sábado, 25 de outubro de 2014

Poema pornossério


Quer seja curto ou comprido,
Quer seja fino ou mais grosso,
É um órgão muito querido,
Por não ter espinha, nem osso.

De incalculável valor,
Ninguém tem um a mais,
E desempenha no amor,
Um dos papéis principais.

Quando uma dama lhe toca,
Ei-lo a pular com fervor,
Se for um rapaz, estremece,
Se for velho, tem menos vigor.

O seu nome não é tão feio,
Pois tem sete letrinhas só,
tem um R e um A no meio,
Começa em C e acaba em O.

Nunca se encontra sozinho,
Vive sempre acompanhado,
Por outros dois orgãozinhos,
Bem junto de si, lado a lado.

O nome destes, porém,
Não gera confusões,
Tem sete letras também,
Tem L e acaba em ÕES.

Pra acabar com o embalo,
E com as más impressões,
Os órgãos de que eu falo...
São o coração e os pulmões!










 

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