quinta-feira, 8 de maio de 2014

Etiqueta na roda de chimarrão



Se você já “esqueceu” a cuia na mão, ou seja, demorou demais a passá-la adiante, arrumou o topete da erva ou mexeu na bomba, pode ter abalado sua fama entre os mateadores.

É claro que algumas regras de comportamento na roda de chimarrão são adotadas hoje só pelos gaúchos mais conservadores ou ligados ao tradicionalismo. Mas mesmo nos espaços urbanos, o hábito tem sua etiqueta peculiar. Confira:

Espere sua vez


É falta de educação pedir um chimarrão. Pode-se apenas sugerir que gostaria de tomá-lo. Quando se chega à roda, o correto é sentar-se à esquerda do cevador, para esperar que o mate percorra toda a roda. Quem se posiciona em um lugar no qual receberá o mate em seguida ou vai trocando de lugar para tomá-lo mais de uma vez na rodada chama-se pialador de mate.

Não mexa na bomba


Deve-se receber o chimarrão com a mão direita, indicando que se está na roda por vontade própria. Se a mão direita estiver impedida, é de bom tom pedir desculpa. É falta grave mexer na bomba, e evite tocar na erva. Se o chimarrão estiver entupido, deve-se devolvê-lo a quem o preparou (que é a primeira pessoa a tomá-lo, inclusive).

Faça roncar no fim


Para servir, segure a cuia com a mão esquerda e a chaleira ou garrafa térmica, com a direita. não se serve um chimarrão pela metade. A cuia, embora tenha tamanhos variados, indica a quantidade de água ideal para uma pessoa. Só se devolve o mate depois de fazê-lo “roncar”, som que sinaliza o término da água na cuia.

Cuidado com conversa e batom


Conversar demais com a cuia na mão causa impaciência aos parceiros. Se estiver contando uma história, deve interrompê-la e só continuar depois de devolver o mate. Se na roda estiver uma mulher com batom, o cevador deve limpar a bomba a cada vez que ela tomar o mate.

Senha para sair

Só agradeça o chimarrão ao cevador (aquele que fez o mate) quando não quiser mais tomar. Quando o cevador precisa sair da roda, passa a outra pessoa a responsabilidade de servir o chimarrão. Não há problema em comer durante a rodada.





(Do livro “Os Mistérios Ocultos no Chimarrão”, de Wilson Tubino)





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