quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Pequenas histórias para pensar




Em uma região muito seca, o povo implorava por chuva. Pediram ao padre para rezar uma missa. O padre negou firmemente alegando que o povo não tinha fé. Após muita pressão da comunidade, o padre aceitou rezar a tal missa. No dia e hora marcados, todos os habitantes compareceram à igreja. Porém, antes de iniciar a missa, o padre passeou entre os fiéis e, voltando ao altar, falou:

‒ Não haverá mais missa, vocês não têm fé!

O político mais importante do local retrucou dizendo:

‒ Todos temos fé, como prova, a igreja está lotada.

Então, o padre questionou:

‒ Quem dentre vocês trouxe uma guarda-chuva?!

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Um aluno perguntou ao mestre:

‒ Quando devo colocar em prática as coisas que aprendi?

O sábio respondeu:

‒ Ainda estou lhe ensinando. Por que essa impaciência de colocar algo em prática? Espere a hora certa.

No momento seguinte, outro aluno perguntou:

‒ Quando devo colocar em prática as coisas que aprendi?

‒ Imediatamente – respondeu o mestre.

‒ Mestre, o senhor não age com justiça – reclamou o primeiro aluno. – Meu colega sabe tanto quanto eu, e o senhor não o proibiu de agir.

‒ Um bom pai conhece a essência de seus filhos – disse o mestre. – Ele freia aquele que é ousado demais e empurra o que não sabe andar com as próprias pernas.

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O rabino vivia ensinando que as respostas estão dentro de nós mesmos. Mas seus fiéis insistiam em consultá-lo sobre tudo que faziam. Um dia, o rabino teve uma ideia: colocou um cartaz na porta de sua casa, e escreveu: RESPONDO CADA PERGUNTA POR CEM MOEDAS. Um comerciante resolveu pagar. Deu o dinheiro ao rabino, comentando:

‒ O senhor não acha caro cobrar por uma pergunta?

‒ Acho – disse o rabino. – E acabo de respondê-la. Se quiser mais, pague outras cem moedas. Ou procure a resposta em você mesmo, que é mais barato e mais eficaz.

A partir desse dias, nunca mais o perturbaram.

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Uma lenda do deserto conta a história de um homem que ia se mudar de um oásis e começou a carregar seu camelo. Colocou tapetes, os utensílios de cozinha, os baús de roupas e o camelo aguentava tudo. Quando ia saindo lembrou-se de uma linda pena azul com que seu pai o tinha presenteado. Resolveu pegá-la e a colocou em cima do camelo. Nesse momento, o animal arriou com o peso: “Meu camelo não aguentou o peso de uma pena”, deve ter pensado o homem.

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Conta a história que, certa vez, um sábio passeava pelo mercado quando um homem se aproximou e falou-lhe:

‒ Sei que és um grande mestre e queria o teu conselho. Hoje de manhã, meu filho me pediu dinheiro para comprar uma vaca. Devo ajudá-lo?

‒ Esta não é uma situação de emergência. Então, aguarde mais uma semana antes de atender seu filho.

‒ Mas tenho condições de ajudá-lo agora, que diferença fará esperar uma semana?

‒ Uma diferença muito grande – respondeu o mestre. – A minha experiência mostra que as pessoas só dão valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não conseguir o que desejam.

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Um monge foi ofendido por um homem, que não acreditava em nada do que ele dizia. Entretanto, a mulher do agressor era seguidora do monge e exigiu que seu marido fosse pedir desculpas ao sábio. Contrariado, mas sem coragem de aborrecer a mulher, o homem foi até o templo e murmurou algumas palavras de arrependimento.

‒ Eu não o perdoo – disse o monge. – Volte ao trabalho.

A mulher ficou horrorizada:

‒ Meu marido se humilhou e o senhor, que se diz sábio, não foi generoso!

E o monge respondeu:

‒ Dentro de minha alma não existe rancor. Mas, se ele não está arrependido, é melhor reconhecer que tem raiva de mim. Se eu tivesse aceitado seu perdão, vamos estar criando uma falsa situação de harmonia e isso aumentaria ainda mais a raiva de seu marido.

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Um arqueiro caminhava pelas redondezas de um mosteiro, quando viu alguns monges no jardim bebendo e se divertindo. Não se contendo, o arqueiro falou para os monges:

‒ Como vocês são cínicos! Dizem que a disciplina é importante e ficam bebendo às escondidas!

Ouvindo isso, o monge mais velho perguntou ao arqueiro:

‒ Se você disparar cem flechas seguidas o que acontecerá com o seu arco?

‒ Meu arco se quebrará – respondeu o arqueiro.

E o monge completou:

‒ Se alguém se esforça além das próprios limites, também quebra sua vontade; quem não equilibra trabalho com descanso, perde o entusiasmo, esgota sua energia e não chega muito longe. Portanto, faz bem, também para nós, se divertir um pouco, além de trabalhar!

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Existe uma história antiga, muito interessante, sobre os deuses e a felicidade. Conta a história que os deuses tinham muito medo de que o ser humano fosse perfeito. Pois, se assim fosse, não precisaria mais deles. Resolveram se reunir para decidir o que fazer. O mais sábio dos deuses disse:

‒ Vamos dar ao homem tudo o que pudermos, menos o segredo da felicidade.

‒ Mas, se os homens são tão inteligentes, vão acabar descobrindo esse segredo também! – disseram os outros deuses em coro.

‒ Não, isso não vai acontecer – disse o sábio. – Vamos esconder a felicidade num lugar onde eles nunca vão achar: dentro deles mesmo.

A felicidade está dentro de cada um. É preciso que você saiba como encontrá-la. É um erro ficar procurando por ela à sua volta. A atitude é fundamental nessas horas. Se você não está fazendo o que gosta de fazer, acordar todos os dias pela manhã vai se tornar cada vez mais difícil e isso é um grande problema num mundo cada vez mais competitivo. Você precisa amar o que faz, senão, já acorda em desvantagem: Se você quer saber como foi seu passado, olhe para quem você é hoje. Se quer saber como vai ser o seu futuro, olhe para o que está fazendo hoje.



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