segunda-feira, 30 de junho de 2025

O nosso destino final

 

Dizem que a gente nasce e morre sozinho. E é a mais pura verdade. E durante a vida inteira a gente fica preocupado com o que os outros vão pensar da gente, quando, no final, estaremos sozinhos. 

Lembro que li um texto fantástico de alguém falando sobre Gene Hackman (guardei o texto aqui, mas não o autor ‒ porque peguei no facebook). O começo do texto dizia: “Gene Hackman morreu antes de seu coração parar de bater. Teve fome. Teve sede. E ninguém veio”. Ou seja, Gene teve uma vida de glórias, mas, no final, estava sozinho, abandonado. E estamos falando de uma pessoa que viveu 95 anos! 

Mas a questão da solidão diante do nosso fim se traduz nesse triste episódio da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu da borda de uma cratera de um vulcão na Indonésia. A solidão do fim se traduz nessa imagem que recriei. Ela estava a cerca de 600 metros abaixo da borda da cratera. Ela ficou 3 dias à espera do resgate que não veio. Permaneceu imóvel, aguardando. Com frio, com fome, com sede. Eu me coloco nesse lugar de dor, de desespero e silêncio. Fico imaginando o que Juliana pensou nos seus últimos dias. No que se agarrou? O que agradeceu? O que lamentou? E não foi resgatada por dificuldades geográficas e climáticas… no entanto, esperou, esperou, até o instante em que desistiu. E deve ter essa hora que a gente deixa ir. 

Que a gente se abandona para aceitar o fim. Triste, triste… 

“Um dia, todos nós estaremos solitários no momento do encontro com o nosso destino final”. Muita luz para Juliana! 

Crédito 'Gustavo Cândido'


domingo, 29 de junho de 2025

Miss suéter

 Aldir Blanc e João Bosco

Fascínio tenho eu
Por falsas louras,
Ai, a negra lingerie,
Com sardas,
Sobrancelha feita a lápis
E perfume da Coty.

Na boca,
Dois pivôs tão graciosos,
Entre joias naturais,
E olhos tais minúsculos aquários
De peixinhos tropicais.
 

Eu conheço uma assim,
Uma dessas mulheres
Que um homem não esquece.
Ex-atriz de TV,
Hoje é escriturária do INPS.
E que, dias atrás,
Venceu lá o concurso de Miss Suéter.
 

Na noite da vitória,
Emocionada, entre lágrimas, falou:
“Nem sempre a minha vida foi tão bela,
Mas o que passou, passou.
Dedico esse título à mamãe
Que tantos sacrifícios fez
Pra que eu chegasse aqui, ao apogeu
Com o auxílio de vocês”.
 

Guardarei para sempre
Seu retrato de miss com cetro e coroa,
Com a dedicatória que ela,
Em letra miúda, insistiu em fazer:

“Pra que os olhos relembrem
Quando o teu coração infiel esquecer”.
 

******* 

A Beleza Efêmera e a Luta de Miss Suéter 

A música 'Miss Suéter' com música de João Bosco e letra de Aldir Blanc é uma narrativa poética que explora a vida de uma mulher que, apesar das adversidades, alcança um momento de glória ao vencer um concurso de beleza. A letra começa descrevendo o fascínio do narrador por uma mulher com características específicas, como cabelo loiro falso, sardas, sobrancelhas desenhadas a lápis e um perfume marcante. Esses detalhes pintam um retrato de uma mulher que se esforça para manter uma aparência idealizada, talvez para se adequar a padrões de beleza impostos pela sociedade. 

A canção segue revelando que essa mulher, uma ex-atriz de TV que agora trabalha como escriturária do INPS, venceu um concurso de Miss Suéter. A vitória é um momento de grande emoção para ela, que, entre lágrimas, dedica o título à sua mãe, reconhecendo os sacrifícios feitos para que ela pudesse alcançar esse 'apogeu'. Esse trecho da música destaca a importância do apoio familiar e os desafios enfrentados por muitas mulheres para alcançar seus sonhos, mesmo que esses sonhos sejam moldados por expectativas externas. 

A dedicatória final, escrita em letra miúda, é um lembrete melancólico da efemeridade da beleza e do sucesso. A frase 'Pra que os olhos relembrem quando o teu coração infiel esquecer' sugere que, apesar do momento de glória, a memória e o reconhecimento podem ser fugazes. A música, portanto, não só celebra a vitória de Miss Suéter, mas também reflete sobre a transitoriedade da fama e a luta constante por validação e reconhecimento em uma sociedade que valoriza a aparência acima de tudo.

Onde ela mora

 Yolanda Faissal / Getúlio Benício

 Canta: Cauby Peixoto

Perguntei onde ela mora,
E ela não quis responder.
A vocês, eu conto agora
Como é que eu fui saber.
 

Onde ela mora,
O sol tem mais claridade,
O calor ali é raridade,
Tem um clima primaveril.
 

Onde ela mora,
Anoitece mais sossegado,
E o céu é mais estrelado,
Brilha mais o luar.
 

Ali as flores
Têm perfume mais ardente,
Tudo, tudo é diferente,
A beleza é mais sutil.
 

Até as aves
De manhã cantam baixinho,
Acordando de mansinho,
Meu amor pra me beijar.

sábado, 28 de junho de 2025

Confiança total na costureira

 
Robert Hillman e sua mãe

Na madrugada de 6 de junho de 1944, o jovem Robert Hillman, com apenas 20 anos, revisava cada peça do seu equipamento pela última vez antes de embarcar no avião C-47 rumo à costa da França. Era o Dia D. 

Enquanto verificava o paraquedas preso ao peito, um detalhe fez com que um sorriso inesperado surgisse em seu rosto. No tecido branco e cuidadosamente dobrado, estava estampado o logotipo da Pioneer Parachute Company ‒ a mesma fábrica localizada a poucos minutos da sua cidade natal, Manchester, Connecticut. 

Mas foi o que viu em seguida que o paralisou por um instante. Ali, discretamente costuradas, estavam três letras familiares: as iniciais da sua mãe. 

Um segundo depois, um riso alto e espontâneo escapou de sua garganta, cortando o silêncio tenso da cabine. Todos os olhares se voltaram para ele. 

‒ “Qual é a porra da graça, Hillman?”, rosnou um dos soldados, os nervos à flor da pele. 

Ainda sorrindo, Robert respondeu: 

‒ “Este paraquedas não vai falhar comigo.” 

‒ “E como é que tu sabes disso?”, retrucou outro, desconfiado. 

Robert passou os dedos pelo tecido e disse, quase como um sussurro: 

‒ “Porque foi a minha mãe quem o costurou.” 

Naquele instante, o destino, a guerra e o amor de uma mãe colidiram. 

O paraquedas cumpriu sua missão. Robert sobreviveu ao Dia D. Sobreviveu à guerra. E, anos depois, levou para casa um pedaço gasto daquele mesmo paraquedas ‒ uma relíquia silenciosa, testemunha de um milagre costurado à mão, entrelaçando duas vidas num dos dias mais decisivos da história. 

Sobre literatura?

sexta-feira, 27 de junho de 2025

O vandalismo covarde*

 

Difícil atravessar o Largo dos Açorianos sem sentir algum desânimo. A Ponte de Pedra, um dos pilares mais antigos da memória de Porto Alegre, agora serve de moldura para um amontoado de rabiscos horríveis, assinaturas inúteis e sujeira gratuita. O local havia sido revitalizado pela Prefeitura em 2019 ‒ e, por algum tempo, chegou a figurar entre as áreas públicas mais bonitas da cidade. Hoje, é mais um cenário que a pichação ajuda a destruir. 

Acho curioso que, no meio cultural e acadêmico, há sempre algum pudor em criticar essa modalidade (pichação) de vandalismo. Como se reprovar a rabisqueira fosse elitista ou insensível. Como se cada pichação carregasse a voz dos excluídos ‒ e calar essa linguagem seria oprimi-los ainda mais.  Só que é difícil chamar de linguagem o que não comunica nada. No máximo, esses códigos conversam entre si: são como uma bolha grafada em concreto, indiferente ao resto do mundo, justamente num território concebido para ser de todos ‒ o espaço público.  

Houve uma época, de fato, em que pichar não só era justificável como era necessário. No Estado Novo e na ditadura militar, pintavam-se as paredes para alertar a sociedade sobre o regime tirânico. Porque, claro, só tinham sobrado as paredes: a imprensa fora censurada, a oposição fora cassada, toda divergência fora calada. Não havia formas de se expressar, não havia redes sociais, então a pichação  tornou-se uma rara via de contato entre a população e o outro lado. 

Passado esse período de trevas, permaneceu uma aura romântica em torno de uma contravenção que, atualmente, só serve para alimentar vaidade. As pichações não têm indicativo político, não incitam reflexão, não defendem mudanças, não denunciam coisa nenhuma: são apenas sinais ou nomes cifrados que, se por um lado exigem ser vistos, por outro negam o direito de alguém responder. 

Aliás, o que mais me incomoda não é o rabisco, é a covardia. Quer pichar o Palácio Piratini?* Vá lá ‒ ao menos haveria alguma contestação ao poder. Mas a escolha recai sempre sobre o alvo mais frágil: a vendinha da esquina, a escola pública, o prédio histórico, a pracinha do bairro. O spray castiga quem mal consegue pagar uma demão de tinta, mas recua diante da mansão com segurança na porta. 

Estranho é que basta cruzar a fronteira para esse desrespeito virar reverência. Todo mundo adora ver a história preservada nos outros ‒ em Roma, Madri, Berlim ‒, mas quando monumento é a nossa Ponte de Pedra, aí cuidar vira opressão burguesa. 

******* 

* Da crônica “Rebeldia covarde”, de Paulo Germano, do jornal Zero Hora, de 27.06.2025. 

* Palácio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul é sempre muito bem vigiado e protegido pelas Forças de Segurança do  Estado.

Por que o ponto de interrogação

tem essa forma “?”

Na Idade Média, muito antes das máquinas e da imprensa, os livros eram copiados à mão por monges nos mosteiros. Nessa época, os sinais de pontuação como conhecemos hoje ainda não existiam. Para indicar que uma frase era uma pergunta, escrevia-se ao final a palavra quaestio, do latim ‒ que significa “pergunta”. 

Mas repetir essa palavra inteira era demorado e ocupava espaço precioso nos manuscritos. A solução foi abreviá-la: qo. 

Ainda assim, havia um problema ‒ a combinação podia ser confundida com outras abreviaturas em latim. 

Foi então que surgiu a genialidade silenciosa dos copistas: sobrepor as letras. O q em cima, o o embaixo. Com o tempo, o q foi se curvando, estilizado como uma espiral incompleta, e o se reduziu a um ponto. 

Assim nasceu o ponto de interrogação ‒ uma pergunta feita símbolo. Uma curva que se dobra sobre si mesma, como quem hesita. 

E um ponto firme, como quem espera uma resposta. 

Porque até na dúvida, há beleza. 

Há pausa. 

Há pensamento. 

E sobretudo ‒ curiosidade. 

(Sobre literatura?)

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Prece de Mãe

 Moacyr Scliar

Cantem hoje minhas glórias em estrofes belas,

mas me arranjem alguém para lavar as panelas. 

Digam que sou uma grande pessoa, uma santa verdadeira,

mas peçam a alguém para manejar a enceradeira. 

Sim, vocês querem se prostrar a meus sapatos,

mas, pergunto, quem vai lavar os pratos? 

Vocês me prometem, pelo resto da vida, veneração desenfreada,

mas prefiro, contudo, uma fiel empregada. 

Dizem que mereço fazer parte de um concelho egrégio,

talvez, mas quem leva  o caçula ao colégio? 

Sei que, por meus méritos, tenho com Deus encontro marcado,

só se for no nosso supermercado. 

Digam que eu fiz, como mãe, bela carreira,

mas, por favor, não saqueiem a geladeira. 

É voz corrente: mãe, só uma.

Claro: todas as camas, sou quem arruma. 

“Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração”

‒ e fazer com tais fibras a vassoura e o esfregão? 

É um dia glorioso, hoje, um dia exemplar.

Tudo bem. Quem fará o almoço e o jantar? 

Perdoem, filhos, a franca resposta a vossa elegia.

Tendes mãe todos os dias

‒ mas mãe só tem um dia! 

Não posso, filhos, conter este coração que bate:

dizei-me, por favor, fazer uma torta de chocolate,

pois hoje temos uma grande alegria

‒ mas mãe só tem um dia!

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Esta noite eu tive um sonho...

 

Sonhei que caminhava por uma praia deserta acompanhado do Senhor, e que na tela da noite estavam sendo retratados os meus dias da minha jornada na Terra. 

Olhei para trás e vi que a cada dia passava o filme da minha vida, surgiam pegadas na areia: uma minha e outra do Senhor. Assim, continuamos andando até todos os meus dias se acabarem. Então, olhei para trás. Reparei que em certos lugares havia apenas uma pegada. 

Justamente com os dias mais difíceis da minha vida. Os dias de maior medo... de maior dor e sofrimento... 

Perguntei, então, ao Senhor: 

‒ Senhor, Tu disseste que estarias comigo todos os dias da minha vida, e eu aceitei viver Contigo. Mas, por que Tu me deixaste nos piores dias da minha vida? 

E o Senhor respondeu: 

‒ Meu filho amado, eu disse que estaria contigo por toda a tua caminhada e não te deixaria um minuto sequer. E não te deixei. Os dias em que tu viste apenas um par de pegada na areia, foram os dias em eu te carreguei nos braços.

Oração da Pessoa

 

Senhor, que eu seja uma pessoa; não uma pessoa Disco: que gira, gira, sem  nunca sair do lugar. Que fala, fala, sem ter nada de próprio a dizer. 

Senhor, que seja uma pessoa; não uma pessoa Montanha: alta para poder aparecer, com voz só para repetir o eco. 

Senhor, que eu seja uma pessoa; não uma pessoa Rede: grande mas cheia de buracos, que pesca tudo, mas não sabe escolher o que pesca. 

Senhor, que eu seja uma pessoa; não uma pessoa Propaganda: olhada por todos, sem poder olhar para ninguém, à margem do caminho, sem poder seguir por ele. 

Senhor, que eu seja uma pessoa; não uma pessoa Pedra: dura e inflexível para com os demais, mole e desfeita como o limo das águas, como as próprias paixões. 

Senhor, que eu seja uma pessoa; uma pessoa Sol: que aquece, ainda que frio. Uma pessoa Vela: que ilumina sempre, ainda que se consuma. Uma pessoa Raio-X: que, todo inteiro, me transparece ainda que enfermo. 

Senhor, que seja uma pessoa que ama, uma pessoa que se doa às pessoas que precisam do meu carinho e da minha ajuda.

terça-feira, 24 de junho de 2025

A coisa mais importante

 

Cera vez, uma mulher muito ocupada usou o celular do esposo para ligar para uma empresa de táxi. Angustiada, ela descreveu o veículo que havia acabado de deixá-la em seu destino, dando os detalhes de que conseguia se lembrar, tanto do veículo quanto do motorista. 

O motivo de sua preocupação era evidente: ela havia esquecido o celular no banco traseiro do carro. Quando finalmente conseguiu entrar em contato com o motorista, ambos acertaram um ponto de encontro. A passageira compareceu ao local feliz, na expectativa de recuperar o celular perdido. “Aqui está o seu telefone”, disse o taxista. “Ah, no carro, a senhora também esqueceu este menino”, ele acrescentou, apontando para o filho da mulher. 

Embora esse relato seja apenas uma anedota, ilustra bem o que acontece na sociedade atual, em que muita gente não se preocupa com as coisas realmente mais importantes de sua vida.

(A Chave da virada)

segunda-feira, 23 de junho de 2025

A palavra Escrúpulo

 tem uma origem muito interessante.

Escrúpulo” é uma das palavras mais fascinantes do dicionário. O que, de fato, significa dizer que uma pessoa é “sem escrúpulos”? 

Hoje sabemos que sua definição principal é: 

“Uma dúvida ou hesitação que atormenta a consciência sobre se algo é certo ou errado.” 

Ter escrúpulos é, portanto, viver uma inquietação do espírito, que hesita em obrar, receando o ato que não seja lícito. Quando a hesitação vence a resistência ao ilícito, dizemos que uma pessoa não tem escrúpulos, que lhe falta integridade ou consciência moral no agir de acordo com as regras éticas. 

Mas o que pouca gente sabe é que “Escrúpulo” vem do latim *scrupulum*, que significa pedrinha, literalmente, “uma pequena pedra afiada”. 

Na Roma Antiga, os legionários encontravam, frequentemente, essas pequenas pedras em suas sandálias (*caligae*) durante longas marchas. As pedras se prendiam entre a sola e o pé, causando desconforto persistente. 

Os soldados, então, se deparavam com uma escolha difícil: suportar a dor e continuar se movendo, ou parar para remover a pedra ‒ arriscando-se à ira de seus superiores por retardar a marcha. 

Enquanto isso, os tribunos, senadores e outras autoridades, viajando confortavelmente a cavalo ou em liteiras, não precisavam lidar com tais problemas. Para eles, “escrupulus” não existia. É daí que vem a ideia de que “pessoas no poder não têm escrúpulos”. 

Com o tempo, a expressão “ter escrúpulos” ultrapassou o âmbito militar e passou a significar qualquer hesitação sobre o que é certo ou errado ‒ uma pedrinha moral no sapato. E, portanto, uma pessoa “sem escrúpulos” é aquela que não sente nenhuma pontada de consciência a impedindo. 

Há uma outra teoria para a origem. “Scrupulum” seria uma pedra afiada que pesava a vigésima quarta parte de uma Onça. Usada apenas pelos comerciantes mais honestos, daí o sentido de ter Scrupulum estaria ligado à honestidade, retidão. 

Do blog: História ensina 

O escrúpulo (do latim, scrupulus, diminutivo de scrupus, pedrinha que se mete no sapato) é a dúvida ou inquietação da mente causada pela dúvida sobre se algo é bom ou mau, correto ou incorreto, obrigatório ou não obrigatório, verdadeiro ou falso. 

O uso comum relaciona-o mais com nojo e náusea, especialmente no que diz respeito à comida. 

Geralmente é usado no sentido católico como o pensamento excessivo da consciência de que toda ação leva ao pecado. A consciência escrupulosa é definida, seguindo Santo Afonso, "como aquela que por motivos insignificantes, sem causa ou fundamento razoável, muitas vezes teme o pecado onde de fato ele não existe" (E. GENICOT, I, 46); isso se manifesta tanto no discernimento que antecede a ação quanto, posteriormente, no temor de ter cometido um pecado mortal. 

Percebeu-se que os escrúpulos sempre se referem a falhas humanas, como a falta de valores e que não necessariamente se manifesta em todos os campos da moral, pois geralmente afeta setores particulares se algo é mau ou bom.

domingo, 22 de junho de 2025

Amor às professoras

 

Professora 

Benedito Lacerda e Jorge Fáraj 

Eu a vejo todo dia,

Quando o Sol mal principia,

A cidade a iluminar.

Eu venho da boemia,

E ela vai, quanta ironia,

Para a escola trabalhar. 

Louco de amor no seu rastro,

Vaga-lume atrás de um astro,

Atrás dela eu tomo o trem.

E no trem das professoras,

Entre outras tão sedutoras,

Eu não vejo mais ninguém. 

Essa operária divina,

Que lá no subúrbio ensina

As criancinhas a ler.

Naturalmente, condena,

Na sua vida serena,

O meu modo de viver. 

Condena, porque não sabe

Que toda culpa lhe cabe

De eu viver a Deus-dará.

Menino querendo ser

Para com ela aprender

Novamente o bê-a-bá. 

Estudante 

Adelino Moreira e Nélson Gonçalves 

De manhã, no mesmo trem,

Rompe alvorada, e ela vem

Rumo à escola ensinar.

E eu pobre aluno dela,

Morrendo de amor por ela,

Sigo a luz do seu olhar. 

Se eu pudesse compraria

Uma carteira vazia,

Na divisa da janela.

Pra ficar constantemente,

Naquela fila da frente,

Em frente dos olhos dela. 

Oh! Professora galante,

Tem pena do estudante

Que mendiga o teu amor.

Não me dê somente ensino,

Não transforme o destino

Deste infeliz sonhador. 

Já não importa o vexame

De uma reprova no exame,

De nunca mais ser doutor.

Ria de mim toda classe,

Contanto que um dia eu passe

No exame do teu amor. 

P.S. Músicas cantadas por Nélson Gonçalves.

Separações

 

Vende-se 

Vende-se uma cama de casal

(tamanho normal)

ou troca-se por uma cama de solteiro;

ainda vai de brinde um travesseiro

e uma colcha rendada,

que está um pouco amassada

e só traz recordação.

Motivo: Separação. 

Mudanças 

Hoje me surpreendi:

consegui

tirar teu nome do meu celular,

pra nunca mais te ligar!

Pois, toda vez que aperto o Yes,

a vontade é jogar-me a teus pés,

em silêncio a chorar... 

Hoje eu descobri:

tirei teu nome do meu coração;

não vou pedir perdão,

nem vou perdoar,

não vou pedir amor,

nem mais te amar! 

Hoje me distraí:

perdi teu endereço,

agora que te esqueço,

não quero te encontrar.

Sei que este mal não mereço,

melhor deixar passar... 

Hoje me decidi:

separei nossas roupas no armário,

tirei da parede aquele calendário,

onde assinalei o teu aniversário

e outras datas vividas,

que pra não ficar sentida,

melhor nem lembrar! 

Hoje eu concluí:

a nossa história termina aqui,

nesse poema modesto.

Risquei teu nome da agenda.

(Que eu nunca me arrependa

desse gesto). 

(Poemas de Nelci Abdala)

sábado, 21 de junho de 2025

Burrices

 O burro morto 

Um burro morreu bem em frente de uma Igreja. Como uma semana depois o corpo ainda estava lá, então o padre da paróquia local resolveu reclamar com o gestor municipal da cidade: 

‒ Prefeito, tem um burro morto em frente da Igreja há quase uma semana! 

E o prefeito, negacionista ferrenho, grande adversário político do padre, retrucou: 

‒ Mas, padre, não é o senhor, grande humanista e defensor das causas socialistas e espirituais, é que tem a obrigação de cuidar dos mortos? 

‒ Sim, sou eu mesmo! ‒ respondeu o padre, com serenidade. ‒ Mas também é minha obrigação avisar os parentes do morto. 

******* 

O professor irritado 

Irritado com os alunos desinteressados em sala de aula, o professor lança um desafio. 

‒ Quem se considerar burro, faça o favor de ficar em pé. 

Todos se mantêm sentados, até que o melhor aluno da classe decide se levantar. 

‒ Então quer dizer que o senhor se acha burro? ‒ indaga o mestre com um sorriso irônico nos lábios. 

‒ Bem, pra dizer a verdade, não. Mas fiquei com pena de ver o senhor aí em pé, sozinho... 

*******

 Um fato verídico

Certa vez, um professor de português pediu a Apparício torelly, o Barão de Itararé, que conjugasse um verbo qualquer no tempo mais que perfeito. “O burro vergara ao peso da carga”, respondeu o jovem. Nada demais, não fosse Oswaldo Vergara o nome do tal professor. 

******* 

Um dia, um burro foi à escola para aprender a ler. Depois de muito esforço e dedicação, conseguiu se alfabetizar. 

Agora mesmo ele está lendo esta mensagem... 


sexta-feira, 20 de junho de 2025

Pequena história

 De um grande astronauta americano

No coração do sul segregado da década de 1950, dois irmãos ‒ Carl e Ronald McNair ‒ caminhavam juntos, lado a lado, como se fossem um só. Com apenas dez meses de diferença entre si, cresceram inseparáveis em Lake City, Carolina do Sul. Compartilhavam brincadeiras, descobertas… e sonhos. Sonhos grandes demais para o tempo em que viviam ‒ e para a cor da pele que carregavam. 

Numa tarde quente de 1959, Ronald, com apenas nove anos, entrou na biblioteca pública da cidade. Procurava livros de ciência ‒ obras muito além do que qualquer criança da sua idade, e certamente da sua condição social, ousaria buscar. Carl estava ao seu lado. Mas o silêncio foi rompido pela frieza de uma funcionária: “Esta biblioteca não é para gente de cor.” Ronald, sereno, não se abalou. Depositou os livros no balcão, sentou-se calmamente e disse: “Eu vou esperar.” 

A polícia foi chamada. A mãe dos meninos também. E naquele dia, diante de um garoto inabalável e de uma mãe firme, algo raro aconteceu: Ronald levou os livros para casa. Saiu dali não apenas com páginas emprestadas, mas com um princípio que guiaria toda a sua vida ‒ o de que coragem, quando é verdadeira, não se curva diante de proibições injustas. 

Ronald McNair nunca mais parou. Formou-se doutor em Física pelo MIT em 1976, superando todas as barreiras impostas pela sociedade e desafiando os limites do possível. Pouco tempo depois, foi aceito na NASA. Como seu irmão diria mais tarde: “Ron não aceitava os limites que os outros impunham. Isso era para os fracos, não para ele.” 

Em 1984, Ronald tornou-se o segundo afro-americano a ir ao espaço. A bordo do ônibus espacial Challenger, ele não era apenas um astronauta ‒ era um símbolo. Um especialista de missão. Um cientista entre as estrelas. Um menino negro que se recusou a recuar. 

Mas no dia 28 de janeiro de 1986, apenas 73 segundos após a decolagem, o Challenger explodiu. Ronald Erwin McNair tinha 35 anos. Seu corpo nunca voltou à Terra. Mas sua história, sua coragem e sua luz atravessaram a atmosfera. Porque ele já havia alcançado o que muitos acreditavam ser inalcançável. 

Hoje, sua memória nos lembra de algo profundo e eterno: a verdadeira coragem não pede licença. Ela entra, senta-se, espera ‒ e muda tudo ao seu redor. 

******* 

Ronald Erwin McNair (Lake City, 21 de outubro de 1950 ‒ Cabo Canaveral, 28 de janeiro de 1986) foi um físico e astronauta estadunidense.

Samba do capeta

 Fábio Brazza e Daniel Brazza

O capeta chegou no Brasil com sua capa preta,

Todo decidido a fazer mutreta,

Querendo passar nossa gente pra trás,

Pra juntar uns reais. 

Pensou: Não tem segredo, isso aí vai ser teta,

É como tirar da criança a chupeta,

Esses brasileiros são burros demais,

Vou mostrar como faz. 

Chegou e extraviaram a sua maleta,

Foi atropelado por uma carreta,

E não tinha vaga mais nos hospitais. 

Foi uma semana para a transfusão de plaqueta,

E quase que acaba dentro da gaveta,

Com uma etiqueta e as iniciais:

Deus é mais! 

Subiu o morro e foi confundido com um cagueta,

Quase que para na valeta,

Foi pedir ajuda aos policiais. 

Não quis pagar a propina, arranjou uma treta,

Levou um sacode, ficou de muleta

E aí resolveu colar com os marajás,

Que são profissionais. 

Porém, ao chegar ali, viu tanto picareta

Roubando milhões só com uma caneta,

E aí o capeta não aguentou mais. 

No fim, ficou estirado em uma sarjeta,

Sem nenhum trocado, pedindo gorjeta,

Em alguma esquina do bairro do Brás.

Alguém ajuda o satanás? 

É quente, é quente,

Sai debaixo, meu mano,

Tão fazendo o diabo com a gente.

Eu falei pra você. 

É quente, é quente,

A malandragem tá demais,

Que até o satanás virou crente.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

O nascimento de uma bela canção

 

Imagem criada por AI 

1937, era fim de tarde no Rio de Janeiro, e o Café Nice* fervilhava com os sons da cidade e o burburinho de conversas animadas. Num canto mais reservado, sob a luz amarelada que pendia do teto de gesso, duas figuras se destacavam: o compositor Assis Valente, sempre efusivo e cheio de ideias, e o príncipe da voz, Orlando Silva, elegante e sereno. 

Sobre a mesa, uma partitura inacabada descansava ao lado de duas xícaras de café forte. Assis explicava com entusiasmo a melodia de um novo samba que intitulava “Alegria”. Seus dedos tamborilavam sobre o compasso, como se marcassem o ritmo que nascia. Orlando, atento, apontava para uma passagem melódica, sugerindo uma leve inflexão na segunda estrofe. 

‒ “Esta parte aqui, Assis… e se eu subir o tom com mais suavidade? Dá uma sensação mais lírica, mais apaixonada, entende?” 

Assis sorriu largo. Era isso. Era por isso que ele queria Orlando cantando suas músicas: porque aquele homem sabia transformar sentimento em som. 

Ali, naquele encontro, nascia não só mais uma parceria, mas também uma amizade tecida em notas, pausas e silêncios. A canção “Alegria” logo ganharia o coração do povo, e aquela tarde no Café Nice se tornaria uma daquelas lembranças que o tempo não apaga ‒ como uma fotografia em sépia que ainda pulsa com vida. 

Fonte: No Tempo de Carmem Miranda 

* Na imagem Café Nipse 

Café Nice foi um café-bar da cidade do Rio de Janeiro que, na primeira metade do século XX, reunia a boemia carioca e foi palco de muitos acontecimentos no meio artístico e, por isto, objeto de várias referências culturais. Estava situado na Avenida Rio Branco, número 174. 

(Post de José Alberto Siqueira Gomes)

Tendo seu auge nas décadas de 1930 e 1940, com intensa frequência de artistas, dentre os quais se destacavam Noel Rosa, Wilson Batista, entre outros, ou mesmo jornalistas como Mário Filho que, nas páginas do jornal O Globo, publicava uma seção de entrevistas com jogadores de futebol e torcedores ‒ o “cafezinho com os entrevistados” ‒ onde no Café Nice este se encontrava com os principais nomes do meio futebolístico carioca. 

Tinha uma localização privilegiada na Avenida Rio Branco, no centro da cidade, o que lhe favoreceu a frequência; naquela região a lei obrigava que os frequentadores trajassem vestimentas formais, então mesmo os mais simples clientes trajavam terno e gravata, uma vez que a maioria deles era de homens. Sobre ele registrou Osmar Frazão: “Em frente ao Café Nice ficava o Cinema Parisiense. Foi o primeiro a ser instalado na Rio Branco, em 1907. Ao lado ficava o Cineac Trianon. Nesse trecho ainda tinha a Rádio Clube do Brasil e o Theatro Municipal mais à frente. Então, era um ponto de encontro maravilhoso, que teve uma representatividade muito grande na história do Rio de Janeiro, para a boemia e o lazer”. Apesar disto, o estabelecimento fechou na metade da década de 1950. 

Alegria 

Assis Valente e Durval Maia 

Alegria pra cantar a batucada,

As morenas vão sambar,

Quem samba tem alegria.

Minha gente era triste, amargurada,

Inventou a batucada,

Pra deixar de padecer,

Salve o prazer, salve o prazer.

 

Da tristeza não quero saber,

A tristeza me faz padecer.

Vou deixar a cruel nostalgia,

Vou fazer batucada,

De noite e de dia vou cantar.

 

Alegria pra cantar a batucada,

As morenas vão sambar,

Quem samba tem alegria.

Minha gente era triste, amargurada,

Inventou a batucada,

Pra deixar de padecer,

Salve o prazer, salve o prazer.

 

Esperando a felicidade,

Para ver se eu vou melhorar.

Vou cantando, fingindo alegria,

Para a humanidade,

Não me ver chorar.

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Pensamentos perfeitos

Existem algumas pessoas que nunca irão mudar. Elas são como o número 689; mesmo se você virá-lo, mesmo assim ainda permanecerá 689! 

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Eu li num livro que, na vida, você precisa visitar três lugares: um hospital, uma prisão e um cemitério. 

No hospital, você vai entender que nada é mais precioso que a saúde. Na prisão, você verá que a liberdade é a coisa mais preciosa. No cemitério, você vai perceber que o fim é igual para todos. O chão que pisamos hoje será a nossa morada amanhã. 

Aproveite a vida ao máximo. Amanhã tudo poderá mudar... 

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Segue uma lista de coisas que o brasileiro deve aprender a usar antes de querer porte de arma: lixeira, setas indicativas, buzina, ciclovia, escada rolante, guarda-chuva, camisinha, espaço público e coletivo, calçadas, faixa de pedestres, semáforo no amarelo, vaga de deficiente, de idoso e gestante. Junto com esta lista, aprender também a dizer: por favor, com licença, obrigado, bom dia, boa tarde, boa noite, de nada e até logo.

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“Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz, você precisa aprender a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem gosta de você.” (Mário Quintana) 

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O homem achou o caminho da lua, mas até hoje não consegue achar um cesto para colocar o seu lixo. 

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Quando um sapato fica apertado, você não diminui o pé para caber nele, você troca de sapato. Moral da história: Não se diminua para caber na vida de alguém! 

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Não deve ser moleza ser advogado de um golpista: 

‒ Não teve golpe. Teve golpe, mas eu não sabia. Eu sabia, mas eu não participei. Participei, mas não teve violência. Teve violência, mas não teve armas. Tinha armas, mas não foram usadas. A minuta? Eu vi a minuta, mas só queria saber o que era. 

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Teste de QI: 

Numa quarta-feira, André foi à caça. Numa quinta-feira, matou um coelho. Numa cesta levou-o para casa e, no dia seguinte, comeu-o. Em que dia da semana André comeu o coelho? 

R: ______________________

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Nem tudo o que a gente ouve, houve...

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Que estejamos presentes nas memórias dos outros. Que alguém distante lembre do nosso sorriso e se sinta acolhido. Que o nosso bem traga bem aos outros. Que sejamos a saudade que aperta o peito de uma velha amizade. Que sejamos o amor que alguém nunca esqueceu. Que sejamos aquele sorriso na rua que encantou alguém. Que sejamos hoje e sempre uma lembrança boa que vive dentro de cada pessoa que cruzou o nosso caminho. 

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No balcão de uma companhia aérea havia um cartaz com a seguinte grafia:

“Seu vôo é com a gente!”.

Diz a atendente a uma cliente:

“Nosso voo ainda tem assentos vagos.”

Responde a cliente, apontado o cartaz:

“Mas esse voo aqui não tem mais acento.” 

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Dúvida destrói fé.

Medo bloqueia coragem.

Raiva elimina paz.

Orgulho impede amor.

Inveja apaga gratidão.

Preguiça mata sonho. 

(Agora leia da direita para a esquerda)

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Letreiro defronte a um boteco de subúrbio: 

“Bar Chove lá fora, aqui dentro só pinga.” 

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Existem pessoas que espalham luz por onde passam. Trazendo energia e força a quem precisa, fazendo de tudo para nos tirar da escuridão e iluminando o nosso caminho... 

Essas pessoas são chamadas de... 

Eletricistas! 

Já estava se emocionando, né?

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Dois marginais andando altas horas por uma rua escura. Diz um deles: 

‒ Neste lugar eu não assalto, não tem policiamento, e é muito perigoso. 

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Menino pobre andando na rua com sua humilde mãe. Diz o garotinho apontado para um marginal encostado num poste: 

‒ Mãe, um ladrão! 

Responde a mãe: 

‒ Vamos embora logo antes que ele resolva pedir votos para a próxima eleição. 

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Vê se pode uma coisa dessas? 

O vizinho do meu apartamento, no quinto andar, bateu às três horas da madrugada na minha porta. A minha sorte é que eu estava acordado tocando bateria.

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Notei um bilhete colocado no para-brisa do meu carro. Estava escrito: “Um dia esse corpinho vai ser meu!”. Abaixo o número de um telefone: Liguei. Era de uma funerária...

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Você já percebeu que a palavra “Namorada” tem “amor” no meio? 

E se tirar “amor” o que sobra? 

Nada!

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Sabe qual a diferença entre a escola e a vida? 

Na escola, você aprende a lição, e logo lhe dão uma prova. 

Na vida, primeiro você é posto à prova e, então, você aprende a lição. 

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A Regra do Não 

Se o “sim” for para facilitar a vida do outro e prejudicar a sua, então “não”. 

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Se você sumiu e a pessoa nem sequer se deu ao trabalho de saber o motivo do seu desaparecimento, então você fez a escolha certa. 

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Família é quem respeita você, sua vida e suas escolhas. Seu sangue até o pernilongo tem. 

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Saber da verdade é como tomar um café bem forte. O gosto é amargo, mas nos faz acordar. 

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Estude, pois até queimadura tem 2ͦ grau. 

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Aviso para ignorantes

Fui ao mossar. 

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Tome cuidado... 

O cão é manso, mas o dono é bravo! 

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O Brasil é o único país do mundo em que os ratos conseguem botar a culpa no queijo. (Millôr Fernandes) 

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No mundo onde todo mundo sabe tudo, eu quero continuar aprendendo. 

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Se a tua religião te ensina a mentir e a propagar o ódio contra as pessoas, tu não precisas de religião, tu precisas é de caráter. 

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Fala de um político fascista: 

‒ Só vou ser preso se Deus quiser! 

Deus responde dos céus: 

‒ Já deixei agendado para janeiro de 2026... 

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Psiquiatra a uma paciente: 

‒ Você ainda conversa com as vozes na sua cabeça? 

Paciente: 

‒ Não, a gente brigou. 

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Às vezes dou risadas, porque dar tiros é crime. 

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Não conte mentiras sobre mim, para que eu não tenha que contar verdades sobre você. 

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Não me preocupa o avanço da inteligência artificial, me preocupa é o retrocesso da inteligência natural. (Mafalda) 

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Recado do Zé Simão ao Silas Malafaia: “No xadrez, o primeiro a ser comido é o bispo”. 

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Convém evitar três acidentes geométricos em sua vida: 

Círculos viciosos;

Triângulos amorosos

E bestas quadradas. 

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“Deixar a bebida é fácil; o difícil é lembrar onde a deixei.” ‒ Jaguar, in memoriam 

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Se alguém está te chateando e atrapalhando a tua vida, usa as mandalas*. E só mandá-las à merda! 

* A mandala é um símbolo universal de integração, harmonia e totalidade, representando o cosmo, a mente humana e o universo.

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Duas mulheres maduras conversando, pergunta uma delas a outra: 

‒ Você prefere ter peito ou bunda? 

‒ Cérebro, porque nunca cai. 

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Existem três maneiras de se fazer alguma coisa: 

Faça você mesmo, peça para alguém fazer ou proíba as crianças de fazerem. 

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Num restaurante, o cliente reclama: 

‒ Garçom, tem um “díptero vulgaris” morto na minha sopa. 

‒ Epa, isso é com a gerência! (Luis Fernando Veríssimo) 

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A vida é estranha. Chegamos sem nada e lutamos por tudo e, no final, deixamos tudo e partimos sem nada... 

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O casal detém-se ante os anúncios de um cinema: 

‒ Veja, estão levando o filme “Um Marido Educado e Atencioso”. Que tal? Vamos ver – pergunta o marido. 

‒ Oh, não ‒ responde a esposa ‒ você sabe que eu detesto esses filmes de ficção científica... 

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“Nada é mais incrível que a verdade dita por um mentiroso”. (Mark Twain) 

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Um anúncio no jornal dizia o seguinte: 

“Homem invisível procura mulher transparente para fazer o que jamais se viu.” 

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Na minha época de adolescente, influenciador era o meu pai, a minha mãe e meus professores. Hoje, são pessoas vazias querendo mostrar que são cheias. 

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A escolha é sua 

‒ Aqui no cardápio está escrito: “Sobremesa a escolher”, e, no entanto, o senhor só me trouxe uma. 

‒ Pois é. O senhor pode escolher entre comê-la ou deixá-la. 

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Justo castigo 

‒ Essa nossa lavadeira é uma ladra, uma sem-vergonha! 

‒ O que foi que aconteceu? 

‒ Ela ficou com aquela toalha de banho que eu trouxe daquele hotel de Gramado!

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Você sabe qual é a maior ironia desta vida? 

É ter pressa para crescer e, depois, suspirar pela infância perdida. 

É perder a saúde para ter dinheiro, e, depois, perder dinheiro para ter saúde. 

É pensar ansiosamente no futuro e esquecer o presente, e, mesmo assim, não viver nem o presente nem o futuro. 

É viver como se nunca fôssemos morrer, e morrer sem nunca ter vivido. 

A vida é feita de contradições. A palavra vida tem uma letra: “v”, o resto é “ida”. 

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Tragédia anunciada 

Fui me meter a cozinhar, queimei os ovos. Nunca mais cozinho pelado. 

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Comidas especiais 

Tudo o que a minha sogra faz, eu gosto de comer: pastelão, massa à carbonara, nhoque... a filha dela... 

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Preguiça é isso aí 

O cara era tão preguiçoso, que se ele parasse diante de uma porta onde estivesse escrito; “empurre”, ele daria volta. 

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Armandinho falando com um lutador: 

‒ Você é mesmo faixa-preta em judô? 

‒ Sim! Quer ver um golpe? 

Golpe não, obrigado! 

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Se o ouro enferruja, não era ouro. Se o amor acaba, não era amor. Se os amigos vão embora, não eram amigos. 

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Recado aos antipatriotas: 

O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos. 

(Armandinho) 

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Definição de estupidez 

Saber a verdade. Ver a prova da verdade, e mesmo assim acreditar mentira. 

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Se uma criança consegue mexer no tablet, no celular ou no videogame... ela consegue operar uma vassoura, um rodo e lavar toda a sua louça. 

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Você não vai mudar o seu futuro se preocupando com ele. Você vai mudar o seu futuro cuidando bem do seu presente. 

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Alimente um cão por 3 dias, e ele lembrara de ti por 30 anos. Alimente um humano por 30 anos, ele te esquecerá em 3 dias. 

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Se a sua vida é ruim, imagina a vida do galo: 

Tem um filho franguinho, uma mulher galinha, dorme em cima de um pau duro e ainda tem acordar de madrugada cantando! 

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Vivemos tempos difíceis, em que o certo precisa calar-se para que o imbecil não se ofenda. 

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Não é o tempo que cura, mas o que você faz com esse tempo. 

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Uma das diferenças mais importantes entre humanos e animais, é que os animais não permitem que o mais idiota se torne o líder da matilha. 

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Quando o rico e o pobre votam no mesmo candidato, um dos dois não entendeu a que classe pertence. 

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Não sei para onde caminha a humanidade. Mas, quando souber, vou para o outro lado. (Luis Fernando Veríssimo)

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Um juiz argumentando o seu voto: 

‒ Tem cara de golpe, cheiro de golpe, gosto de golpe, mas não é golpe! 

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Essa não dá para entender! 

Como um juiz condena um ajudante de ordens, cuja função é de atendimento permanente e ininterrupto, servindo como um elo próximo entre a autoridade e as diversas áreas de assessoria e segurança, mas não condena quem dava as ordens? 

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Comunicado de um golpista preso 

‒ Em breve, farei um pronunciamento em cadeia nacional. Aguardem!

Você sabia? 

Que a segunda profissão mais antiga do mundo é a de político; a primeira, a da mãe deles.

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Quatro coisas que só fazem a diferença se forem abertas: 

Guarda-chuva, livro, cérebro e coração. 

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Escrito na traseira de um carro antigo: “Nem todo mundo de Brasília é corrupto.” 

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Se eu tive amigos imaginários? Claro. Um monte que eu imaginava ser amigo, mas não era. 

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Deu ruim! 

Antes era só o intestino preso, agora é a bosta toda. 

Quem é o mais inteligente? 

Sem dúvida, o estômago é mais inteligente que o cérebro. O estômago avisa-te quando está vazio... o cérebro não!

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Uma pequena lição 

Não force mais as coisas: O que tiver que fluir, fluiu. O que tiver que terminar, terminou. E que tiver que ser, será. 

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A rua não precisa de heróis que a limpem, mas sim de pessoas conscientes que não  a sujem. 

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Se a educação lhe parece cara, não queira saber o preço da ignorância. 

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Você nunca encontrará justiça em um país onde os bandidos fazem as leis.

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Menino desinformado 

Menino de uns dez anos de idade puxando papo com seu pai, que lê calmamente o seu jornal sentado no sofá as sala: 

‒ Pai, eu tenho laptop, ipad, tablet, MP3, notebook, smartphone, e vocês, na escola, o que usavam? 

O pai, sem tirar os olhos da leitura do seu jornal, responde concluindo a conversa: 

‒ A cabeça! 

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Votação da PEC da bandidagem 

“Bandido bom é bandido protegido!” 

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O poder da vírgula 

Durma bem linda é uma coisa; durma bem, linda, é outra coisa... 

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Informação perigosa 

Está tão perigoso falar, direita ou esquerda hoje em dia, que quando me pedem informação, eu digo: Vai sempre reto! 

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A breve lição de um pai

Menino caminha por uma rua, vê um caminhão da limpeza pública, faz o seguinte comentário com seu pai, apontando para os garis que recolhem os detritos dos moradores da via onde passa o caminhão: 

‒ Olha, papai, os homens do lixo! 

Responde o pai, dando uma breve lição ao garoto: 

‒ Não, não, filho, os homens do lixo somos nós. Eles são os homens da limpeza! 

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Não dá pra acreditar! 

Aquele famoso político negacionista sempre foi mau em tudo o que fez na vida, o que não se imaginava era que existissem tantos iguais a ele. 

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Não adianta tentar... 

“Nenhuma quantidade de provas jamais convencerá um idiota”. (Mark Twain) 

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“Nunca teremos tempo para nos despedir direito, então capriche nos encontros imperfeitos.” (Mario Quintana) 

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Não é PEC da blindagem, é PEC da bandidagem! 

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PCC = Primeiro Comando do Congresso 

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Frase do dia 

Bandido bom, para alguns políticos, é bandido anistiado e blindado. 

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Deputados e Senadores: 

Sou um eleitor brasileiro consciente do seu voto! 

Portanto eu não autorizo: 

Anistia, impunidade, imunidade, blindagem e vista grossa. 

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Não importa o seu nível de riqueza, talento, educação ou popularidade. A maneira como você trata o outro diz tudo sobre você. 

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Namorado apaixonado falando com a recém-namorada: 

‒ Vou fazer tudo para esqueceres aquele negacionista, golpista, fascista, mau caráter e machista! 

Namorada, surpresa: 

‒ Que machista? 

Namorado, contente: 

‒ Viu como funcionou? Já o esqueceste! 

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Salvem os loucos, porque os que se dizem ser normais, estão acabando com o mundo! 

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Não vou ao enterro de golpista, porque quem enterra merda é gato! 

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A melhor parte é que um golpista não irá reduzir sua pena lendo livros. 

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Marido apanha sua mulher nua na cama com um desconhecido. 

‒ Calma, amor, eu só estava planejando te trair, não estava te traindo. 

‒ Ah, bom, sendo assim, tudo bem... 

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Datena falando com Pablo Marçal: 

‒ Conhece a velha trambiqueira? 

‒ Que velha trambiqueira? 

‒ Aquela que te bateu com a cadeira!

Toma! 

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Frase verdadeira 

Disse Jesus: “Vá e não PEC mais!” 

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Homem no confessionário: 

‒ Pequei, pequei, padre! 

Sacerdote aconselhando: 

‒ Daqui pra frente não PEC mais, meu filho!

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Pergunta uma lesma a uma amiga sua: 

‒ Então, alguma ideia para um novo pensamento? Um conceito que abale o mundo velho e traga novas esperanças ao mundo novo? 

‒ Amar ao próximo. 

‒ Mas esse conceito é meio batido, né? 

‒ Mas não foi testado ainda... 

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Do outro Lado do medo está tudo o que vale a pena.  

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Se você colocar uma joia em uma caixa de papelão, a caixa se torna um porta-joia. Se, na mesma caixa, você colocar cascas de banana, ela se torna apenas uma lixeira. Somos o que permitimos entrar na nossa vida.  

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Ser reconhecido como cristão não é falar em várias línguas e, sim, controlar ela. 

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Pequenas verdades 

● Viemos sem convite e partiremos sem aviso... no fim somos apenas visitantes do tempo, portanto, viva intensamente. 

● Você não precisa dar ouvidos aos idiotas, só porque a internet deu voz a eles. 

● Todas as mentiras revelam as verdades de quem mente. 

● Quem tem apenas aspirações individuais, jamais entenderá uma luta coletiva. 

● E há aquele momento em que você para, observa e pensa: “Mas que merda eu estou fazendo aqui?” 

● Cansei de viver em paz... Quero casar!

● A cada 10 pessoas, a metade são 5.