sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Histórias de Paraquedistas XIII

Pagando pelo ar


No dia do pagamento um soldado reclamou com o Furriel (espécie de agente financeiro), o então Sargento Ferraz, que lhe fora cobrado pelo consumo do ar.

Nas sessões de Educação Física, após a atividade, durante a caminhada de “volta à calma”, os instrutores sempre alertam em voz alta:

− Não conversa, cessa o papo! Balancem os braços! Respira que o ar é de graça. Não conversa. Não atrasa. Respira!

Ao receber o envelope com o primeiro pagamento, dentre os itens descontados, notou um deles intitulado AR do Núcleo.

Não se contendo, aguardou sua vez e solicitou esclarecimentos sobre tal item, alegando não estar de acordo com a cobrança do ar que se respira, haja vista que o instrutor, ao dar tal ordem, em altos brados, foi muito claro ao mencionar que o ar era de graça. O Sargento Ferraz, diante de seus auxiliares: Cabo Ivanildo e Cabo Besler, cobrou uma “completa” de tributos físicos ao “gastador”, pois aquele item (AR) se referia a Armazém Reembolsável, que existiu, na época, no QG do Núcleo. Assim, diante da reclamação devidamente esclarecida, ciente que realmente havia contraído despesa naquele setor reembolsável, se foi.

Do livro:

“Ninho das Águias – Histórias que a História não conta... só nós paraquedistas”, de Jorge Barcellos Pereira – Pqdt 12.972 do 1965/4 MS 1556 – Dompsa 176 – SL 281 − MSSL 118



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