quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

São Valentim patrono dos namorados



São Valentim ao receber o Santo Rosário das mãos
 da Santíssima Virgem Maria


No dia 14 de Fevereiro, o calendário comemora São Valentim. Entre vários santos de nome Valentim, foi o do dia 14 de Fevereiro que se associou à festa dos namorados e ao seu costume de trocarem bilhetes e presentes.

Dia dos Namorados

No Brasil, o dia 12 de Junho é o Dia dos Namorados e, tal como pelo São Valentim, é a festa dos que se amam. O Dia dos Namorados liga-se à tradição que dá a Santo António a fama de casamenteiro. Por isso se comemora nesse dia, véspera de Santo Antônio.

Perguntas sobre São Valentim

No dia 14 de Fevereiro, o calendário comemora São Valentim. Entre vários santos de nome Valentim, foi o do dia 14 de Fevereiro que se associou à festa dos namorados e ao seu costume de trocarem bilhetes e presentes. No Brasil se comemora no dia 12 de junho.

1. Quem era São Valentim?

2. Qual a origem desta festa dos namorados?

Em 268, vivia em Roma um sacerdote chamado Valentim. O imperador Cláudio II fê-lo prender por ser cristão e interrogou-o, porque tinha grande fama na cidade. Eis a narrativa tradicional recolhida pelos Pequenos Bolandistas:

Valentim tentou levar o imperador a reconhecer Cristo e, diz-se, deixou-o perturbado. Mas, entre os seus conselheiros, Calpúrnio, Prefeito da cidade, interveio para dizer que a nova fé punha em perigo as tradições romanas; Cláudio, receando perturbações na cidade, entregou São Valentim ao Prefeito. Este enviou-o ao juiz Astério, que o interrogou.

São Valentim rezou diante do juiz e dos guardas, pedindo a Deus que os iluminasse, fazendo-os conhecer Jesus Cristo, a verdadeira luz do mundo.

Astério disse: «Admiro muito a tua prudência; mas como podes dizer que Jesus Cristo é a verdadeira luz?»

São Valentim respondeu: «Não só é a verdadeira luz, mas a única luz que ilumina todos os homens neste mundo (cf. prólogo do evangelho de S. João, cap. 1, vers. 4, 5 e 9).

Astério disse: «Vamos tirar a prova: tenho aqui uma filha adotiva que está cega há dois anos; se a puderes curar, acreditarei que Jesus Cristo é a luz do mundo».

Trouxeram a jovem. São Valentim pôs-lhe as mãos sobre os olhos e fez esta oração: «Senhor Jesus Cristo, que és a verdadeira luz, ilumina a tua serva».

Imediatamente a jovem recuperou a vista. Astério e os seus converteram-se. Mas o imperador mandou-os perseguir como cristãos e foram condenados à morte com São Valentim.

Depois de ter sido detido numa prisão onde foi espancado e ferido à paulada, foi decapitado na via Flaminia a 14 de Fevereiro de 268. O local do seu martírio tinha sido conservado com uma igreja que o papa João I mandou construir mais tarde; estava em ruínas quando o papa Teodósio a reergueu. Depois, desapareceu completamente. Nas muralhas de Roma, a porta que hoje se chama Porta do Povo tinha antigamente o nome de Porta de São Valentim.

Algumas relíquias de São Valentim são conservadas em Roma, na igreja de Santa Praxedes, mas as que tinham sido levadas para França, para a igreja de S. Pedro em Melun, desapareceram.

São Valentim é nomeado com o título de ilustre mártir no Sacramentário de São Gregório, no Missal Romano de Tommasi, em diversos martirológios e calendários antigos. Os ingleses mantêm-no no seu calendário.

São Valentim e os namorados

O nome Valentim significa “saudável”. S. Valentim foi representado com uma espada e uma palma, símbolos do martírio, ou curando a filha do juiz Astério.

Esta cura de uma jovem, e provavelmente também a significação do seu nome, “saudável, que dá saúde”, estiveram talvez na origem do fato de os namorados se colocarem sob o patrocínio de São Valentim.

Mas também os doentes o invocavam (peste, epilepsia, desmaios…). Alguns querem ligar a festa dos namorados, pelo São Valentim, à antiga festa romana pagã dos Lupercales, culto aparentemente de origem rural, durante o qual homens semi-nus batiam nas mulheres com correias feitas de pele da cabra, pelas ruas de Roma, o que em princípio lhes devia garantir a fertilidade. É bastante improvável ver relações entre isso e a festa atual, uma vez que nada o atesta historicamente. Para mais, o costume romano não tem nada a ver com a delicadeza dos bilhetinhos amorosos...

Não se encontra qualquer vestígio de São Valentim patrono dos namorados antes do século XIV.

Com efeito, é no século XIV que aparece pela primeira vez, em Inglaterra e em França, o costume de enviar um bilhete galante ao eleito ou à eleita do coração. Este bilhete chamava-se um Valentim… Por essa altura, desenvolveram várias lendas, como a da filha do juiz Astério.

Acreditava-se nessa altura que os pássaros acasalavam no dia de São Valentim, a 14 de Fevereiro. Pode-se ainda ver na origem da tradição de mandar bilhetes amorosos a influência do amor cortês, inventado pelos trovadores provençais e desenvolvido nos romances de cavalaria, em particular nos do Rei Artur e da Távola Redonda.

Nos calendários de antigamente, o dia de São Valentim era assinalado com um sol na mão do santo ou uma forma para fazer fritos – o sol porque nessa época ele retoma as forças (no espaço europeu); a forma de fritos para anunciar o Carnaval.


Hoje, o costume de celebrar São Valentim com a festa dos namorados tem muitos adeptos. Podemos dizer, retomando o significado de Valentim, que ela está de boa saúde!



P.S. Aviso ao namorados, leia, no Almanaque, o texto anterior a esta matéria. É uma reflexão aos verdadeiramente apaixonados...



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