quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Poemas de Dom Pedro I às suas mulheres



Dom Pedro I

E suas mulheres

Quando da morte da Imperatriz, D.Pedro I escreveu este soneto:

Leopoldina



Deus eterno, por que me arrebataste
A minha muito amada Imperatriz?!
Tua divina bondade assim o quis.
Sabe que o meu coração dilaceraste?!

Tu de certo contra mim te iraste,
Eu não sei o motivo, nem que fiz,
E por isso direi como o que diz:
Tu m'a deste, Senhor, tu m'a tiraste!

Ela me amava com maior amor,
Eu nela admirava a honestidade,
Sinto o meu coração quebrar de dor.

O mundo não verá mais em outra idade
Um modelo tão perfeito e tão melhor
De honra, candura, bonomia e caridade.

Ao casar com Dona Amélia de Leuchtenberg, ele compôs este soneto:

Amélia


Aquela que torna o Soo Majestoso,
É filha de uma Vênus e de um Marte,
Enleia nossas almas e desta arte
É mimo do Brasil, glória do Esposo.

Não temeu o Oceano proceloso,
Cantando espalharei por toda a parte
Seus lares deixa Amélia por amar-te.
És mui feliz oh! Pedro, és mui ditoso!

Amélia faz nascer a idade de ouro!
Amélia no Brasil é nossa diva!
É Amélia de Pedro um grão tesouro!

Amélia Augusta os corações cativa!
Amélia nos garante excelso agouro!
Viva a Imperatriz Amélia, viva!

Domitila


Desvairado de amor, Dom Pedro  fez de Domitila primeira dama da Imperatriz (Dona Leopoldina). Fez dela viscondessa e, um ano depois, marquesa de Santos.

Filha dos Césares, Imperatriz Augusta,
Tu abateste altiva soberbia,
Com que tuas damas da raça ímpia
Abater queriam quem deles não se assusta.

Vede, aristocratas cafres quanto custa
Espezinhar aquela cuja alegria,
Consiste em amar a Pedro e a Mara,
Titília bela, a tua causa é justa.

O mérito, a verdade em todos os países,
Aparecem sempre em grande esplendor,
Sustentem-nos os soberanos: são suas raízes.

Conta com Pedro, pois ele é defensor
Do pobre, do rico, do Brasil, dos infelizes,
Ama a justiça, dos seus amigos, é vingador.




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