprezando-a.
Trocar seis por meia dúzia.
Trocar o certo pelo duvidoso.
Tropeçar não é cair, mas é meio caminho andado.
Tropeçar também ajuda a andar.
Tropeiro fala de burro; boiadeiro, de boi; moça, de namorado; velho, do que já foi.
Trovão longe, chuva perto.
Trovão ronca, mas não assusta.
Trovoadas nos montes levam moinhos e pontes.
Tu bom e eu bom, quem há de tanger o asno?
Tu és aço, e eu ferro que te maço.
Tu fizeste o mal, tu o pagarás.
Tu, que não podes, leva-me às costas.
Tu que sabes e eu que sei, cala-te tu, que eu me calarei.
Tua alma, tua palma.
Tua vingança foi tua derrota.
Tudo acaba neste mundo.
Tudo acaba, senão amar a Deus.
Tudo acontece de uma vez.
Tudo alcança quem não espera sentado.
Tudo consegue quem sabe esperar.
Tudo corre atrás de quem não pode.
Tudo demais é sobra.
Tudo é bom em seu tempo e seu lugar.
Tudo é bom, quando acaba bem.
Tudo é difícil antes de ser fácil.
Tudo é força, só Deus é poder.
Tudo é nada, menos trigo e cevada.
Tudo é quimérico na ambição, pois tudo é efêmero na vida.
Tudo é sorte, quando não é morte.
Tudo é tudo, e nada é nada.
Tudo é vento, se não há rei ou prior no convento.
Tudo enfada; só a variedade recreia.
Tudo está bem, quando termina bem.
Tudo está perdido, quando os maus servem de exemplo, e os bons, de riso.
Tudo estremece o medroso.
Tudo falta a quem tudo deseja.
Tudo falta a quem tudo quer.
Tudo farei, mas casa de duas portas não guardarei.
Tudo isso bem espremido não deita um dedal de chorume.
Tudo lhe acontece a pedir por boca.
Tudo lhe fede, nada lhe cheira.
Tudo na vida é passageiro.
Tudo na vida quer tempo e medida.
Tudo na vida tem seus conformes.
Tudo na vida tem um começo.
Tudo nada entre dois pratos.
Tudo no mundo é misturado de força e de fraqueza, de pequenez e de grandeza.
Tudo no mundo tem seu fim: só não acaba cachaça e cabelo pixaim.
Tudo o que é violento dura pouco.
Tudo obedece à razão, menos o desarrazoado.
Tudo passa como um vento.
Tudo passa, e a vida continua.
Tudo passa sobre a terra.
Tudo pode o dinheiro, mas mais consegue quem pode.
Tudo pode ser, sem ser milagre.
Tudo quanto vem é ganho.
Tudo que arde, cura; tudo que aperta, segura.
Tudo que cai na rede é peixe.
Tudo que é barato, sai caro.
Tudo que é bom, acaba.
Tudo que é bom, engorda, é pecado ou faz mal.
Tudo que é branco não é farinha.
Tudo que é demais enjoa.
Tudo que é demais sobra.
Tudo que é moda ponha-se na minha filha.
Tudo que é novo agrada.
Tudo que é provisório torna-se eterno.
Tudo que é violento, não dura muito tempo.
Tudo que entra é ganho.
Tudo que já foi é começo do que vai ser.
Tudo que não há, se escusa.
Tudo que o povo diz é, foi ou será.
Tudo que sobe, desce.
Tudo que vier é ganho.
Tudo que vier é lucro.
Tudo que volteia no ar, um dia tem que se aquietar.
Tudo quebra pelo mais fraco.
Tudo quer o que é seu.
Tudo se adquire pelo exercício, mesmo a virtude.
Tudo se diz e tudo se sabe.
Tudo se estima segundo se julga.
Tudo se lava, menos a má língua.
Tudo se quer com meios.
Tudo se quer com termos.
Tudo se quer em meio.
Tudo se vai com seu dono.
Tudo tem hora.
Tudo tem jeito, menos a morte.
Tudo tem o seu tempo e a sua hora.
Tudo tem os seus conformes.
Tudo tem remédio, menos a morte.
Tudo tem seu dia.
Tudo tem seu fim.
Tudo tem seu tempo.
Tudo tem seu tempo, e a arraia no advento.
Tudo tem seu tempo, e os nabos no advento.
Tudo vai de mal a pior.
Tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis.
Tudo vem a propósito a quem bem sabe esperar.
Tudo vem da terra e a ela retorna.





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