domingo, 11 de setembro de 2016

Pontuação - curiosidades



O surgimento e a história do sistema de pontuação têm acompanhado o desenvolvimento da escrita. No começo, os textos eram redigidos em letra maiúscula e de forma contínua, sem espaços sequer entre os vocábulos.

Zenódoto de Éfeso (320-240 a.C.), responsável pela Biblioteca de Alexandria, foi o primeiro a separar os textos de autores diferentes ao copiar um manuscrito.

Seu pupilo, Aristófanes de Bizâncio, consolidou o alfabeto grego e criou o primeiro sistema de pontuação: um ponto no alto para indicar o fim de um grupo de palavras, um ponto no meio da altura da letra para indicar que seria adicionado algo ao significado corrente e um ponto na base para indicar que o significado da frase se completaria adiante.

Uma ordem lógica do texto escrito surgiu entre os séculos 4 e 9 d.C., quando os livros passaram a ser feitos em minúsculo. Isto incorreu na aproximação das letras, o que possibilitou o reconhecimento do desenho das palavras como uma unidade.

Nessa época, os escribas também passaram a adicionar notas auxiliares às cópias, explicando como deveria ser recitado um verso ou pronunciado um termo. Este código, utilizado como um instrumento de organização, era chamado ponto. Eis a origem da palavra pontuação.

A maioria dos sinais que conhecemos hoje apareceu entre os séculos 14 e 17. O surgimento da imprensa foi o principal responsável pela evolução e popularização da pontuação. Com ela, as marcações deixaram de ser dirigidas a quem escreve e se voltaram a quem lê, destinando-se a facilitar a compreensão do texto. A impressão tipográfica também exigiu que houvesse uma padronização e simplificação dos sinais.

Há pouca diferença de usos da pontuação ao redor do mundo. Ela é ajustada à língua pelas regras gramaticais. Um exemplo é a interrogação, que em espanhol aparece no início e no final da frase, ao contrário do que acontece no português.

Livro apresenta curiosidades sobre a Língua Portuguesa

 Ponto

O sinal gráfico conhecido como “ponto” apareceu no ano 3000 a.C. Seu nome vem da palavra “punctum”, que designava o furinho que uma agulha faz sobre a superfície.

Os egípcios utilizavam o ponto em textos poéticos e para ensinar as crianças a escrita hierática (letra de forma que simplificava os hieróglifos).

Na Idade Média, ele era empregado como artifício para abreviar as extensas palavras em latim. Também servia para indicar a presença de um nome próprio no texto. Muito tempo depois, assumiu a função atual de determinar o final de uma sentença.

Vírgula

A vírgula apareceu por volta do século 15. Em grego, ela é chamada de “komma”, que quer dizer “recorte, dar um fôlego”. Quando era colocada no texto, substituía uma palavra que havia sido cortada.

Aspas

As aspas foram usadas pela primeira vez em manuscritos da Alta Idade Média, por volta do século 17. Naquele tempo, elas eram representadas pelo sinal de lambda na horizontal (<>). Acredita-se que o inventor do sinal foi um sujeito chamado Guillaume. Por isso, em francês, o sinal gráfico é chamado de “guillements”.

Dois pontos

O nome deste sinal gráfico vem da palavra grega kolon, que quer dizer extremidade das asas de um passarinho. Quando surgiu, no século 16, era utilizado para separar sentenças, função detida hoje pelo ponto.

Pequenas histórias infantis

Os amigos do ponto final

Era uma vez um senhor chamado ponto final que se sentia sempre muito sozinho ninguém queria ser amigo dele, mas um dia ele surpreendeu-se, porque veio um amigo ter com ele.
E o ponto final disse:
- Olá! Como te chamas?
- Eu chamo-me ponto e vírgula.
- Então olá, amiguinho! - Disse o ponto final muito contente.
De repente, apareceram três novos amiguinhos.
- Olá! Nós somos as reticências e vocês quem são?
- Eu sou o ponto e vírgula.
- Vamos todos brincar nos balanços! - Disseram os três amiguinhos.
E lá foram eles brincar. O ponto final afastou-se um pouco e conheceu outros dois irmãos, os dois pontos. E também foi conhecendo outros amiguinhos: o ponto de interrogação, o ponto de exclamação, os parêntesis e a vírgula.
Agora com tantos amigos, ficou feliz e brincou, brincou, brincou...

(Mariana)

Era uma vez uma família de sinais de pontuação.
Um lápis fazia uma frase e eles punham o sinal de pontuação correto.
Os pais eram os dois pontos e o seu primeiro filho foi o ponto e vírgula, que não sabia qual era o seu ponto.
A seguir, nasceram os parêntesis, que andavam sempre às turras. Depois foi a vez do travessão, que quando alguém fala ele responde sempre. E, por fim, o ponto final, que se trocava sempre com o ponto do ponto e vírgula!

(Tomás)




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