domingo, 10 de julho de 2016

Duas histórias humorísticas




A velhinha e o alcoólatra

Um alcoólatra está viajando de trem. O bar está fechado; o trem não para nunca e ele se esqueceu de levar um trago extra. O desespero está tomando conta dele. O cara sua frio, treme as mãos, está quase ficando louco.

No vagão onde ele se encontra, viaja, também, uma velhinha que está tricotando calmamente um sapatinho de bebê. O bebum, então, nota que a velhinha tem uma garrafinha debaixo do banco. De quinze em quinze minutos, a velhinha leva a garrafinha aos lábios. O bêbado troca de lugar e se senta defronte da velhinha, na esperança que ela lhe dê, pelo menos, um golinho da sua bebida. A velhinha não se manca e continua tricotando sem notar a sua presença.

Depois de duas horas de viagem, a velhinha resolve ir ao banheiro. Quando a velhinha fecha a porta, o bêbado aproveita e pega a garrafinha da velhota e entorna todo o seu conteúdo de uma só vez, jogando a garrafa vazia pela janela do trem. Volta para o seu lugar e finge que está dormindo. A anciã retorna ao seu lugar e volta a tricotar. Daí a quinze minutos, a velhinha procura debaixo do banco a sua garrafinha e pergunta em voz alta:

- Onde será que eu coloquei a garrafinha que eu uso para cuspir dentro?


A visita do Ministro

O Ministro da Cultura, um político brasileiro, foi visitar uma cidade no interior do Brasil para conhecer um manicômio qualquer. Chegando lá, o ministro só ouvia o que os médicos falavam a respeito dos pacientes. Um louco, que estava bem-vestido e com uma pose de intelectual, sussurrou ao ouvido do ministro:

– “Preciso, em particular, falar urgentemente com senhor”.

O ministro se fez de desentendido e continuou a sua vista. Mais tarde, o diretor do hospício disse ao ministro que ele podia perguntar o que quisesse aos doentes, bem como falar com qualquer um deles. O ministro, então, apontou para o paciente que lhe falara ao ouvido e disse que gostaria de conversar com ele em particular. Os dois foram para uma sala isolada. O maluco trouxe consigo um enorme livro e foi logo dizendo para o ministro:

– Eu era um famoso professor universitário, por um esgotamento nervoso, fui colocado aqui pela minha família, mas eu não sou maluco não. E para provar que eu não sou louco, vou passar às suas mãos este livro que vai provar a Sua Excelência que o que eu estou dizendo é a pura verdade.

Dizendo isso, o paciente entregou um grosso livro ao senhor ministro, prometendo que, assim que chegasse em Brasília, leria o livro e, dependendo da sua leitura, providenciaria para que o paciente tivesse alta e voltasse a lecionar.

No primeiro fim-de-semana de folga, o ministro sentou-se numa poltrona e leu na capa do livro: “Marcha para o Oeste”. Um livro volumoso de capa dura, com um lindo desenho de um homem a cavalo. O ministro o abriu na primeira página. Lá estava em destaque:

 “Capítulo 1” e a palavra “ploc”. Ele pula para a segunda pagina: “Capítulo 2 – ploc, ploc”. Passa mais uma página: “capítulo 3 – ploc, ploc, ploc”. Vai direto para a página 10 e lá estava: “Capítulo 10 – ploc, ploc, ploc, ploc, ploc, ploc, ploc, ploc, ploc, ploc”. Emputecido, o ministro foi direto para a última página e lá estava escrito: “Hôôôôôô!!!” 



Um comentário:

  1. O mais impactante, em uma história,ou piada, é a frase final, é uma explosão de emoção, ou uma bela gargalhada

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