quinta-feira, 17 de abril de 2014

Casamento



O New York Times publicou uma lista, preparada por 'especialistas em relacionamento', com 15 perguntas que membros de um casal deveriam se fazer antes do matrimônio. Segundo os entrevistados, são questões críticas que podem salvar muitas relações, se debatidas abertamente.

01. Nós já discutimos se vamos ou não ter filhos? Se a resposta for sim, quem vai cuidar deles?

02. Nós temos uma noção clara das obrigações financeiras de cada um e dos gastos e investimentos que faremos?

03. Nós discutimos nossas expectativas de como mantermos o lar e estamos de acordo com o nosso estilo de vida?

04. Nós abrimos o jogo sobre histórico de doenças físicas e mentais?

05. A afetividade do meu parceiro está no nível das minhas expectativas?

06. Conseguimos discutir abertamente e com clareza nossas necessidades sexuais, preferências e medos?

07. Haverá televisão no quarto de dormir?

08. Nós escutamos um ao outro de verdade e consideramos suas idéias e reclamações?

09. Compreendemos claramente a fé e necessidade espiritual de cada um e discutimos se nossos filhos serão expostos a uma educação religiosa?

10. Nós gostamos dos amigos do outro e os respeitamos?

11. Nós consideramos e respeitamos os pais do outro e é do nosso interesse que eles interfiram na nossa relação?

12. O que a minha família faz que incomode o meu parceiro?

13. Existem algumas coisas de que você e eu não vamos abrir mão durante o casamento?

14. Se um de nós receber uma proposta de trabalho irrecusável longe das nossas famílias, estamos preparados para nos mudar?

15. Estamos, sim, completamente confiantes no compromisso com este casamento e acreditamos que a união pode sobreviver a qualquer desafio que apareça?

Americanos são pragmáticos. E, quando não sabem, afirmam que não sabem. Tais questões podem ser debatidas. No entanto, durante uma união, tudo pode mudar, porque as pessoas evoluem, para o bem ou para o mal, passam a bodear de coisas que antes gostavam, achar a família do outro um porre, os amigos do outro uns malas, implicar com o jeito do outro bater no teclado, mascar chiclete, falar 'douze' em vez de 'doze'. Metem a tevê no quarto, porque o outro não pára de falar no celular antes de dormir, e o outro surpreendentemente entra para o Daime ou começa a comprar ímãs de geladeira compulsivamente, sem contar que o filho, exposto a uma educação religiosa, nega os valores, faz amizades na rua que o influenciam e passa a achar que o vocalista de Vômitos Ardentes, a banda punk do bairro, é Deus.

Nós, brasileiros, como apontou o presidente na semana passada, somos hipócritas. Dissimulados. E, quando não sabemos responder a uma pergunta, inventamos. Não sei se adiantariam as 15 questões. Mesmo assim, acrescentei referentes à nossa identidade cultural.

01. Num sequestro relâmpago, estamos preparados para negociar o resgate e abaixar o valor, para não afetarmos as finanças do casal?

02. Se assaltados, devemos chamar a Polícia Militar e depois registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil?

03. Estamos preparados para blindar os nossos carros e as janelas de nosso lar, a fim de evitar balas perdidas?

04. Num assalto em que somos vítimas num farol, devemos reagir ou obedecer?

05. Comemos o pastel na feira ou embrulhamos para comê-lo em casa?

06. Se a comida de um restaurante caríssimo sobrar, pedimos uma quentinha para levarmos para a casa? Se a reposta for sim, quem fala que é para o cachorro?

07. Xingamos no trânsito, quando formos fechados?

08. Quem pergunta para o outro se desligou o celular, durante o trailer no cinema?

09. Quem compra a pipoca, enquanto o outro guarda o lugar? Furamos filas?

10. A pipoca que será repartida terá muito ou pouco sal?

11. Num churrasco, quem tempera a carne e quem prepara a salada? E qual sogra faz o vinagrete?

12. Compraremos CDs piratas?

13. Nem DVDs?

14. Nem softwares?

15. Passaremos o carnaval no Recife?

16. Em Salvador?

17. No Rio?

18. Em São Paulo?

19. Na estrada, se formos parados por um guarda rodoviário e estivermos com os documentos e extintor de incêndio vencidos, estamos preparados para suborná-lo?

20. Se um flanelinha nos achacar, pagamos antes ou depois do evento para onde estamos nos dirigindo?

21. Faremos compras em shoppings ou prestigiaremos o comércio de rua?

22. Você fará questão de tudo light, do pão ao iogurte? Café descafeinado ou comum?

23. Você está preparado para não invejar o prato do outro, toda a vez que o garçom traz nosso pedido, e nem pedir uma prova?
24. Quem tira o telefone sem fio do quarto antes de dormirmos? Haverá um compromisso de não perdê-lo?

25. E quem troca as baterias dele e dos controles remotos, quando elas arriarem?

26. Quem fica com o banheiro da suíte, e quem fica com o banheiro do corredor?

27. Se eu for convidado para uma viagem, me pagarem uma passagem executiva, e você quiser ir, encara uma econômica?

28. Se na pressa pararmos o carro em uma vaga de deficientes, quem sai mancando?

29. Quem fingirá que está com convulsões no próximo apagão aéreo?

30. Quem fala com convicção para a criança que faz malabarismo com bolinhas no farol que estamos sem trocado?

Você sabia que o seguro de carro de uma mulher separada é maior do que o de uma casada? Seguradoras acreditam que mulheres separadas correm mais risco de se acidentarem. Por que bebem mais, ficam mais velozes e imprudentes? Casamento foca uma mulher?

Três é demais. No Brasil, rouba-se um carro a cada dois minutos. Autoridades pedem que as vítimas avisem a Polícia Militar pelo 190 em primeiro lugar, depois ir a uma delegacia da Polícia Civil, para fazer uma ocorrência, por último informar a Polícia Rodoviária Federal, para o veículo entrar no cadastro e poder ser identificado em uma blitz nas estradas. Pra que tanta polícia? Não é à toa que, no Brasil, rouba-se um carro a cada dois minutos.

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