quinta-feira, 6 de agosto de 2015

10 perguntas que você sempre quis fazer sobre cerveja

(mas tinha vergonha de perguntar)





01. O formato dos copos tem algum significado ou é frescura?

Frescura nada. Cada estilo de cerveja tem diferentes características que percebemos melhor ao degustá-las nos respectivos copos. Assim como a temperatura adequada revela seus diferentes atributos.

02. Como se faz  com o colarinho? Deve-se degustá-lo ou tentar beber o líquido embaixo dele?

A espuma é o primeiro indicativo da qualidade da cerveja. Não pague o mico de pedir um chope sem colarinho só para ganhar 20ml a mais de bebida. Se gosta de tomá-lo, erga um pouco a cabeça e deixe o líquido cair no fundo da língua. A espuma fica no lábio superior.

03. É para cheirar como vinho?

Sim, depois de avaliar a aparência da cerveja, devemos tomar seu aroma, antes de cair de boca. Não confunda com buquê, que só vinhos de qualidade possuem. Mas cervejas podem ter aromas surpreendentes, especialmente as de alta fermentação.

04. O que é lúpulo?

É uma trepadeira, de ocorrência em pequena extensão do globo, cuja flor fêmea é utilizada como aromatizante e conservante natural na cerveja. Confere o sabor amargo característico que equilibra com o dulçor remanescente do malte.

05. Cerveja artesanal engorda mais? Embebeda mais?

Não, de maneira nenhuma. Quem toma cerveja artesanal bebe menos e bebe melhor. Por ter mais sabor, corpo e aroma, ela satisfaz mais. Quem bebe para ficar tonto deve rever seus conceitos, até porque para isso não importa a qualidade da bebida.

06. O sabor muda se beber longneck no bico?

Ao tomar no bico você inibe o olfato, responsável por uma gama imensa de sabores. Na língua, percebemos apenas doce, salgado, azedo, amargo e umami (o quinto sabor, citado pelos orientais). Todos os demais – frutado, herbal, floral, fenólico, etc – são sentidos pelas células olfativas. Além de não ser muito elegante beber no gargalo.

07. Qual é a temperatura ideal? Vale o “estupidamente gelada”?

Há grande concordância entre as palavras “estupidamente” e “gelada”. A prova disso é que apenas propagandas de cerveja extremamente comuns usam esse adjetivo. Cada estilo tem uma curva de sabor que responde a diferentes temperaturas. Concordo que um chope bel gelado mata a sede num dia quente. Depois procure o sabor.

08. Quem produz a melhor cerveja?

Em todas as regiões do globo temos boas cervejas. O “terroir” da cerveja é a alma do mestre-cervejeiro que a produz.

09. Como se pronuncia Pale Ale?

“Pêioêiol”.

10. A propósito, o que significa Pale Ale?

É um estilo britânico que fermenta em temperatura mais altas (“ale”) produzida predominantemente com maltes claros, ou “pale malts”.

Como combinar com a alimentação



Bete Duarte

Editora de Gastronomia de ZH



Existem centenas de cervejas e de formas de harmonizá-las com comidas. A recomendação é deguste, deguste e deguste. A cerveja é bem mais simples harmonizar do que o vinho. As combinações abaixo complementam os pratos, mas tipos opostos podem, justamente, servir para limpar o paladar. Portanto, teste e combine à vontade.


Weiss – Cervejas de trigo, estilo alemão ou belga, leves e carbonadas, combinam com sushi, bruschetta, ceviche, sashimi, omelete de aspargos, casquinhas de siri, bolinho de camarão e queijos como mussarela de búfala e coalho. Evite servi-las com sobremesa à base de chocolates.


Pale Ale – As Pale Ale, aromáticas e com notas cítricas, combinam com receitas apimentadas, como as mexicanas, tailandesas e vietnamitas. Não se dão bem com sobremesas. Ale ou Lager escura harmonizam bem com filés, costeleta, churrascos e presunto. Não combinam com os queijos azuis e nem com peixes.


Pilsen – As tradicionais Pilsens, leves e de baixo amargor, acompanham bem saladas ceaser, folhas, frango e peixes brancos grelhados. Como bem sabe o brasileiro, vão bem também com petiscos como batatas fritas, bolinhos ou pastéis de queijo.


Dunkel – Com notas tostadas marcante, são densas e perfeitas para acompanhar feijoada, churrasco, sobremesa de chocolate, torta e sorvetes. Ofuscam os peixes e os queijos frescos, além de não combinarem com a cozinha oriental;


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