sábado, 26 de abril de 2014

Dia das mães



Às Mães

Uma deu a luz primeira,
Muita fé e amor profundo.
A outra é nossa parceira
Pelos caminhos do mundo.


Nei Machado*


Às Mães

Saúdo a essas mulheres,
Que nos trouxeram ao mundo.
De dia lavam talheres,
De noite têm sono profundo.

Mas são as rainhas do lar
Tendo uma luz que irradia.
A elas devemos sempre amar
E venerá-las pelo seu dia


Nilo Moraes*

Dia das mães

O Dia das Mães chegando,
Enquanto o Nei vai trovando,
No clima, eu entro também;
Que Deus mantenha a ternura
Das mães, doces criaturas,
Para todo o sempre. Amém!


Jair Teixeira*


Mãe

Mãe sublime palavra
Que nos cuida dia-a-dia,
Embala nossos sonhos,
Lembrando a Virgem Maria.


Luiz Ernesto*

*”irmãos”

Minha mãe

(Casimiro de Abreu)


Da pátria formosa distante e saudoso,
Chorando e gemendo meus cantos de dor,
Eu guardo no peito a imagem querida
Do mais verdadeiro, do mais santo amor:
- Minha Mãe! -

Nas horas caladas das noites d'estio
Sentado sozinho co'a face na mão,
Eu choro e soluço por quem me chamava
-Oh filho querido do meu coração!” -
- Minha Mãe! -

No berço, pendente dos ramos floridos,
Em que eu pequenino feliz dormitava:
Quem é que esse berço com todo o cuidado
Cantando cantigas alegre embalava?
- Minha Mãe! -

De noite, alta noite, quando eu já dormia
Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus,
Quem é que meus lábios dormentes roçava,
Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus?
- Minha Mãe! -

Feliz o bom filho que pode contente
Na casa paterna de noite e de dia
Sentir as carícias do anjo de amores,
Da estrela brilhante que a vida nos guia!
- Minha Mãe! -

Por isso eu agora na terra do exílio,
Sentado sozinho co'a face na mão,
Suspiro e soluço por quem me chamava:
- “Ó filho querido do meu coração!” -




 Nota: Este poema foi adaptado à música, sendo cantada como ensinamento moral no Colégio Abílio, fundado pelo inolvidável Abílio César Borges, Barão de Macaúbas, mestre de uma geração notável, dentre a qual sobressai o nome de Rui Barbosa.





Nenhum comentário:

Postar um comentário