quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A Maratona



Em 490 a.C. o soldado grego Fidípides correu de Maratona a Atenas, aproximadamente 37 quilômetros, para levar a notícia de que os persas tinham sido derrotados no campo de batalha. Após transmitir a mensagem, caiu morto. Nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em Atenas (1896), foi disputada uma prova com aproximadamente a mesma distância para comemorar a corrida de Fidípides, e assim nasceu a maratona. Nas primeiras olimpíadas a maratona foi corrida em 41,6 quilômetros. Por ‘sugestão’ da rainha Alexandra (consorte de Eduardo VII), nos Jogos Olímpicos de Londres, em 1908, a maratona foi acrescida de 352 metros, de modo a começar no gramado do castelo de Windsor rumo ao estádio em White City. Isso permitiu que a princesa Maria e seus filhos assistissem à largada da janela do quarto das crianças. Até hoje alguns dos maratonistas mais sarcásticos gritam ‘Deus salve a rainha’ quando ultrapassam a marca dos 41,6 quilômetros. Em 1924 essa distância arbitrária se tornou o padrão da maratona.

Há alguma polêmica quanto a ter sido real mente Fidípides quem fez essa famosa viagem. Parece provável que ele tenha corrido os 240 quilômetros de Atenas a Esparta para conseguir apoio antes da batalha. No entanto, há divergências quanto a se foi ele ou um mensageiro anônimo quem fez a corrida fatal de volta.

(Do livro A Miscelânea de Esportes, Jogos & Ócio de Schott)


Batalha de Maratona



A Batalha de Maratona ocorreu no ano 490 a.C., durante a Primeira Guerra Médica.

Durante o século V a.C. ocorreram vários conflitos entre os gregos e o Império Persa. Eles disputavam o controle da região da Jônia, na Ásia Menor. O confronto eclodiu quando as colônias gregas de Mileto tentaram se livrar do domínio persa que havia sido imposto na região. O aumento da tensão levou à Primeira Guerra Médica.

Durante a guerra, houve um evento que ganhou grande repercussão histórica e que foi fundamental para os rumos dos conflitos. Sabendo que os persas desembarcariam para o confronto com os gregos, Milcíades, um general nascido em Atenas, preparou a frente ateniense enquanto um informante foi enviado a Esparta para solicitar ajuda. O nome desse enviado era Fidípides e ele percorreu cerca de 200 quilômetros correndo em menos de um dia. Os espartanos confirmaram o auxílio, mas alegara que, por questões religiosas, a ajuda militar só seria enviada dentro de seis dias, tempo que Milcíades não poderia esperar. Assim, ele comandou o ataque dos atenienses contra os persas.

Os atenienses não chegavam a 15 mil combatentes, enquanto os persas poderiam totalizar 100 mil soldados e 600 barcos. Os atenienses tentaram de todas as formas possíveis para evitar que os persas fizessem uso da cavalaria, forçando o combate corpo a corpo. A estratégia grega neutralizou o uso de arcos e de espadas dos persas, que foram oprimidos por longas lanças e por defesas em couraças. Ainda assim, pelo próprio contingente, os persas ofereceram grande resistência e, em alguns momentos, conseguiram vencer as defesas gregas. No entanto, os gregos se reagruparam e forçaram os persas a recuarem até onde haviam desembarcado.

A Batalha de Maratona foi vencida pelos atenienses, que oprimiram os persas no território de combate. Eles capturaram sete barcos inimigos e mataram cerca de 6 mil persas. Os invasores foram derrotados e massacrados, forçados a voltar para a Ásia. A batalha também encerrou a Primeira Guerra Médica, em 490 a.C. Porém não seria o fim definitivo dos confrontos, pois uma nova guerra começaria alguns anos depois.

A Batalha de Maratona faz parte da cultura popular em função da ordem seguida por Fidípides, que seguiu as instruções de Milcíades correndo mais 42 Km entre Maratona e Atenas para informar sobre a vitória grega. A lenda diz que, logo após informar a vitória, Fidípedes teria caído morto de cansaço. É por causa desta batalha que existem hoje as famosas provas de corrida de longa distância chamadas de maratona.


(Do Blog InfoEscola)


      

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