Devido a emissão irregular de cheques (quando ainda eles existiam), chegou-se a seguinte nomeclatura:
Balão → Por falta de fundo, fica sempre voando.
Frio → Voando alto e descoberto.
Resfriado → De tanto voar alto e descoberto.
Pedindo pista → Voando sem reservas e o portador telefonando constantemente pedindo socorro.
Peneira → A exemplo do carcará nordestino, fica voando, mas de olho fixo na conta-corrente do emitente. Cai de pique tão logo o saldo apresenta condições favoráveis.
Cometa → Emitido nas mesmas condições, mas que chega ao destino logo na segunda-feira, sem dar tempo ao emitente para a cobertura.
Borracha → Sem fundo, bate no caixa volta, na base de “cada ação corresponde a uma reação”.
Fusca → Mesmo emitido para pequenos fundos, o portador não se sente seguro.
Jamanta → Checão que chega sempre atrasado da matriz para pagamento do pessoal da filial.
P.Q.P. → Aquele pago às sextas-feiras, faltando dez minutos para fechar o banco, destinado a financiar o fim-de-semana na capital, e que, ao chegar ao caixa, no soar do gongo, é devolvido com “assinatura não confere”, mesmo com fundo.
Sequestrado → Pré-datado “na marra” e mantido como refém pelo portador, até o dia do vencimento, com o devido fundo.
Gol de falta → Consegue vencer todas as barreiras, num fim-de-semana, e ser descontado por terceiros.
Bandeja → Cai sempre bem, na mão de qualquer um.
Traveco → De fundo duvidoso.
Garota de programa → De tanto andar de mão em mão, termina perdendo o valor.
Garota magra → De bela apresentação, mas sem fundo que compense.

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