domingo, 20 de dezembro de 2015

O marceneiro e as ferramentas



Contam que, em uma marcenaria, houve uma estranha assembleia.

Foi uma reunião onde as ferramentas juntaram-se para acertar suas diferenças.

Um martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes exigiram que ele renunciasse.

A causa?

Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo tempo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, alegando que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque o parafuso concordou, mas, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Disse que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito.

Nesse momento, entrou o marceneiro, juntou todos e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro, o parafuso... Quando o marceneiro foi embora, as ferramentas voltaram à discussão. E a rústica madeira se converteu em belos móveis. Mas o serrote adiantou-se e disse:

- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com as nossas qualidades, ressaltando os nossos pontos valiosos. Portanto, em vez de pensar em nossas fraquezas, devemos nos concentrar em nossos pontos fortes.

Então, a assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas e o metro era preciso e exato. E uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalharem juntos. Sentiram-se como uma equipe, capaz de produzir com qualidade.

O mesmo ocorre com os seres humanos. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. Ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.

É fácil encontrar defeitos... Mas encontrar qualidades? Isto é para os sábios! Qualquer um pode fazê-lo!




Autor Desconhecido


2 comentários:

  1. Se o amigo me permitir, gostaria de aproveitar esse texto para fazer um comentário sobre o texto, eu estive em Auckland, agora estou em Queenstown, na Nova Zelândia, o que mais me chamou a atenção, além das belezas naturais , que realmente é de tirar o fôlego, foram as pessoas, cada uma faz a sua parte para o bem de todos, assim não tem como dar errado,

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    1. Quem bom seria se o nosso país pudesse fazer o mesmo. Aqui, a falta de cidadania é inacreditável. Mas, mesmo assim, alguns ainda tentam fazer a sua parte.

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