Quieto no canto como guri cagado...
Mais ligado que rádio de preso.
Mais curto que coice de porco.
Firme que nem prego em polenta.
Mais curto que estribo de anão.
Calmo que nem água de poço.
Mais amontoado que uva em cacho.
Mais perdido que cego em tiroteio.
Mais perdido que cachorro em dia de mudança.
Mais angustiado que barata de ponta-cabeça.
Mais por fora que quarto de empregada.
Mais por fora que surdo em bingo.
Mais
sofrido que joelho de freira
Mais baixo que voo de marreca choca.
Mais bonita que laranja de amostra.
Mais comprido que cuspe de bêbado.
Devagarinho como enterro de político.
Mais difícil que nadar de poncho.
Mais faceiro que mosca em tampa de xarope.
Mais feio que briga de foice no escuro.
Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro.
Mais grosso que rolha de poço.
Mais informado que gerente de funerária.
Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro.
Quente que nem frigideira sem cabo.
Mais sujo que pau de galinheiro.
Mais gorduroso que telefone de açougueiro.
Mais perdido que cebola em salada de frutas.
Mais perdido que cusco em tiroteio.
Tranquilo que nem cozinheiro de hospício.
Grudado como bosta em tamanco.
Agarrado como carrapato em culhão de touro.
De boca aberta que nem burro que comeu urtiga.
Assanhada como solteirona em festa de casamento.
Cobiçada como anca de viúva nova e bonita.
Mais comprido que bombacha de gringo.
Mais duro que salame de colônia.
Mais perdido que peido em bombacha.
Esperto que nem gringo de venda.
Extraviado que nem chinelo de bêbado.
Mais fedorento que arroto de corvo.
Mais faceiro que guri de calça nova.
Mais firme que catarro em parede.
Mais grosso que cagalhão de tropeiro.
Mais metido que dedo em nariz de piá.
Mais metido que merda em chinelo de dedo.
Mais inútil que mijar em incêndio.
Molhado como peido de caganeira.
Mais perigoso que briga de foice apartada por gadanha.
Mais usado que pronome oblíquo em conversa de professor.
Mais sem graça que dançar com a irmã em baile.
Mais
boca mole que veia sem chapa.

















