terça-feira, 30 de setembro de 2014

Explode, coração!





Gonzaguinha

Chega de tentar, dissimular
E disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar
E eu não posso mais calar,
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter,
O que você não quis desabafar e me cortou.

Chega de temer, chorar, sofrer,
Sorrir, se dar e se perder e se achar
E tudo aquilo que é viver.
Eu quero mais é me abrir
E que essa vida entre assim
Como se fosse o sol
Desvirginando a madrugada,
Quero sentir a dor desta manhã.

Nascendo, rompendo, rasgando,
E tomando meu corpo e então eu
Chorando, sofrendo, gostando
Adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança.
Eu quero o meu amor se derramando,
Não dá mais pra segurar,
Explode, coração!


Trata-se da paixão e o desenrolar da primeira vez de um casal. Veja só, como se fosse o sol desvirginando a madrugada, quero sentir a dor desta manhã. Alguma dúvida. Vejamos mais “Nascendo, Rompendo, Rasgando...” E mais “Sentindo o meu amor se derramando”, “explode, coração” o gozo final.


Nunca pare de sonhar

“Nunca se entregue, 
nasça sempre com as manhãs.
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar.
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá.
Nós podemos tudo, nós podemos mais,
Vamos lá fazer o que será.”

Gonzaguinha

(1945-1991)


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