domingo, 11 de setembro de 2016

Pseudônimos



Um pseudónimo (do grego antigo ψευδώνυμος, composto de ψευδο- "pseudo" e νομα "nome", ou seja, "nome falso") é um nome fictício usado por um indivíduo como alternativa ao seu nome legal. Normalmente é um nome inventado por um escritor, um poeta, um jornalista ou artistas que não queira ou não possa assinar suas próprias obras. Sob o aspecto jurídico, o pseudônimo é tutelado pela lei quando tenha adquirido a mesma importância no nome oficial, nas mesmas modalidades que defendem o direito ao nome.


→ Tomás Antônio Gonzaga, sob o pseudônimo Critilo, criticava impiedosamente o então governador da capitania de Minas Gerais, Luís da Cunha Meneses.

→ José de Alencar escrevia uma coluna no jornal Correio Mercantil chamada "Ao correr da Pena". Assumiu as funções de gerente e redator-chefe do Diário do Rio de Janeiro e assinava uma coluna com o pseudônimo IG.

→ Entre 1944 e 1947, o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues escreveu novelas de folhetim com o nome de Suzana Flag.

→ Patrícia Galvão, a Pagu, foi a musa do modernismo brasileiro. Usando o pseudônimo King Shelter, Pagu escreveu nove contos, todos publicados na revista Detective, entre julho e dezembro de 1944. A autora, que foi casada com Oswald de Andrade, escreveu um romance em 1933, com o pseudônimo Mara Lobo.

→ Inspirado no personagem satírico Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade, Sérgio Porto criou Stanislaw Ponte Preta quando trabalhava no Diário Carioca, no início dos anos 50.

→ Millôr Fernandes já usou o pseudônimo Emanuel Vão Gogo; Alfredo Ribeiro, Tutty Vasques; e Mário Prata, Francisco Abbiatti.

→ No início de sua carreira, Carlos Drummond de Andrade se identificava como Antônio Crispim. Quando fazia críticas de cinema, ele usava os nomes Mickey ou Gato Félix.

→ Com o suicídio de Mário Venâncio, em fevereiro de 1906, o "Echo" deixa de circular. Graciliano Ramos publica na revista carioca "O Malho" sonetos sob o pseudônimo de Feliciano de Olivença.

→ Quando escreveu a novela “A Ponte dos Suspiros”, Dias Gomes adotou pseudônimo de Stela Calderón.

→ Que em 1972, Chico Buarque de Holanda, para driblar a censura,  utilizou o pseudônimo de Julinho da Adelaide para compor as seguintes músicas: “Acorda, amor”, “Jorge Maravilha” e “Milagre Brasileiro”.

→ Que o poeta português Fernando Pessoa utilizou os seguintes heterônimos: Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.

→ Paulo Barreto (João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto (pseudônimo literário: João do Rio), jornalista, cronista, contista e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 5 de agosto de 1881, e faleceu na mesma cidade em 23 de junho de 1921. Eleito em 7 de maio de 1910 para a Cadeira n. 26, na sucessão de Guimarães Passos, foi recebido em 12 de agosto de 1910, pelo acadêmico Coelho Neto.


Importantes personalidades que usaram pseudônimos:

(Entre parêntese é o nome verdadeiro):

Allan Kardec → (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

A.N. Roquelaure → (Anne Rice)

Anatole France → (Jacques Anatole François Thibault)

Artur da Távola → (Paulo Alberto Monteiro de Barros)

Bustos Domecq → (Adolfo Bioy Casares, Jorge Luis Borges)

Carlos Zéfiro → (Alcides Caminha, funcionário do BB e compositor de A Flor e o Espinho; com Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)

Ferreira Gullar → (Antônio Ribamar Ferreira)

Freddie Mercury → (Farokh Bomi Bulsara)

George Orwell → (Eric Arthur Blair)

George Sand → (Amandine Dupin)

George Eliot → (Mary Ann Evans)

George Orwell → (Eric Arthur Blair)

Inimigo dos Marotos → (D. Pedro I, quando queria insultar desafetos nos jornais)

José Régio → (José Maria dos Reis Pereira)

Juó Bananére → (Alexandre Ribeiro Marcondes Machado)

Julio Dinis → (Joaquim Guilherme Gomes Coelho)

Malba Tahan → (Júlio César de Melo e Sousa)

O Duende → (D. Pedro I, quando queria insultar desafetos nos jornais)

Pablo Neruda → (Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto)

Lenin → (Vladimir Ilich Ulyanov)

Lewis Caroll → (Charles Lutwidge Dodson)

Qorpo-Santo →  (José Joaquim de Campos Leão)

Marques Rebelo → (Edi Dias da Cruz)

Mark Twain → (Samuel Langhorne Clemens)

Molière →(Jean-Baptiste Poquelin)

Richard Bachman → (Stephen King)

Sílvio Santos → (Senor Abravanel)

Stendhal → (Marie-Henri Beyle)

Tennessee Williams → (Thomas Lanier Williams)

Tito → (Josip Broz)

Tristão de Ataíde → (Alceu Amoroso Lima)

Voltaire → (François Marie Arouet)

Vitor Leal  (Olavo Bilac, Aluísio de Azevedo, Coelho Neto e Pardal Mallet)

Woody Allen → (Allan Stewart Königsberg)


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