sexta-feira, 16 de maio de 2014

Uma história de tribunal



Houve, em tempos antigos, um rico proprietário, cujo filho desaparecera, e que tinha por administrador um velho amigo.

Desconfiado o proprietário de que seu filho estivesse vivo e de que o administrador, depois da morte do patrão, estragaria toda a fazenda, fez o seu testamento, e nele pôs s seguinte cláusula:

Deixo a meu feitor ou administrador todos os meus bens. E, se acaso aparecer meu filho, será dado a este tudo aquilo que o meu feitor quiser que fique para si”.

Morreu o proprietário, e depois da morte desse aparecera o filho, que foi ter com o administrador para receber a herança.

O feitor respondeu que, tendo seu pai deixado nas mãos dele, feitor, dar ao filho o que quisesse, dava-lhe uma pequena quantia.

Não gostou o filho disso, e levou a questão à Justiça.

O juiz reuniu-se no Tribunal, e perguntou-lhe qual era o valor de toda a herança.

- Cem contos, responderam ambos.

- E dessa herança o que quer o senhor? – perguntou o juiz ao feitor.

- Quero noventa e cinco contos.

- Pois é isso que tem de entregar ao filho do testador, porque a cláusula é bem clara: entregar ao filho aquilo que o feitor quiser.

E assim sucedeu. O feitor caiu no laço que nele próprio queria armar ao dono da herança.


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