sábado, 28 de maio de 2016

George Washington e a cerejeira



George Washington morava numa fazenda no estado da Virgínia quando era criança. Seu pai ensinou-lhe a andar a cavalo e o levava com ele quando passeava pela fazenda. Assim, George aprenderia a cuidar dos campos, dos cavalos e dos bois quando crescesse.

O pai de George havia plantado um pomar com macieiras, pessegueiros, pereiras, ameixeiras e cerejeiras. Certa vez lhe enviaram de longe uma muda de cerejeira. O senhor Washington plantou-a na parte mais alta do pomar, e disse a todos que cuidassem dela para que não se quebrasse.

A cerejeira cresceu bonita e na primavera cobriu-se de botões brancos. O senhor Washington ficou todo contente de pensar nas cerejas que viriam da arvorezinha.

Nesta mesma época, George ganhou um machado novo. E saiu com ele cortando galhos, tirando lascas das cercas e tudo o que visse pela frente. Até que chegou ao topo do pomar e, só pensando em como o seu machado era bom, golpeou a cerejeira. O tronco era tão macio e fácil de cortar que George derrubou a árvore instantaneamente, e continuou brincando.

No fim da tarde, depois de inspecionar a fazenda, o senhor Washington deixou seu cavalo no estábulo e foi ver a sua cerejeira. Ficou horrorizado quando viu que havia sido cortada. “Quem poderia ter feito uma coisa dessas?” Perguntou a todos, mas ninguém sabia dizer.

Foi quando George passou por ele. 

- George, - chamou o pai zangado - você sabe quem matou a minha cerejeira? 

Foi uma pergunta difícil, e George titubeou por um momento, mas logo disse: 

 - Não posso mentir, papai. Fui eu que cortei a árvore com o machado.

O senhor Washington olhou para George. O rosto do menino estava pálido, mas ele olhava firme para o pai.

- Vá para dentro, George. - disse o pai.

George foi para a biblioteca e esperou pelo pai. Estava muito triste e envergonhado. Sabia que tinha sido tolo e inconseqüente e que seu pai tinha razão em estar bravo.

Pouco depois, o senhor Washington olhou-o longa e fixamente. 

 - Diga-me, por que você cortou a árvore? 

- Eu estava brincando e não pensei... - George gaguejou.

- E agora a árvore vai morrer. Nunca comeremos cerejas dela. Mas o pior de tudo é que você não tomou conta dela quando eu lhe pedi.

George abaixou a cabeça e seu rosto corou de vergonha. 

 - Desculpe-me, papai. - disse ele. 

O senhor Washington colocou a mão no ombro do filho.

- Olhe para mim. - disse. - Eu estou triste por ter perdido a cerejeira, mas feliz por você ter tido coragem de me contar a verdade. Prefiro ter um filho honesto e corajoso a ter um pomar inteiro cheio das melhores árvores. Nunca se esqueça disso, meu filho.

George Washington nunca se esqueceu. Durante toda a sua vida ele se manteve tão corajoso e honrado como naquele dia. 

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