domingo, 10 de julho de 2016

Um soneto sem verbo e com o verbo divino


Iracema Nunes de Andrade

Filha do Cel. Armando Protásio Vieira de Andrade e D. Otilina Nunes de Andrade, nasceu no ano de 1912, em Rio Pardo-RS. Diplomada em 1930 pela Escola Normal de Porto Alegre-RS, mudou-se para o Rio de Janeiro no ano de 1932. Dedicada à Literatura e às Artes Plásticas, principalmente à Poesia, bico-de-pena e aquarela. Estreou em 1932, com o opúsculo “Oásis” e publicou “Um Pingo de História” (poemas de temas históricos) em 1990 e “Misticismo” (de fundo religioso, com ilustrações a bico-de-pena). Em prosa, publicou “A Campanha de Canudos, segundo Euclides da Cunha”, também ilustrado a bico-de-pena. Colaborou no Almanaque Bertrand, editado em Lisboa sob coordenação de D. Maria Fernandes Costa, com poesias e ilustrações a nanquim – e também em prosa, sob o pseudônimo de Daniel Âncora. Participou no “ANUÁRIO/POETAS DO BRASIL” de Aparício Fernandes, nos anos de 1981 a 1963, 1986 e 1987 – sempre no 1º volume.

Um humilde curral, símbolo da pobreza;
Dentre as virgens da Terra a mais bela e a mais pura;
De um honrado varão a mais nobre figura;
E, numa manjedoura, a própria realeza.

A fuga para o Egito, a paragem segura.
A volta a Nazaré. Trabalho, amor, pureza.
O Batista. Depois, a divinal grandeza
Da doutrina sem par de perdão e ternura.

Os Doze. Uma traição. O cenáculo. O Mestre,
Divino Salvador da pobre grei terrestre.
Pilatos e Caifás. Barrabás ou Jesus?

O cimo do Calvário. O mau e o bom ladrão.
O Cristo Redentor no dia da Paixão,
Por amor dos mortais, pregado numa cruz.




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