terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Anedotas do Pasquim



O telefone do consultório toca e a madame do outro lado pergunta:
- Doutor, me faz um favor?
- Pois não!
- Veja se eu não esqueci a minha calcinha aí no seu consultório.
- Vou pedir para a enfermeira olhar. Um momento.
E a enfermeira procurou pelo consultório inteiro, a sala de exames, o banheiro, tudo:
- Tá aqui não, doutor.
E o doutor, ao telefone:
- Sinto muito, minha senhora, mas não ficou aqui não.
- Ah... desculpe, doutor. Agora me lembrei. Foi no dentista.


Um gaúcho se encontra com o outro:
- Barbaridade, tchê. Estou voltando de São Rafael do Descampado! Que cidade, piá!
- Gostou?
- Gostei nada. Lá só tem prostituta e jogador de futebol.
- Pera lá, vivente. Minha mãe vive lá!
- Ihhh, rapaz, tá jogando um bolão!


A porta do elevador se abriu, entrou uma senhora e depois um inglês, empertigado, todo de preto, de guarda-chuva e chapéu coco. O elevador começou a subir. De repente, bateu aquele cheiro horrível dentro do elevador. A mulher, indignadíssima, levou a mão ao nariz e perguntou ao inglês:
- O senhor soltou um pum?
O inglês olhou-a com superioridade, levantou o queixo, semicerrou os olhos e, fazendo aquela cara de inglês, respondeu:
- Claro, minha senhora, ou a senhora acha que eu cheiro assim, constantemente?


Um maluco telefona pro corpo de bombeiros, informando que está pegando fogo no hospício. Menos de dez minutos, olha as viaturas chegando no local. Os bombeiros saltam do carro e o comandante pergunta:
- Onde é o fogo?
E o louco:
- Vocês vieram tão depressa que eu ainda não acendi!


A bichona fantasiada de Veado Real, brilhando no meio do salão. De repente, ela descobre, na multidão, aquele homem lindo fantasiado de Caçador Africano. Dando de cara com aquele viadão na sua frente, o Caçador levantou seu fuzil de mentira e fez pum! com a boca.
O Veado Real caiu esparramado no chão, todo mundo riu do espírito engraçado dos dois. E o lindo caçador já ia se retirando pro seu canto quando sentiu alguém puxando sua bota. Olhou pra baixo, era a bonecona caída ainda no chão, olhando pra ele, olhos nos olhos:
- Lei da Selva! Lei da Selva! Matou, tem que comer!


Um homem chega na balada e encontra uma mulher e então dá um garfo a ela. E ela pergunta:
- Pra que o garfo?
- É por que eu tô dando sopa!
- Sopa se come de colher...
- É que eu sou difícil...


Um ventríloquo foi passear na roça. E corta logo para ele passeando na carroça de um matuto, numa tarde gostosa, cheia de silêncio. De repente, como o silêncio era tanto que tava até dando paz demais, o ventríloquo resolveu tirar um sarro com o capiau:
- Escuta, companheiro, você sabia que o seu cavalo fala?
O matuto não acreditou. Mas foi só o tempo de não acreditar e levar o maior susto; o cavalo danou a conversar com ele, e o matuto ficou maravilhado. Aí passou um boi, e o boi falou. E passou uma vaca, e a vaca falou. E logo em seguida, o que é que vinha vindo lá? Uma cabrinha muito sestrosa, balançando as ancas, que parou bem ao lado da carroça. Parou e ficou olhando. E já ia "dizer" alguma coisa, quando o matuto se virou e disse:
- Não acredita nela não. Ela é muito mentirosa!


O gerente de um banco recebe em sua mesa um varredor de rua. O Gari começa:
- Queria ver se o senhor dava um jeito de me emprestar uns 5 mil reais.
- Muito bem, mas antes algumas formalidades. Em primeiro lugar, o senhor tem emprego?
- Sou funcionário municipal da limpeza.
- Em segundo lugar, o senhor tem automóvel?
- Tenho três. Um para mim, outro para minha mulher e um terceiro para os empregados, todos importados.
- O senhor tem bens imóveis?
- Um apartamento de cobertura, uma fazenda em Goiás e uma casa em Búzios.
O gerente tira os olhos do papel e pela primeira vez vê as roupas simples do Gari:
- Mas o senhor está de brincadeira!
- É, mas foi o senhor quem começou!


Dois bêbados sinistríssimos conversavam numa mesa de bar.
- Sou viúvo.
- Eu também. De duas mulheres.
- Mulher é uma desgraça. Como foi que morreu sua primeira mulher?
- Aquela peste? Comeu cogumelos venenosos.
- Hummm. Mortal. E a segunda?
- Crânio rachado.
- Não diga?
- É. Não queria comer cogumelos.


No meio da moderna África de hoje, um cliente entra num restaurante para canibais:
- Me vê uma popinha recheada.
- Perdão, senhor, mas não temos.
- Então me serve um braço assado?
- Estamos em falta.
- Como estão em falta? Eu vi um homem inteirinho ali na geladeira...
- Ah, sim. É verdade. Mas aquele morreu de diabete e nós estamos guardando ele para fazer compota.


De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho:
– Acorda, meu filho. Acorda, que está na hora de você ir para o colégio.
Lá de dentro, estremunhado, o filho respondeu: – Pai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque eu não aguento mais aqueles meninos.
E o pai respondeu lá fora:
– Você tem que ir. E tem que ir, por três razões: primeiro, porque você tem um dever a cumprir; segundo, porque você já tem 45 anos; terceiro, porque você é o diretor do colégio.



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