quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Gol de placa?

Só podia ser dele.


Pelé por Hoiser


Maracanã, 1961, Santos 1 X 0 Fluminense. Pelé recebe no meio de campo e arranca rumo ao gol: passa por um, passa por dois, dribla um, dribla o segundo, o terceiro e, na saída do goleiro Castilho, a pões no fundo das redes. Fascinado, o então cronista esportivo Joelmir Betting sugere ao jornal O Esporte, para o qual trabalhava em São Paulo, que se faça uma placa de bronze para eternizar aquele golaço. Paga do próprio bolso e manda afixá-la na entrada do estádio. Nascia ali a expressão “gol de placa”. Jorge Ben cantou, em Fio Maravilha, foi um gol de anjo, verdadeiro gol de placa, e o Aurélio registra: “Conceito criado a partir de um gol espetacular de Pelé (Edson Arantes do Nascimento), que lhe rendeu uma placa honorária”. Palmeirense roxo, Joelmir Betting declara: “Nunca fiz um gol de placa, mas fiz a placa do gol”. 


Joelmir Betting o dono da placa

e palca do gol


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