segunda-feira, 9 de junho de 2025

Tipos de cheques

 

Devido a emissão irregular de cheques (quando ainda eles existiam), chegou-se a seguinte nomeclatura: 

Balão → Por falta de fundo, fica sempre voando. 

Frio → Voando alto e descoberto. 

Resfriado → De tanto voar alto e descoberto. 

Pedindo pista → Voando sem reservas e o portador telefonando constantemente pedindo socorro. 

Peneira → A exemplo do carcará nordestino, fica voando, mas de olho fixo na conta-corrente do emitente. Cai de pique tão logo o saldo apresenta condições favoráveis. 

Cometa → Emitido nas mesmas condições, mas que chega ao destino logo na segunda-feira, sem dar tempo ao emitente para a cobertura. 

Borracha → Sem fundo, bate no caixa volta, na base de “cada ação corresponde a uma reação”. 

Fusca → Mesmo emitido para pequenos fundos, o portador não se sente seguro. 

Jamanta → Checão que chega sempre atrasado da matriz para pagamento do pessoal da filial. 

P.Q.P. → Aquele pago às sextas-feiras, faltando dez minutos para fechar o banco, destinado a financiar o fim-de-semana na capital, e que, ao chegar ao caixa, no soar do gongo, é devolvido com “assinatura não confere”, mesmo com fundo. 

Sequestrado → Pré-datado “na marra” e mantido como refém pelo portador, até o dia do vencimento, com o devido fundo. 

Gol de falta → Consegue vencer todas as barreiras, num fim-de-semana, e ser descontado por terceiros. 

Bandeja → Cai sempre bem, na mão de qualquer um. 

Traveco → De fundo duvidoso. 

Garota de programa → De tanto andar de mão em mão, termina perdendo o valor. 

Garota magra → De bela apresentação, mas sem fundo que compense.


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