quinta-feira, 21 de junho de 2018

Distâncias para ver TV



Distância da TV para o sofá:

Mínima: 1,00m − Máxima: 2,00m → TV 26 polegadas.

Mínima: 1,20m − Máxima: 2,40m → TV 32 polegadas.

Mínima: 1,40m − Máxima: 2,80m → TV 37 polegadas.

Mínima: 1,50m − Máxima: 3,00m → TV 40 polegadas.

Mínima: 1,60m − Máxima: 3,20m → TV 42 polegadas.

Mínima: 1,75m − Máxima: 3,50m → TV 46 polegadas.

Mínima: 1,90m − Máxima: 3,80m → TV 50 polegadas.

Mínima: 2,00m − Máxima: 4,00m → TV 52 polegadas.

Mínima: 2,10m − Máxima: 4,20m → TV 55 polegadas.

Mínima: 2,20 m − Máxima: 4,60m → TV 60 polegadas.


A banca do distinto



“Dolores Duran cantava no Little Club”, recorda Billy Blanco, ao descrever como nasceu “A banca do distinto”. E prossegue: “Ali tinha um cidadão que ia de segunda a quinta para assistir à Dolores. Ele gostava da voz de Dolores porque era poliglota, ela cantava em todas as línguas sem sotaque. Sexta e sábado não ia porque nós fazíamos bossa nova, era uma barulheira danada. Mas era um indivíduo esquisito, ele não se dirigia à Dolores, não falava com ela, não cumprimentava, sentava na mesa de lado, perto do microfone, chamava o garçom e dizia assim: ʽManda a negrinha cantar o ʽNuncaʼ. Ele não dizia neguinha, era negrinha com todos os erres. O garçom ia lá e dizia: ʽO homem mandou você cantarʼ. E ela cantava. Dali a pouco ele chamava o Alberico Campana, que naquele tempo era o maître, e dizia: ʽManda a negrinha cantar o ʽMenino grandeʼ. Alberico ia lá e dizia: ʽDolores, canta o ʽMenino grandeʼ que o cara está tomando uísque escocês, por favor faz a vontade deleʼ. E ela cantava. Quatro horas da manhã vinha um embrulho pra mesa dele, era um sanduíche de filé pra viagem, ele devia ser um solteirão ou similar. Ele pagava a conta, levantava e o garçom ia com o embrulho na mão e levava até o carro pra ele. A Dolores me contou isso e fiz a música numa noite. No dia seguinte fui na casa da Dolores às sete horas da manhã, porque eu sabia que era dia de feira na General Osório. Quando cheguei, a Dolores, de guarda-chuva e bolsa na mão:

− Que é que você quer?

− Vim aqui para mostrar um samba.

− Agora? Eu estou saindo para ir à feira.

− Não. Tem que escutar essa música.

Peguei o violão e ali, em pé, ela com a bolsa na mão:

− Canta.

Aí eu comecei: ʽNão fala com pobre.../O enfarte lhe pega e acaba essa bancaʼ. Ela disse para a empregada: ʽVai pra feira, está aqui o dinheiro, está aqui a bolsa, vai fazer a feira sozinhaʼ. E para mim:

− Vou cantar para aquele sacana hoje, eu já sei que vai ficar feio.

Aprendeu durante o dia e à noite cantou pra ele essa música que eu fiz:

A banca do distinto

Não fala com pobre,
Não dá mão a preto,
Não carrega embrulho.
Pra que tanta pose, doutor,
Pra que esse orgulho.
A bruxa, que é cega, esbarra na gente,
E a vida estanca.
O enfarte lhe pega, doutor,
E acaba essa banca.
A vaidade é assim,
Põe o bobo no alto
E retira a escada,
Mas fica por perto esperando sentada,
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão.
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco.
Afinal, todo mundo é igual quando o tombo termina,
Com terra em cima e na horizontal.

Era ʽA banca do distintoʼ. Foi feito por causa disso. Mas o cara nem se tocou.”

(Do livro: “Copacabana – A trajetória do samba-canção”,
de Zuza Homem de Mello)

P.S. Ouça, na internet, essa música na voz de Dolores Duran, ou Elis Regina, ou ainda na voz do compositor: Billy Blanco.



quarta-feira, 20 de junho de 2018

Os Operários do Descobrimento

A Vida a Bordo


Representação mítica do mar tenebroso pelos europeus (século XV)

Era dura a vida durante as viagens na época dos descobrimentos. Cercados de privações, disciplina rígida, os marujos enfrentavam ainda o medo do desconhecido. Além das tempestades, sol inclemente e chuva, ainda havia a ameaça de monstros imensos e a crença de que o mundo podia acabar num terrível abismo...

Os navios comandados por Cabral eram quartéis flutuantes: reinava a bordo a mais severa disciplina. Submetidos a uma dieta pobre e a regras rígidas, os tripulantes não desfrutavam de conforto algum, e raros eram os momentos de lazer. A maioria dos homens dormia ao relento, no convés, pois os porões eram ocupados por tonéis com água, vinho e carne salgada. A capacidade dos navios era medida pelo número de tonéis a bordo (origem da expressão “tonelagem”). A base da alimentação eram duros biscoitos de água e sal, que, como o nome indica (“bis”: dois; “coctus”: cozido), eram cozidos duas vezes para durar mais tempo. Os homens recebiam rações iguais: 1,5 litro de água e 1,5 litro de vinho por dia e 15Kg de carne por mês. As refeições eram preparadas em pequenos fogões.

Estudos recentes mostram que a ração servida aos marujos dos séculos XV e XVI tinha apenas 3.500 calorias/dia. Para enfrentar a dureza da vida náutica, eles precisariam de, no mínimo, 5 mil calorias/dia. A carência alimentar provocava reflexos negativos na condição física e psíquica da tripulação.

A água tinha mau cheiro e causava diarreia. Alguns homens passavam tão mal que faziam suas necessidades no porão. Ninguém se lavava: o banho era considerado nocivo à saúde. O contato com os animais levados a bordo (ovelhas e galinhas) aumentava o risco de doenças, e epidemias eram comuns. Tão logo os navios começavam a “corcovear” nas ondulações do Atlântico, os marinheiros de primeira viagem vomitavam, “sujando-se uns aos outros”. Mas os enjoos eram o de menos: as condições higiênicas, os perigos do mar e a luta contra outros povos faziam com que quatro entre dez homens da tripulação não voltassem para casa. A cada três navios que partiam de Portugal, um era “comido pelo mar”, expressão utilizada na época que significava o naufrágio ou o fato de uma nau simplesmente ficar à deriva e perder-se da frota numa calmaria ou numa tempestade. Os perigos eram imensos, os riscos eram dramáticos, o que reduzia muito as chances de retorno. Por isso, antes de zarpar, os marujos assinavam seu testamento e recebiam um ano de salário adiantado.

As Crianças do Mar


http://marinhadeguerraportuguesa.blogspot.com.br/2011/02/
Quadros da Armada Real Portuguesa

Pelo menos 10% dos tripulantes da frota de  Pedro Álvares Cabral eram crianças entre 9 e 15 anos de idade. Algumas haviam sido recrutadas compulsoriamente, mas a maioria fora alistada pelos próprios pais, que embolsavam o soldo dos meninos. A presença de crianças a bordo foi um fenômeno constante ao longo do ciclo de descobrimentos portugueses. Os navios precisavam de grumetes, e os oficiais necessitavam de pajens. Grumetes e pajens eram sempre garotos. A vida dos “miúdos” a bordo era um inferno em meio ao mar.

Aos grumetes cabiam as piores tarefas do navio: lavar o convés, limpar excrementos, costurar as velas. “Se não atender ao segundo toque do apito, os marinheiros descarregam-lhes grandes golpes de bastão”, escreveu um viajante. Pajens e grumetes muitas vezes sofriam abusos sexuais, e mulheres eram vetadas a bordo. As crianças também se viam forçadas a conviver com degredados, criminosos cujas penas haviam sido comutadas em exílio. Na esquadra de Cabral, por exemplo, vieram 20 degredados.

(Texto do livro “Brasil: Terra à Vista!”, de Eduardo Bueno)





Mulherão



Peça para um homem descrever um mulherão. Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bunda e cor dos olhos... Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1.80m, siliconada e com um lindo sorriso.

Mulherões, dentro desse conceito, não existem muitas: Vera Fisher, Malu Mader, Adriane Galisteu, Letícia Spiller, Lumas e Brunas. Agora, pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão você vai descobrir que tem uma em cada esquina...

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir ao trabalho e mais dois para voltar e, quando chega em casa, encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome. Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de R$ 954,00.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dietas, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para a cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega. É quem, de manhã bem cedo, já está de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes é quem lava a roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e, à tarde, trabalha atrás de balcão.

Mulherão é quem cria os filhos sozinha, é quem dá expediente de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação.

Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.

Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia. Lumas, Brunas, Carlas, Luanas e Sheilas: mulheres nota 10 no quesito linda de morrer, mas mulherão mesmo é quem mata um leão por dia para sobreviver!

(Autor desconhecido)

Preconceitos


Primeira pergunta:

Supondo que você conheça uma mulher que está grávida, mas que já tem 8 filhos, dos quais 3 são surdos, 2 cegos e um é retardado mental, além disso, a mulher tem sífilis. Você recomendaria que ela fizesse aborto?

Responda mentalmente, depois leia a segunda pergunta.

Está na hora de eleger o Presidente do Mundo, e o seu voto será determinante. A seguir, os dados dos três principais candidatos:

O candidato “A” está associado a políticos corruptos e consulta astrólogos. Tem duas amantes. Fuma como uma chaminé e bebe de oito a dez Martinis por dia.

O candidato “B” já foi destituído duas vezes, dorme até meio-dia, fumava ópio na escola e bebe um quarto de litro de whisky todas as noites.

O candidato “C” é um herói de guerra condecorado. É vegetariano, ocasionalmente toma uma cerveja e nunca teve casos extraconjugais.

Entre esses três candidatos, qual você escolheria (sinceramente)? Primeiro faça sua escolha, não cole, depois leia os comentários.
  
O candidato “A” é: Franklin D. Roosevelt.


O candidato “B” é: Winston Churchill.


O candidato “C” é: Adolf Hitler.

  
..e, a propósito - a respeito da questão do aborto - Se você respondeu "sim“: você acaba de matar Beethoven o maior músico da História. Cuidado... Não faça julgamentos precipitados em sua vida.





terça-feira, 19 de junho de 2018

Estratégias Mentais

(O que você deve fazer de dentro para fora)


01. Pense sempre de forma positiva. Toda vez que um pensamento negativo vier à sua cabeça, troque-o por outro! Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso do dia para a noite; assim como um “atleta”, treine muito.

02. Não tenha medo de nada e de ninguém. O medo é uma das maiores causas de nossas perturbações interiores. Tenha fé em você mesmo. Sentir medo é acreditar que os outros são poderosos. Não dê poder ao próximo.

03. Não se queixe. Quando você reclama, tal qual um ímã, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras. A maioria das coisas que acabam dando errado, começa a se materializar quando nos lamentamos.

04. Risque a palavra “culpa” do seu dicionário. Não se permita esta sensação, pois quando nos punimos, abrimos nossa retaguarda para espíritos opressores e agressores, que vibram com nossa melancolia. Ignore-os.

05. Não deixe que interferências externas tumultuem o seu cotidiano. Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida. Isto é contagioso. Seja prestativo com quem presta. Sintonize com gente positiva e alto astral.

06. Não se aborreça com facilidade e nem dê importância às pequenas coisas. Quando nos irritamos, envenenamos nosso corpo e nossa mente. Procure conviver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez.

07. Viva o presente. O ansioso vive no futuro. O rancoroso vive no passado. Aproveite o aqui e agora. Nada se repete, tudo passa. Faça o seu dia valer a pena. Não perca tempo com melindres e preocupações, pois só trazem doenças.

 (O que você deve fazer de fora para dentro)

01. A água purifica. Sempre que puder vá à praia, rio ou cachoeira. Em casa, enquanto toma banho embaixo do chuveiro, de olhos fechados, imagine seu cansaço físico e mental e que toda a carga negativa está indo embora por água abaixo.

02. Ande descalço quando puder, na terra de preferência. Em casa, massageie seus pés com um creme depois de um longo dia de trabalho. Os escalde em água morna. Acrescente um pouco de sal para se descarregar.

03. Mantenha contato com a natureza; tenha em casa um vaso de plantas pelo menos. Cuide dele com carinho. O amor que dedicamos às plantas e animais acalma o ser humano e funciona como relaxante natural.

04. Ouça músicas que o façam cantar e dançar. Seja qual for o seu estilo preferido, a vibração de uma canção tem o poder de nos fazer sentir vivos, aflorando a nossa emoção e abrindo o nosso canal com alegria.

05. Não deixe que a saudade o sufoque, que a rotina o acomode, que o medo o impeça de tentar.

06. Liberte-se! Sempre que puder livre-se da rotina e pegue a estrada, nem que seja por um único dia. Conheça novos lugares e novas pessoas. Viva a Vida!

07. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque o medo nos afasta das derrotas... mas das vitórias também!

“Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”

(Autor desconhecido)

Prova de Amor

(À maneira dos… Turcos)

Millôr Fernandes


Na ensolarada tarde de abril a jovem vinha andando pelo campo trazendo à cabeça a bilha d’água fresco recém-apanhada no córrego (1). Tentava aqui e ali se proteger, sem deixar de andar nesta e naquela sombra de árvore que marchetava a estrada gramada. Assobiava uma melodia entre triste e alegre. Eis senão quando do alto da colina, num só galopar, desce, com a fúria que se acende na raça ao meio-dia, um fauno completo e acabado no corpo, no espírito e na flautinha. Faceiramente, pôs-se a acompanhar a senhoritinha no passo e na melodia. Ela tentou não lhe dar atenção, fingiu ignorá-lo, parou de assobiar, pensou em outra coisa (2). O fauno, então, disse, num tom de voz de ardor e sinceridade incomparáveis:

− “Tenho paixão por você, Amo-a como ninguém jamais amou ninguém. Não poderia viver sem você”.

Disse então a moça:

− “Não vejo por que alguém se apaixonaria por mim dessa maneira; eu, sem graça e sem beleza, quando logo ali atrás vem minha Irmã que e a mulher mais linda e encantadora de Bethgarem”.

O fauno olhou e não viu vivalma:

− “Por que me engana dessa maneira?”, perguntou.

− “Não vejo ninguém”.

− “Bem”, respondeu a senhoritinha, “por que queria experimentar a sua sinceridade. Se você me amasse realmente não olharia para trás”.

Moral:

Mais vale um urubu na mão do que um faisão inventado pela malandra Imaginação do urubu.

(1) “Se me restassem 45 minutos de vida, usá-los-ia caminhando com as mãos nos bolsos em direção a uma fonte” (Saint Exupéry)

(2) Diga-se a bem da verdade: foi-lhe difícil.