segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Dia 23 de agosto de 1954


O presidente Getúlio Vargas já tinha a famosa Carta Testamento pronta há vários dias. Como muitos poderiam pensar, não foi uma carta de um suicida, pois ele não se despede de nenhum familiar, e sim faz da sua carta uma denúncia e um derradeiro manifesto à Nação.

Getúlio, numa conversa informal com um seu irmão médico, perguntou a ele onde ficava exatamente o coração. O irmão informa a ele o lugar exato: dois dedos abaixo do mamilo esquerdo. Getúlio não queria errar o alvo.

A anotação final em sua agenda

Getúlio se reúne com seus ministros civis e militares, espera uma solução para sair com honra, caso contrário... Sua decisão já havia sido tomada e a carta já estava pronta.


O texto na sua agenda de 23 de agosto de 1954.

Já que o Ministério não chegou a uma conclusão, eu vou decidir. Determino que os militares mantenham a ordem pública. Se a ordem for mantida entrarei com um pedido de licença.

Em caso contrário, os revoltosos encontrão aqui o meu cadáver.



Primeira foto do Getúlio Vargas já morto,
 em seu quarto, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.


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