sábado, 5 de setembro de 2015

Curiosidades sobre Machado de Assis


A única foto de Machado de Assis com os cabelos alisados
 para ficar mais branco.


Þ Machado de Assis é, sem dúvida, o maior escritor que o Brasil já teve. Sua obra é vasta, abrangendo crônicas, poemas e romances. Personagens mais famosos? Brás Cubas, Quincas Borba, Bentinho e Capitu. Livros mais vendidos? Difícil citar um, mas eu destacaria o imperdível (e subliminarmente irônico) Memórias Póstumas de Brás Cubas e o intrigante Dom Casmurro.

Þ Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. O futuro escritor foi batizado na mesma igreja onde seus pais casaram.

Þ O pai de Machado de Assis era um descendente de escravos que trabalhava como pintor de paredes. A mãe, portuguesa de Açores, faleceu quando Machado tinha 10 anos. Sua única irmã morreu vítima de sarampo com sete anos de idade.

Þ Segundo seus biógrafos, Machado não teve educação formal. Para ajudar a família, começou a trabalhar vendendo balas e doces.

Þ O escritor era influente em francês, língua que aprendeu com um padeiro. O alemão e o inglês Machado aprendeu estudando sozinho.

 Þ A caligrafia do escritor era tão ruim que, às vezes, até ele tinha dificuldade de entender o que escrevia.

Þ Machado de Assis tinha epilepsia. Além disso, o autor de Iáiá Garcia era gago.

Þ Aos 17 anos, Machado passou a trabalhar na Tipografia Nacional onde, ao ser flagrado lendo escondido, quase foi demitido.

Þ O primeiro conto publicado em uma revista saiu em 1858, quando Machado tinha 19 anos. O conto se chamava Três Tesouros Perdidos e foi publicado em uma revista literária chamada Marmota Fluminense.

Þ O primeiro livro publicado por Machado de Assis foi Crisálidas, de poemas. Na época, Machado contava 35 anos de idade. O primeiro livro de contos – cujo título era Contos Fluminenses -, saiu no ano seguinte.

Þ Carolina Machado, a esposa do escritor, era quatro anos mais velha que ele. O casamento só terminou depois de 35 anos, com a morte de Carolina. Dizem que era ela quem revisava os textos de Machado.

Þ Como era comum na época, Memórias Póstumas de Brás Cubas foi publicado em folhetins e só mais tarde lançado em livro.

Þ Ao longo de sua carreira, Machado de Assis usou 21 pseudônimos. Na revista A Semana Ilustrada, usava o pseudônimo de Dr. Semana.

Þ A obra de Machado de Assis tendia, no início para o Romantismo (como no caso de Helena). Mais tarde, ele abraçou o Realismo (como em Dom Casmurro).

Þ Os principais romances de Machado de Assis são: Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Helena, Quincas Borba, Esaú e Jacó, Memorial de Aires, Iaiá Garcia e A Mão e a Luva.

Þ O jogo predileto de Machado de Assis era o xadrez. Ele participou do primeiro campeonato de xadrez disputado no Brasil. As peças usadas pelo escritor estão até hoje em exposição da ABL – Academia Brasileira de Letras.

Þ A Academia Brasileira de Letras teve Machado de Assis como um de seus fundadores. Ao invés de ocupar a cadeira número 1, ele ficou com a 23. O patrono da cadeira número 1 foi o escritor cearense José de Alencar.

Þ Machado era amigo (e talvez pai) de Mário de Alencar, filho do escritor cearense.

Þ Machado escreveu em vários jornais e revistas de sua época, entre os quais A Semana Ilustrada, Diário do Rio de Janeiro, Jornal das Famílias, Revista da Semana, Correio Mercantil e O Espelho.

Þ Apesar de ser conhecido apenas como romancista e cronista, Machado era poeta e dramaturgo, chegando a escrever nove peças de teatro entre 1860 e 1906.

Þ No total, ele escreveu sete livros de contos, cinco de poesia, nove de teatro e nove romances.

Þ Em 1878, o escritor foi obrigado a passar uma temporada na cidade de Nova Friburgo para se tratar de uma infecção nos olhos.

Þ Segundo alguns biógrafos, as últimas palavras de Machado de Assis antes de morrer foram: “A vida é boa”.

Þ O discurso na cerimônia fúnebre de Machado de Assis foi feito por Rui Barbosa.

Þ Machado foi sepultado no cemitério São João Batista em 1908, mas seus restos mortais foram transferidos para a sede da Academia Brasileira de Letras em 1999.

        

Machado de Assis com a esposa Carolina


Machado de Assis, sentado, na Academia


A casa de Machado de Assis, no Cosme Velho

                    
Carolina e Machado de Assis

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