sexta-feira, 9 de maio de 2014

Frases da Literatura Brasileira


Guimarães Rosa

(Do livro Grande Sertão - Veredas)


“O senhor... mire, veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra montão.”

“Deus nos dá pessoas e coisas, para aprendermos a alegria... Depois, retoma coisas e pessoas para ver se já somos capazes da alegria sozinhos... Essa... a alegria que ele quer.”

“Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego.”

“As coisas assim a gente não perde nem abarca. Cabem é no brilho da noite. Aragem do sagrado. Absolutas estrelas.”

“As coisas mudam no devagar depressa dos tempos.”

“Quando nada acontece há um grande milagre acontecendo que não estamos vendo.”

“O medo é a extrema ignorância em momento muito agudo.”

“Inútil fugir, inútil resistir, inútil tudo.”

“Não gosto desse passarinho. Não gosto de violão. Não gosto de nada que põe saudades na gente.”

“O verdadeiro amor é um calafrio doce, um susto sem perigos.”

“Representar é aprender a viver além dos levianos sentimentos, na verdadeira dignidade.”

“É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado.”

“Ser chefe - por fora um pouquinho amargo; mas, por dentro, é risonhas flores.

“Um chefe carece de saber é aquilo que ele não pergunta..”

“Sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!”

“A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo do meio do fel do desespero.”



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