sexta-feira, 29 de agosto de 2014

História do Hino da Independência do Brasil



D. Pedro I

O Hino da Independência do Brasil foi criado logo após o 7 de setembro e, ao ser composto, não tinha esse nome. Nem sua música era a mesma que hoje é cantada nas comemorações da Semana da Pátria. No começo do século XIX, o artista, político e livreiro Evaristo da Veiga escreveu os versos de um poema que intitulou “Hino Constitucional Brasiliense”.

Em pouco tempo, os versos ganharam fama entre a nobreza brasileira e foram musicados pelo amestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal.

Aluno do maestro, Dom Pedro I, quando era príncipe regente, manifestava um grande entusiasmo pelo ramo da música e, após a proclamação da Independência do, decidiu compor uma nova melodia para a letra musicada por Portugal.

Com essa modificação, foi oficializada o “Hino da Independência do Brasil”. O feito do governante acabou ganhando tanto destaque que, durante alguns anos, Dom Pedro I foi dado como autor exclusivo da letra e da música do hino.

Depois da abdicação do imperador, em 1831, o “Hino da Independência do Brasil” acabou perdendo prestígio na condição de símbolo nacional. E ficou mais de um século parado no tempo, não sendo executado em solenidades oficiais.

No ano de 1922, data que marcava a comemoração do centenário da Independência, o hino foi novamente executado com a melodia criada pelo maestro Portugal.

Somente na década de 1930, graças à ação do ministro Gustavo Capanema, que o “Hino da Independência do Brasil” foi finalmente regulamentado em sua forma e autoria. Contando com a ajuda do amestro Heitor Villa-Lobos, a melodia composta por Dom Pedro I foi dada como a única a ser utilizada na execução do hino.

Do jornal O Sul, 7 de setembro de 2013




Hino da Independência do Brasil

Letra: Evaristo Ferreira da Veiga
Música: D. Pedro I

Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil,
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade,
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil;
Houve mão mais poderosa,
Houve mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil;
Vossos peitos, vossos braços,
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiros!
Já, com garbo juvenil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil;
Do universo entre as nações,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.



Nenhum comentário:

Postar um comentário