sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Suas Próximas Doze Horas



Kenneth Holmes

Embora não tenha eu qualificações para me filiar aos Alcoólicos Anônimos, durante muito tempo carreguei comigo um folheto intitulado “Só por hoje”, distribuído pelos A.A. de minha cidade, nos EUA. A meu ver, essa  publicação traz uma mensagem aplicável a qualquer pessoa, em qualquer parte, em qualquer dia. E eis o que dizem essas palavras.


Só por hoje, procurarei viver o dia que passa apenas, sem tentar resolver ao mesmo tempo os problemas da minha vida inteira. Por 12 horas apenas, poderei executar alguma coisa que encheria de pavor se tivesse de realizá-la pelo resto de minha vida.

Só por hoje, sentir-me-ei feliz. Farei verdadeira aquela frase de Abraham Lincoln: “A maior parte das pessoas se sente feliz só porque se convence de que o é.”

Só por hoje, procurarei fortalecer minha inteligência. Aprenderei alguma coisa de útil. Lerei alguma coisa que exija esforço, pensamento e concentração.

Só por hoje, procurarei me ajustar aos fatos, em vez de procurar ajustar tudo o que existe a meus próprios desejos.

Só por hoje, exercitarei minha alma de três maneiras: procurarei fazer um benefício a alguém, sem contá-lo a quem quer que seja. Farei pelo menos duas coisas que não desejava fazer - só por exercício. E hoje, se alguma coisa me magoar, não o revelarei a ninguém.

Só por hoje, procurarei mostrar a melhor aparência possível, vestir-me bem, falar baixo, agir delicadamente, não fazer críticas e não tentarei corrigir nem dar ordens a ninguém, a não ser a mim próprio.

Só por hoje, estabelecerei um programa de ação. É possível que eu não o siga à risca, mas tentarei. Livrar-me-ei de duas pragas: a pressa e a indecisão.

Só por hoje, dedicarei uma hora a mim próprio para meditação e repouso. Durante este tempo, procurarei divisar uma perspectiva mais clara de minha vida.

Só por hoje, não terei medo. Especialmente, não hei de ter medo de apreciar a beleza e de acreditar que aquilo que eu der ao mundo, o mundo me devolverá.

(Seleções – Fevereiro de 1954)


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