sábado, 29 de outubro de 2016

Amor em várias versões



Como manter o amor?

Mãe e filha estavam caminhando pela praia. Num certo momento, a filha perguntou:
‒ Como se faz para manter um amor?
A mãe olhou para a filha e respondeu:
‒ Pegue um pouco de areia e feche a mão com força.
A menina pegou a areia e percebeu que quanto mais forte apertava a areia com a mão, mais rapidamente a areia fugia entre os dedos.
‒ Mãe, quanto mais aperto, mais a areia foge da mão!
‒ Eu sei. Agora abra completamente a mão.
A filha abriu a mão, mas veio um vento forte e levou a areia que restava na palma de sua mão.
A jovem riu:
‒ Voou toda. Com a mão aberta também não consegui reter a areia na minha mão!
A mãe também sorriu e disse:
‒ Agora pegue outra vez um pouco de areia e deixe a mão meio aberta como se fosse uma concha: um pouco fechada para protegê-la e um pouco aberta para dar-lhe liberdade sem apertá-la.
A jovem fez como a mãe lhe tinha explicado e viu que a areia não fugia de sua mão, protegida contra o vento.
A mãe olhou para a filha e sorrindo concluiu:
‒ É assim que se faz para manter um amor...

(Autor desconhecido)

 O que é mesmo o amor?

Uma jovem perguntou a um rapaz:
‒ Você me acha bonita?
O rapaz respondeu:
‒ Não.
Mesmo recebendo uma resposta negativa, ela continuou perguntando:
‒ Você gostaria de ficar comigo por toda a eternidade?
‒ Não ‒ respondeu o rapaz.
‒ E se eu fosse embora, você iria chorar? ‒ insistiu a mulher.
E mais uma vez ele respondeu com um não.
Finalmente, a jovem não fez mais perguntas. Ela já tinha ouvido negações demais. Virou as costas para ir embora, com as lágrimas deslizando pelo rosto....
De repente, o rapaz agarrou seu braço e disse:
‒ Você não é bonita... você é linda!
Eu não quero ficar com você para sempre. Eu preciso ficar com você para sempre...
E eu não iria chorar se você fosse embora... eu morreria! ‒ Gostou do jeito de eu dizer “Eu te amo?”.
‒ Sim, mas é pra matar do coração!

(Autor desconhecido)

Amor eterno

Um homem, bastante idoso, procurou uma clínica para um curativo em sua mão ferida, dizendo-se muito apressado porque estava atrasado para um compromisso. Enquanto o tratava, o jovem médico quis saber o motivo da sua pressa, e ele disse que precisava ir a um asilo de velhos tomar o café da manhã com sua mulher, que estava internada lá há bastante tempo. Sua mulher sofria do mal de Alzheimer em estágio bastante avançado.
Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe se ela não ficaria assustada pelo fato de ele estar atrasado.
‒ Não ‒ disse ele ‒ ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos ela nem me reconhece...
Intrigado, o médico perguntou-lhe:
‒ Mas, se ela já nem sabe quem o senhor é, por que essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?
O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse:
‒ É verdade. Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem quem ela é.
Enquanto o velhinho saía apressado, o jovem médico sorria emocionado e pensava: “Esta é a qualidade de amor que eu gostaria para a minha vida”.

(Autor desconhecido)

 O que é o amor?

Numa sala de aula havia várias crianças. Quando uma delas perguntou à professora:
‒ Professora, o que é o amor?
A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e que trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.
As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:
‒ Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
A primeira criança disse:
‒ Eu trouxe esta flor, não é linda?
A segunda criança falou:
‒ Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.
A terceira criança completou:
‒ Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?
E assim as crianças foram se colocando.
Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou:
‒ Meu bem, por que você não trouxe nada?
E a criança, timidamente, respondeu:
‒ Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume, pensei em arrancá-la, mas fiquei com pena de fazê-lo e preferi deixá-la para que seu perfume durasse mais tempo. Vi também a borboleta, muito colorida, voando de flor em flor! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de pegá-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas ao olhar para o ninho na árvore notei o olhar triste de sua mãe e preferi colocá-lo de volta no ninho. Por isso, professora, não trouxe nada comigo. Só a lembrança do perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho!
A professora agradeceu à criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera que só podemos trazer o amor no coração.

(Autor desconhecido)


(Do Blogue Mural Joia)




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