quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Coisas que usuários da internet estão destruindo




01 - A arte de discordar educadamente:

A internet aguçou o tom dos debates. A intolerância e falta de educação reina absoluta principalmente nos comentários dos blogs. Hoje em dia é normal discordar de qualquer coisa não com argumentos, mas com: “vai tomar no...”, “você é um filho da...” ou “este blog é uma m...da”.

02 - O respeito pelos mortos:

O Twitter se tornou uma tribuna aberta para piadas sobre a morte de pessoas famosas. 99,9% de muito mau gosto.

03 - Adolescentes ansiosos pela sua primeira Playboy:

Na minha época, um garoto de 13, 14 anos que possuía uma revista playboy era considerado pelos amigos quase um deus. Hoje a onipresença de pornografia gratuita e pesada na internet acabou com um dos mais importantes ritos de passagem para os meninos adolescentes: a compra de revistas de sacanagem. Porque tremer na banca para comprar a Playboy se você pode baixar montanhas de obscenidades direto no seu quarto?

04 - Lojas de discos:

Em um mundo onde as pessoas não estão dispostas a pagarem por música, cobrar delas R$ 30 por 12 músicas dentro de uma frágil caixa de plástico, definitivamente, não é um bom modelo de negócio. Mas também se perdeu a oportunidade de vasculhar com os dedos, pilhas de CDs e discos e encontrar às vezes, verdadeiras preciosidades e também a oportunidade de paquerar e fazer novos amigos.

05 - Ouvir um disco do início ao fim:

Os mp3 são um dos benefícios da internet. Por um lado, não é mais preciso aguentar oito músicas chatas para poder ouvir uma ou duas que valem à pena. Mas, por outro lado, álbuns que realmente valem a pena não terão a audiência que merecem.

06 - Escrever cartas:

E-mail é mais rápido, barato e conveniente. Receber uma carta escrita à mão de um amigo se tornou um prazer raro, e até nostálgico. Como consequência, frases de despedida como “Com as melhores saudações” ou “Um grande abraço” foram substituídas por um simples e imbecil “Valeu”.

07 – Pontualidade:

Na era pré-internet e pré-celular, as pessoas precisavam manter seus compromissos e chegar ao local combinado na hora certa. Enviar mensagens de texto cinco minutos depois do compromisso para avisar os amigos do atraso se tornou uma das grosserias comuns da era da conectividade.

08 - Listas de telefone:

Você pode encontrar tudo que quiser na internet, com dados muito mais completos do que as antigas e mofadas Páginas Amarelas. Mas o que você faz quando fica sem conexão?

09 – Memória:

Quando quase todo fato, não importa quão obscuro e misterioso, pode ser esmiuçado em segundos através do Google ou do Wikipédia, o “mero” armazenamento e recuperação de conhecimentos em sua mente se tornou menos valorizado.

10 – Concentração:

Quem, entre o Gmail, o Twitter, o Facebook e o Google News, consegue trabalhar? Uma nova tendência de distúrbio de concentração que se desenvolve.

11 - Decorar números de telefone:

Depois de digitar os números na agenda do seu celular, você nunca mais vai olhar para eles de novo. Você se lembra de cabeça os telefones de sua família?

12 - Teorias conspiratórias:

A internet é constantemente repudiada como dominada por pessoas excêntricas, mas, ao longo dos anos, se mostrou muito mais propensa para desacreditar teorias conspiratórias em vez de perpetuá-las.

13 - Preencher formulários na última página dos livros:

O mais próximo disso hoje são os serviços das livrarias virtuais como “Clientes que compraram este livro também compraram…”

14 - Álbuns de fotos e projeções de slides:

Facebook, Flickr e sites de impressão de fotos como Snapfish são a nova maneira pela qual compartilhamos nossas fotos. No início deste ano, a Kodak anunciou estar descontinuando a produção do seu clássico filme Kodachrome por falta de demanda.

15 - Relógios de pulso: 

Ficar mexendo no bolso para pegar seu celular pode não ser tão elegante quanto olhar para um relógio de pulso, mas é mais econômico e prático do que andar por aí com dois equipamentos.

16 - Matar tempo:

Quando foi a última vez que você passou uma hora inteira olhando o mundo pela janela, “pensando na morte da bezerra”? Ou simplesmente sentado não fazendo nada? A atração da internet sobre a nossa atenção é implacável e, cada vez mais, difícil de resistir.




* P.S. Estou na Livraria Saraiva, no Barra Shopping, tomando um cafezinho e piruando um livro. Ao meu lado, um garoto de uns 12 ou 13 anos, com um tablet nas mãos, tecla sem parar. Durante uns 15 minutos que fiquei na livraria, o garoto nem uma vez olhou para ninguém, e isso que havia umas meninas bonitas ao redor dele. Ele não deve, costumeiramente, interagir com ninguém. Só com seu “precioso amigo eletrônico”.

Nilo Moraes

Um comentário:

  1. Podem falar o que quiser, mas não troco o que eu vivi, na minha infância, e adolescência, os amigos eram reais, os encontros na praça, a paquera , o futebol com os amigos,e tantas outras coisas que fazíamos, como era bom

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