quarta-feira, 4 de novembro de 2026

O grande livro dos pensamentos

 de Casseta e Planeta

01. Em Deus nós confiamos. Mas pedimos avalista. 

02. O Senhor é meu pastor e fica latindo a noite inteira no quintal. 

03. Não vamos nos dispersar! A não ser que alguém tenha comido ovo cozido. 

04. Solte a franga que existe em você, sua galinha! 

05. O único jeito de fazer um baiano suar é pondo ele atrás de um trio elétrico. 

06. Nunca bata no seu filho homossexual. Ele vai ficar todo roxo. E roxo é cor de veado.

07. Se o Brasil mudou, não deixou endereço. 

08. Sua mulher ser conhecida no pedaço não é nada. O chato é quando todo mundo conhece o pedaço de sua mulher. 

09. O marido moderno precisa abrir mais a cabeça. Senão não tem lugar pra tanto chifre. 

10. A vida dá muitas voltas. A ex-mulher também. Com um, com outro... 

11. Definitivamente, a maconha não é uma droga. Droga é maconha que andam vendendo por aí. 

12. Quem gosta de decolar um bico é cirurgião plástico de mama. 

13. O cheque não compensa. 

14. Promessa é dúvida. Mas promissória é dívida. 

15. Como dizia o seu salário; é hoje que eu vou me acabar! 

16. Se você nunca viu a cor do dinheiro, além de pobre deve ser cego. 

17. Não lamente por viver com a corda no pescoço. Tiradentes também esteve assim e hoje é herói nacional. 

18. O brasileiro no trânsito é omisso. Até na hora de ser atropelado ele tenta tirar o corpo fora. 

19. Aquele homem te olha de um jeito estranho? Tudo bem, vai ver ele é vesgo. 

20. Empregada ladra não morde. 

21. Quando você estiver na maior merda, conheça o Piauí. Você verá que podia ser bem pior. 

22. Seu filho usa saia e não come ninguém? Calma, vai ver que ele é padre. 

23. O estrupo é uma forma de violência contra a gramática. 

24. Todo homem tem que estar preparado para o desabrochar da impotência. 

25. Um homem só consegue ter absoluta certeza de que está proporcionando prazer a sua mulher quando morre e deixa um bom seguro. 

26. Não adianta estudar o problema. A inflação não vai cair nem na prova. 

27. Não frequento tribunais que me aceitem como advogado. 

28. Não assine nada... sem antes comprar uma caneta. 

29. Quem faz Direito já começa fazendo errado. 

30. Quem gosta de regra é fabricante de OB. 

31. Cada vez que um político leva um por fora, a gente leva um por dentro. 

32. Muitos políticos chegaram a ponto de nomear familiares para serem seus parentes. 

33. A política é arte de fazer aliança. Derretendo cordão de ouro roubado. 

34. Em nível de talvez, o PL é pelo depende. 

35. Os peitos são como os prédios. Quando eles começam a crescer, ninguém imagina que um dia aquilo vai despencar. 

36. O mundo vive momentos de apreensão. Se você é contrabandista, cuidado. 

37. Nunca se deve aceitar balas de estranho. Principalmente se eles forem pistoleiros. 

38. Não importa saber de onde viemos e nem pra onde vamos. O importante é pegar um lugar na janela. 

39. Não é politicamente correto chamar a lousa de quadro-negro. O certo é chamar de quadro afro-brasileiro. 

40. Em Israel, a maior sacanagem é dar desconto. 

41. Os computadores são como as carroças: sempre têm um burro na frente. 

42. Computador é igual mulher boa: todo mundo diz que gosta, que entende, mas poucos sabem como é que funciona, como é que mexe e onde liga. 

43. Graças ao avanço da informática na área do lazer, o desocupado de hoje tem ao seu alcance milhares de oportunidades e coisas para não fazer. 

44. Os contínuos estão em toda parte. Menos na sua sala quando você precisa. 

45. Para acabar com a violência, só com muita porrada. 

46. Carteiro feliz é aquele que gosta de sê-lo.

Vermelho

 Compositor: 

Francisco Ferreira da Silva

(Chico da Silva)

A cor do meu batuque tem o toque e tem o som da minha voz.
Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão.
O velho comunista se aliançou ao rubro do rubor do meu amor.
O brilho do meu canto tem o tom e a expressão da minha cor.
 

A cor do meu batuque tem o toque e tem o som da minha voz.
Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão.
O velho comunista se aliançou ao rubro do rubor do meu amor.
O brilho do meu canto tem o tom e a expressão da minha cor.
 

Meu coração é vermelho, hei! hei!
De vermelho vive o coração, ê, ô ! ê, ô!
Tudo é garantido após a rosa vermelhar.
Tudo é garantido após o sol vermelhecer.

Vermelhou no curral a ideologia do folclore avermelhou.
Vermelhou a paixão, o fogo de artifício da vitória vermelhou.
Vermelhou no curral a ideologia do folclore avermelhou.
 

******* 

A toada “Vermelho” é uma célebre composição de Chico da Silva que se transformou no maior hino do Boi Garantido no Festival Folclórico de Parintins (Amazonas). 

Simbolismo: celebra a cor vermelha como símbolo de paixão, identidade amazônica e do Boi Garantido (que disputa o Bumbódromo contra o Boi Caprichoso, de cor azul). 

Esta música é sempre cantada em todos os jogos, no Estádio Beira-Rio do Sport Club Internacional de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. 

Repercussão fora do Brasil e em outros contextos: A canção ultrapassou fronteiras, sendo adotada pela torcida do Sport Lisboa e Benfica em Portugal, além de ganhar força espontânea em manifestações políticas e campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT) e do presidente Lula. 

O mestre da arte guerreira

Durante a “Idade dos Reinos Guerreiros”, vivia na China um filósofo que conhecia mais a arte da guerra do que qualquer outro homem de seu tempo: era o grande Sun-Tzu. 

Os reis da época disputavam a honra de conservar nas suas cortes o mestre guerreiro, para ouvir seus sábios ensinamentos de como conduzir um exército à vitória. 

Certo dia, Sun-Tzu chegou à corte do Rei Wu e ali foi honrado com uma grande festa. Durante o banquete, o rei pediu ao ilustre hóspede que lhe desse um exemplo concreto de sua maravilhosa tática de guerra. 

E Sun-Tzu respondeu: 

‒ Irei explicar minha teoria de emprego dos exércitos usando simbolicamente cavalos. Tomai, ó Rei, três dos melhores cavalos da real cavalariça, enquanto eu escolherei outros três. Os vossos cavalos medirão forças com os meus cavalos, de cada vez um contra um, em três corridas sucessivas. 

Assim foi feito e o Rei, como era natural, mandou que corresse primeiro o melhor cavalo dos três que havia escolhido. Mas Sun-Tzu usou, nesta carreira, o mais fraco dos seus cavalos, perdendo, assim, intencionalmente, a primeira corrida para o Rei. 

Na segunda corrida, o Rei, já tendo usado seu melhor cavalo, mandou que corresse um outro, que lhe era ligeiramente inferior. Desta vez, Sun-Tzu fez correr seu mais rápido corcel e ganhou facilmente a segunda carreira das três em disputa. 

Chegou a vez da terceira e última corrida. O rei, nervoso, só tinha o mais fraco de seus cavalos para a carreira, enquanto Sun-Tzu havia astuciosamente reservado o cavalo ligeiramente inferior ao seu melhor. E a terceira corrida foi ganha outra vez pelo filósofo. 

Desse modo, das três carreiras disputadas, Sun-Tzu havia ganho duas, incluindo aquela que, nas guerras, é sempre a mais importante: a última. 

Sorrindo, ele concluiu para o seu real hospedeiro: 

‒ Ó Rei, nas três corridas que acabamos de disputar, encontrareis a estratégia do melhor emprego de vossos exércitos! 

Sun-Tzu

(Filósofo e General chinês)

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Sun Tzu foi um general, estrategista e filósofo chinês e principal nome relacionado a escola militar de filosofia chinesa. É mais conhecido por seu tratado militar, “A Arte da Guerra”, composto por 13 capítulos de estratégias militares.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Os sete disfarces do traidor

 

Introdução: Todo traidor é desleal. Age às escondidas como o morcego. Ele é egocêntrico. Interesseiro. Pergunta sempre: O que vou ganhar com isso? 

1 - ATIVO ► Age como um altruísta: Aproveita a confiança nele depositada para ir buscando a oportunidade para dar o golpe. Planeja em segredo. Não desperta desconfiança. 

2 - CALCULISTA ► Frio em suas más ações: Não age por impulso impensado. Observa os horários minuciosamente, e locais para seu intento ser concluído. Planeja a curto ou a longo prazo. 

3 - DISCRETO ► Não se expõe, sutil: Não usa de estardalhaço. Não fala muito. Se discursar, usa termos leves, como quem não quer nada indigno. Não cria suspeitas. Foca no que quer. 

4 - SOCIÁVEL ► Ouve calado como quem concorda: É cordial. Sabe “fazer amigos e influenciar pessoas”. Sabe se portar como um camarada solícito. Está presente nas festas. Visita os enfermos. É um ‛cavalheiro’. 

5 - OPEROSO ► Tesoureiro do grupo, eficiente: Age mais que os demais. Ocupa cargos de destaque. Conquista o espaço de alguém conformado com a morosidade. Encontrar um traidor de braços cruzados é quase impossível. 

6 - PERSISTENTE ► Incansável, ambicioso: Sabe o que persegue. Insiste mesmo em silêncio. Dá um passo de cada vez. Quando seus planos parecem ruir, ele tem cartas na manga. Ele diz para si mesmo: Ninguém me para! 

7 - RELIGIOSO ► Lobo com roupagem de ovelha: Seus termos são idênticos aos dos que servem a Deus. Ora. Canta. Faz 'caridade'. Usa uma roupagem que parece ser o que aparenta. É um 'santo sem defeito'. 

Conclusão: Dalila traiu Sansão. Judas Iscariotes traiu Jesus. Isso por prêmios indevidos. Eles se venderam. A traição sempre se revela. Um dia a conta chegará. Ainda que seja no JUIZO FINAL.

domingo, 1 de novembro de 2026

50 frases de Vinicius de Moraes

 sobre o amor, a vida, a amizade e mais!


“Soneto da Felicidade”, “Garota de Ipanema” e “Rosa de Hiroshima” são apenas alguns dos maiores legados literários deixados por Vinicius de Moraes (1913-1980). Este versátil escritor foi um dos maiores poetas e compositores da música popular brasileira e seus versos continuam encantando gerações. Confira algumas das frases mais célebres deste inesquecível artista. 

Frases de Vinicius de Moraes sobre o amor 

Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
 

Vinicius de Moraes (Soneto do Amor Total) 

O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
 

Vinicius de Moraes, Luis Enrique Bacalov, Toquinho (O Velho e a Flor) 

De tudo ao meu amor serei atento. 

Vinicius de Moraes, Capiba (Soneto da Fidelidade) 

Eu te peço perdão por te amar de repente. 

Vinicius de Moraes (Ternura) 

Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém. 

Vinicius de Moraes, Baden Powell (Berimbau) 

Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. 

Vinicius de Moraes (Ausência) 

Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido. 

Vinicius de Moraes (Para uma Menina com uma Flor - Amigos Meus) 

Amar é triste
O que é que existe?
O amor.
 

Vinicius de Moraes, Nilo Queiroz (Ai de quem Ama) 

Hei de morrer de amar mais do que pude. 

Vinicius de Moraes (Soneto do Amor Total) 

Quem vai pagar o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
 

Vinicius de Moraes (A Hora Íntima) 

Mas amar é sofrer, mas amar é morrer de dor. 

Vinicius de Moraes (Canto de Xangô) 

Mas tem que sofrer, mas tem que chorar, mas tem que querer pra poder amar. 

Vinicius de Moraes (Tempo de Amor) 

Beija até o fim as minhas lágrimas de dor, porque eu te amo, além do amor! 

Vinicius de Moraes (Além do Amor) 

Frases de Vinicius de Moraes sobre a vida 

Quem já passou por essa vida e não viveu,

Pode ser mais mas sabe menos do que eu. 

Vinicius de Moraes, Toquinho (Como Dizia o Poeta) 

A infância é uma gaveta fechada, numa antiga cômoda de velhas magias. 

Vinicius de Moraes (A infância é uma gaveta fechada, numa antiga cômoda de velhas magias) 

A vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. 

Vinicius de Moraes, Baden Powell (Samba da Bênção). 

A vida é uma grande ilusão,
Sei lá, sei lá,
Só sei que ela está com a razão.
 

Vinicius de Moraes, Toquinho (Sei lá… a vida tem sempre razão) 

Aquela em cujos braços vou caminhando para a morte
Mas em cujos braços somente tenho vida?
 

Vinicius de Moraes (A Vida Vivida) 

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos
 

Vinicius de Moraes (Poema de Natal) 

…pois só da vida lhe poderão advir novos motivos para criar. 

Vinicius de Moraes (Arte e Síntese) 

Frases de Vinicius de Moraes sobre a beleza 

Ele é o mundo extremo de beleza e de todas as ideias passadas e futuras. 

Vinicius de Moraes (Ele é o mundo extremo da beleza) 

...eu resolvi desligar e buscar um pouco de beleza no mundo. 

Vinicius de Moraes (Jornal do Brasil) 

Não existe beleza maior
Do que o amanhecer.
 

Vinicius de Moraes (Rancho Das Namoradas) 

Eu vejo as imagens musicalmente rítmicas
Narrando a beleza suave de um drama de amor.
 

Vinicius de Moraes (Desde Sempre)

E disse que a visão da beleza era da poesia. 

Vinicius de Moraes (O Poeta da Madrugada) 

…ela se disputa em beleza com a lua de Copacabana. 

Vinicius de Moraes (Meu Deus, Não seja Lá) 

O beijo mais ardente
Para a beleza da tua boca em flor.
 

Vinicius de Moraes, Haroldo Tapajós (Canção para Alguém) 

Frases de reflexão de Vinicius de Moraes 

Eu sonho a poesia dos gestos fisionômicos de um anjo! 

Vinicius de Moraes (A Criação da Poesia) 

Teus sentimentos são poesia,
Teus sofrimentos, melancolia.
 

Vinicius de Moraes (A Mulher Que Passa) 

Porque o samba é a tristeza que balança e a tristeza tem sempre uma esperança. 

Vinicius de Moraes (Samba da Benção) 

De manhã, escureço. De dia, tardo. De tarde, anoiteço. De noite, ardo. 

Vinicius de Moraes (Poética I e Poética II) 

Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.
 

Vinicius de Moraes (O Velho e a Flor) 

Como a criança que vagueia o canto
Ante o mistério da amplidão suspensa
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.
 

Vinicius de Moraes (Soneto de contrição) 

Frases de Vinicius de Moraes sobre a felicidade 

Depois da guerra vai haver fertilidade, vai haver natalidade, vai haver felicidade. 

Vinicius de Moraes (Para uma Menina com uma Flor - Depois da Guerra) 

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar

Vinicius de Moraes, Antonio Carlos Jobim (A Felicidade)

Os pássaros viviam na felicidade profunda de seus cantos 

Vinicius de Moraes (Transfiguração da Montanha) 

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor.
 

Vinicius de Moraes, Antonio Carlos Jobim (A Felicidade) 

Dorme, meu filho, dorme no meu peito
Sonha a felicidade. Velo eu.
 

Vinicius de Moraes (Minha Mãe) 

Nunca vi muito dinheiro
Trazer felicidade pra ninguém.
 

Vinicius de Moraes, Edu Lobo (Samblues do Dinheiro) 

Ipanema era só felicidade,
Era como se o amor doesse em paz.
 

Vinicius de Moraes, Toquinho (Carta ao Tom) 

E eu resolvi acabar porque já não sabia mais se aquela felicidade toda era felicidade mesmo, ou era neurose... 

Vinicius de Moraes (Os Culpados de Tudo) 

Frases de Vinicius de Moraes sobre a amizade 

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica…
 

Vinicius de Moraes (Soneto do Amigo) 

De que mais precisa um homem senão de um amigo pra ele gostar, um amigo bem seco, bem simples, desses que nem precisa falar - basta olhar. 

Vinicius de Moraes (Para uma Menina com uma Flor - Libelo) 

O poeta sorri.
Sorri à vida e à beleza e à amizade.
 

Vinicius de Moraes (O Poeta) 

Era a ilha da amizade
Era o espírito do poeta
A buscar pela cidade
Minha louca mocidade.
 

Vinicius de Moraes (Lapa da Bandeira) 

Eu creio, malgrado tudo, na vida generosa que está por aí; creio no amor e na amizade. 

Vinicius de Moraes (Para uma Menina com uma Flor - Amigos Meus)

Uma pedra a Pedro Nava
Nessa pedra uma inscrição:
“‒ deste que muito te amava
teu amigo, teu irmão...
” 

Vinicius de Moraes (Balada de Pedro Nava ‒ O Anjo e o Túmulo) 

Amigo, olhe
Que lindo som!
Amigo, é mole
É o pianinho do Tom.
 

Vinicius de Moraes, Carlos Lyra (Balanço do Tom) 

Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

Vinicius de Moraes (Soneto do Amigo) 

(Do Blog O Pensador

sábado, 31 de outubro de 2026

Aprendizado constante

Aos 9 anos, aprendi que minha professora só me perguntava quando eu não sabia a resposta.

Aos 10, aprendi que era possível estar enamorado de quatro meninas ao mesmo tempo. 

Aos 12, aprendi que, se tinha problemas na escola, tinha-os maiores em casa. 

Aos 14, aprendi que, quando meu quarto ficava do modo que eu queria, minha mãe mandava-me arrumá-lo. 

Aos 15, aprendi que não devia descarregar minhas frustrações em meu irmão menor, porque meu pai tinha frustrações maiores e a mão mais pesada. 

Aos 16, aprendi que os grandes problemas sempre começam pequenos. 

Aos 20, aprendi que nunca devia elogiar a comida de minha mãe, quando estava comendo algo preparado por minha mulher. 

Aos 27, aprendi que o diploma obtido não era a meta sonhada. 

Aos 28, aprendi que se pode fazer, num instante, algo que te pode doer a vida inteira. 

Aos 30, aprendi que, quando minha mulher e eu tínhamos uma noite sem as crianças, passávamos a maior parte do tempo falando delas. 

Aos 33, aprendi que as mulheres gostam de receber flores, especialmente sem nenhum motivo. 

Aos 34, aprendi que não se cometem muitos erros com a boca fechada. 

Aos 38, aprendi que, sempre que estou viajando, queria estar em casa, e sempre que estou em casa queria estar viajando. 

Aos 40, aprendi que podes saber que tua esposa te ama quando sobram duas bolachas e ela escolhe a menor. 

Aos 42, aprendi que se estás levando uma vida sem fracassos, não estás correndo os suficientes riscos. 

Aos 44, aprendi que podes fazer alguém aproveitar bem o dia, somente enviando-lhe um cartão postal. 

Aos 48, aprendi que netos e avós são aliados naturais.

Aos 55, aprendi que é absolutamente impossível tirar férias sem engordar cinco quilos. 

Aos 60, aprendi que é razoável desfrutar o êxito, mas não se deve confiar demasiado nele. Que não posso mudar o que passou, mas posso deixá-lo para trás. 

Aos 64, aprendi que a maioria das coisas pelas quais me preocupei, nunca ocorreu. 

Aos 68, aprendi que se esperas te aposentar para desfrutar a vida, esperaste demasiado tempo. 

Aos 70, aprendi que nunca se deve ir para a cama, sem resolver uma briga. 

Aos 72, aprendi que, se as coisas vão mal, não tenho por que ir com elas. 

Aos 76, aprendi que envelhecer é importante. 

Aos 80, aprendi que amei menos do que devia. 

Aos 82, aprendi que ainda tenho muito para aprender. 

Sempre estamos aprendendo algo novo, algo lindo, algo digno, como, por exemplo, que a paz não se consegue se realmente não se está disposto a perdoar por ela, entender qual é a verdadeira importância da família, da gente simples, da vida. 

Que apesar de todos termos diferentes qualidades, capacidades e habilidades, saibamos valorizar as que temos e possamos oferecê-las aos demais e aproveitar as que os outros nos podem brindar. 

Saber aceitar nossas limitações e não nos esquecermos de nossas metas, apesar de que muitas vezes pareçam muito longínquas e difíceis. Caminhar em sua direção é o primeiro passo para algo que nem sequer podemos imaginar. 

Realmente, não tem muita importância até que idade vivemos.

O importante é sentir que não a vivemos em vão.


sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Livro recomendado

 Salim, o Mágico

É um livro publicado em 1970 por Malba Tahan (pseudônimo do matemático e escritor brasileiro Júlio César de Mello e Souza). Lançado em 1970, o livro – uma fábula sobre a convivência pacífica entre diferentes religiões ‒ faz uma sátira da situação política do Brasil dos anos 1960 e da ditadura militar. 

O Enredo 

● O Protagonista: Salim é um homem humilde, temente a Alá e de profissão modesta ‒ trabalhava como cordoeiro (fabricante de cordas) em Damasco, na Síria, durante o século VIII (no contexto do califado de El-Walid). 

● A Ascensão Acidental: Sem nenhum conhecimento de ocultismo, gênios ou lâmpadas mágicas, Salim é empurrado pelo puro acaso a uma fantástica ascensão social. Por uma série de mal-entendidos e coincidências, ele passa a ser visto pelo povo e pela corte como o maior mágico e adivinho da Síria. 

● Honrarias e Regalias: Adorado pela população e estimado pelo governante (emir/califa), Salim desvenda “mistérios”, faz supostas profecias e ganha imensas riquezas. Entre as regalias satíricas que recebe do poder público está até mesmo um “camelo chapa branca” (um símbolo dos privilégios estatais). 

● A Sátira Política: Sob o disfarce de uma fábula oriental ambientada no Oriente Médio, o livro funciona como uma corajosa sátira política aos costumes da época e à ditadura militar brasileira dos anos 1970. A trama ironiza a bajulação, os esquemas de corrupção, as sinecuras (cargos fáceis e remunerados), os jogos de influência e o “jeitinho” institucionalizado. 

P.S.: O livro está entre os dez principais livros da Literatura brasileira. Leia, pois ele é muito bom!