segunda-feira, 28 de abril de 2014

A vingança de Olavo Bilac



Olavo Bilac tinha uma noiva e gostava muito dela. Só que ficou tuberculoso. A tuberculose era uma AIDS da época. Sendo assim, a noiva foi obrigada a abandoná-lo. Arranjou um outro namorado, um militar cheio de saúde e galões, e casou com ele. Mas Olavo Bilac não morreu. Ao contrário, engordou,

Um dia, Olavo foi homenageado, exatamente, pelo Exército (Ele é o autor do Hino à Bandeira). E, na cerimônia, lá estava ela! Ela e ele, o major pelo qual o poeta fora trocado. A veia criativa de Olavo Bilac começou a pulsar-lhe na garganta. Ali mesmo, ele teceu um poema, e o declamou a toda assistência, olhando diretamente para a ingrata:

Maldita sejas pelo ideal perdido!
Pelo mal que fizeste sem querer!
Pelo amor que morreu sem ter nascido!
Pelas horas vividas sem prazer!
Pela tristeza do que eu tenho sido!
Pelo esplendor do eu deixei de ser!
Toma!

A ex-noiva  desmaiou de emoção nos braços do perplexo militar.

(Excerto de uma crônica de David Coimbra, em ZH,
com o titilo de “Bruegas e betesgas”)


Hino à Bandeira Nacional

Letra: Olavo Bilac - Música: Francisco Braga

Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra etc.

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil, por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser.

Recebe o afeto que se encerra etc.

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor!

Recebe o afeto que se encerra etc.




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