sexta-feira, 18 de abril de 2014

As quase tragédias


Encarando o lutador

Num antigo programa de televisão, Sérgio Malandro desafia um lutador, que ele nunca viu, a se defrontar com ele. Ele dizia: “Falam que o Tigre (nome do lutador) é o bom, eu quero ver é ele me enfrentar para ver o que é bom pra tosse, pois comigo o buraco é mais embaixo.” O programa continuava. E volta e meia vinha um novo desafio de Malandro: “Esse Tigre não é de nada, ele só bom pra negas dele, se ele é realmente bom vem aqui me encarar.”

No final do programa, Sérgio está lançando um novo desafio para o lutador, quando um cara forte e alto bate nas suas costas; “Eu sou o lutador Tigre, vais encarar?”. Malandro tenta desconversar, que não era bem isso que ele tinha falado... Quando um senhor, na primeira fila do auditório, (o programa era ao vivo) falou ao lutador: “Você não vai bater no garoto de jeito nenhum!” Sérgio Malandro se aproxima do senhor e cochicha no seu ouvido: “Fica tranqüilo que está tudo armado.. tá tudo armado.” Se ele está armado, eu também estou... e puxa da cintura uma 44. Acabou o programa.

(Contado na TV por Wilton Franco)


O revólver

Um outro engano do contra-regra quase teve conseqüências funestas. No programa Clube dos morcegos, havia uma cena em que o ator Roberto Duval apontava uma arma para Alberto Perez, o qual, ao reagir, era baleado por Duval.

O ensaio transcorria normalmente, mas Duval errou o texto eu (João Lorêdo) peguei o revolver, mas achei que estava pesado demais para ser a arma de cena. De fato, era um revólver de verdade, e carregado. Souza, o contra-regra, para não atrasar o ensaio, e sabendo que isso acontecesse levaria uma bronca, pediu no revólver do segurança da Urca, porque o da Casa Teatral ainda não havia chegado.

Quase uma tragédia. Se Duval não tivesse errado o texto e eu não interrompesse o ensaio pedindo a ele que refizesse a cena, provavelmente ele teria matado Alberto Perez, que, ao perceber o que estava acontecendo, desmaiou de medo e precisou tomar vários copos de água com açúcar.

(Do livro Era uma vez... a televisão, de João Lorêdo)


No auditório...

Aquele político famoso vai assistir à inauguração do auditório de uma rádio numa pequena cidade do interior. O espetáculo começa com um recital de um pianista muito conhecido. Tentando evitar um vexame, o político vira-se para o seu assessor e pergunta:

Você entende de música?

- Um pouco - responde o assessor.

- O que é que esse cara está tocando?

- Piano!

Não pegou bem o espírito da coisa....

Uma senhora liga para uma emissora de rádio para responder a uma pergunta do locutor.

- Como a senhora se chama?

- O meu nome é Marli.

- Muito bem. E quantos anos a senhora têm?

- Eu tenho sessenta.

- Que maravilha! Pronta para responder?

- Pode perguntar!

- Dona Marli. Há um país que tem duas sílabas no nome e uma delas é uma coisa muito boa de se comer. A senhora sabe que país é esse?

- Sei, sim. É Cuba.

O locutor ficou mudo por alguns segundos e arrematou:

- Dona Marli! A senhora vai levar o prêmio pela criatividade, mas aqui na minha ficha estava escrito Japão.

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