segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Haroldo Barbosa



Nasceu na cidade de Rio de Janeiro em 21 de março de 1915 e faleceu na mesma cidade em 6 de setembro de 1979. Foi um humorista, jornalista e compositor brasileiro.

Foi amigo de infância de Noel Rosa, Almirante, Braguinha e Araci de Almeida. Durante seus mais de quarenta anos de carreira artística ele realizou mais de trezentas versões para o português de músicas estrangeiras. Foi parceiro de vários compositores e escreveu peças e roteiros de programas humorísticos.

Curiosidades sobre Haroldo Barbosa

Você Sabia?

Que em 1961, Haroldo Barbosa compôs o samba “Palhaçada”, feito com Luís Reis, um de seus mais constantes parceiros. O samba focaliza as desventuras de um rapaz que, apesar de enganado e abandonado pela mulher, admite aceitá-la de volta. Só naquele ano teve 11 gravações, sendo a de Miltinho a mais marcante.

Que o samba “Notícia de jornal”, outra parceria de Haroldo Barbosa com Luís Reis, foi gravado por Chico Buarque e Maria Bethânia.

Que em 1989, Elizeth Cardozo gravou, ao lado do violão de Rafael Rabelo, a “Canção da manhã feliz”, de Haroldo Barbosa.

Que, trabalhando como humorista, Haroldo Barbosa escreveu programas e musicais de grande audiência. Em 1957, ingressou na televisão e foi redator de alguns dos mais célebres humorísticos da TV, como o 'Chico Anysio Show'.

Que Haroldo que tinha acesso fácil às novidades musicais do exterior passou a fazer versões. Fez também música em parceria com diversos compositores.

Que um dos primeiros sucessos de Haroldo Barbosa, “fora da área das versões”, foi a marchinha de Carnaval “Barnabé”, feita em parceria com Antônio Almeida. Os versos, adaptados, retratam o servidor humilde e são uma sátira ao funcionalismo público. Em fins dos anos 40, a música foi gravada por Emilinha Borba.

Que Haroldo Barbosa foi dos primeiros letristas de jingles no Brasil.

É dele o jingle:

“Pílulas de vida do doutor Ross fazem bem ao fígado de todos nós.
Na prisão de ventre, que coisa atroz, pílulas de vida do doutor Ross.
Pílulas de vida do doutor Ross trazem saúde para todos nós.”

Que o termo Barnabé para designar funcionário público surgiu de uma marcha de carnaval composta por Haroldo Barbosa e Antônio Almeida em 1947.

“Barnabé o funcionário/ Quadro extranumerário/ Ganha só o necessário/ Pro cigarro e pro café/ Quando acaba seu dinheiro/ Sempre apela pro bicheiro/ Pega o grupo do carneiro/ Já desfaz do jacaré/ O dinheiro adiantado/ Todo mês é descontado/ Vive sempre pendurado/ Não sai desse tereré/ Todo mundo fala, fala/ Do salário do operário/ Ninguém lembra o solitário/ Funcionário Barnabé/ Ai, Ai, Barnabé/ Ai, Ai, funcionário/ Ai, Ai, Barnabé/ Todo mundo anda de bonde/ Só você anda a pé.”

Palhaçada

(Melô do homem abandonado e enganado pela mulher
e que a quer de volta)

Haroldo Barbosa e Luís Reis

Cara de palhaço,
pinta de palhaço,
roupa de palhaço,
foi este o meu amargo fim.
Cara de gaiato,
pinta de gaiato,
roupa de gaiato,
foi o que eu arranjei pra mim.

Estavas roxa por um trouxa
pra fazer cartaz.
Na tua lista de golpista
tem um bobo a mais,
quando a chanchada deu em nada
eu até gostei
e a fantasia foi aquela que esperei...

Cara de palhaço,
pinta de palhaço,
roupa de palhaço,
pela mulher que não me quer.
Mas se ela quiser voltar pra mim
vai ser assim:
cara de palhaço,
pinta de palhaço,
roupa de palhaço
Até o fim!

Notícia de jornal

Haroldo Barbosa e Luís Reis

“Tentou contra a existência num humilde barracão,
Joana de tal por causa de um tal João.
Depois de medicada, retirou-se para o seu lar...”

Aí, a notícia carece de exatidão.

O lar não mais existe,
ninguém volta ao que acabou.
Joana é mais uma mulata triste que errou.
Errou na dose, errou no amor,
Joana errou de João.
Ninguém notou, ninguém morou
na dor que era o seu mal,
a dor da gente não sai no jornal.


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