domingo, 30 de novembro de 2025

Frases do diário de Millôr Fernandes

Vocês se lembram daquele tempo em que a gente dizia de brincadeirinha: “Tá com fome? Vai na rua, mata um home e come!” Pois é ‒ eles acabaram indo. 

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Atenção, pessoal da comissão de estudos contra a violência! A violência no Brasil começa nos, passa pelos, e termina nos colarinhos brancos. 

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O voto é um ato de suprema confiança. Assim como, através do voto, o povo diz que confia em tal cidadão para representar seus direitos, foi a luta anterior de muitos cidadãos que colocou na mão dos eleitores esse supremo direito.

Não vote em Judas.

Não vote em Barrabás.

Você estará crucificando o país. 

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Se votar num homem de reconhecido espírito público e perder, ainda assim estará aprimorando as instituições políticas. Se votar num canalha e vencer, estará deteriorando as instituições políticas para sempre. 

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O que é que vai desaparecer primeiro nos supermercados: O ovo ou a galinha? 

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O desespero até que é uma boa. O que eu não aguento mais é essa esperança. 

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Frases do livro “Diário de Nova República”

Volume 2

sábado, 29 de novembro de 2025

Ao Seu Jair

 Marcelo Rech

Prezado Seu Jair, tomo a licença de usar o cordial tratamento que a agente do serviço penitenciário lhe outorgou quando convocada a verificar por que sua tornozeleira eletrônica fora violada no início daquela madrugada de sábado (22.11.2025). Não me alinho ao coro dos convictos de que o senhor armava uma fuga tendo em vista que seu filho marcara uma vigília ali perto e porque estava prestes a ir para a prisão. Mas também me é difícil assimilar por que o senhor, “por curiosidade”, tentou derreter a tornozeleira com um ferro de solda. Se era para descobrir como um polímero se desmancha, bastava furar um tubo de PVC, bem mais em conta. 

De qualquer forma, sou um dos raros brasileiros que creem na versão de que o senhor teve uma alucinação motivada pela combinação de duas medicações. Não entendo por que o ceticismo sobre esta tese. Além de sua voz pastosa na conversa com a agente, seus advogados podem alegar que delírios são recorrentes na sua vida pregressa. Para sustentar a versão, eles poderiam enumerar alguns episódios em que o senhor nem estava sob efeito de remédios ‒ imagina-se agora! 

Basta recordar, por exemplo, um dos primeiros delírios que o colocaram nas manchetes, o de um alardeado plano para explodir bombas em unidades militares do Rio nos anos 1980, naquele episódio que acelerou sua passagem para a reserva. Na época, o senhor também era obcecado por enriquecer com o garimpo, lembra? A febre do ouro tanto fez sua cabeça girar que chegou a ser admoestado por um Conselho de Justificação do Exército pela fixação em ficar rico. 

Mas foi na presidência da República que todos pudemos testemunhar que alucinações eram um traço de sua personalidade. Ninguém esquecerá suas obsessões de que a urna eletrônica era fraudada, de que a cloroquina curava covid-19 e de que nada lhe aconteceria porque tinha histórico de atleta, o que levou muita gente boa a se descuidar e, por isso, não está mais aqui hoje. E o que dizer da fantasia, compartilhada por ingênuos acampados em muros de quartéis, de o “meu Exército” o manteria indefinidamente no poder, uma voz de sua cabeça ecoada por maus conselheiros? 

Aproveito para recomendar a olhar bem estes médicos que lhe atendem. Como assim eles receitaram, cada um, uma bomba farmacêutica sem perguntar se o senhor tomava outra medicação, como disseram seus advogados? Alguém se atrapalhou aí. 

Por fim, digo-lhe para evitar o desalento da cadeia. Isto é Brasil. O Lula não puxou 580 dias de prisão e está onde está de novo? Tenha paciência. Quando a poeira baixar, virá alguma anistia, uma redução de pena, ou algum ministro do STF vai lhe abrir as portas e ainda discursar contra os que o condenaram. Como mostra a Lava-Jato, isto não é delírio. 

Atenciosamente. 

(Do jornal Zero Hora, de 29.11.2025)

Definições humorísticas

 

Bígamo Þ Sujeito, cujo castigo é ter duas sogras. 

Calúnia Þ Chuva que cai sobre todos aqueles que obtêm sucesso. 

Charuto Þ Mamadeira de adulto rico e viciado. 

Chefe Þ Indivíduo que te castiga quando chegas tarde e não te elogia quando chegas cedo. 

Cofre Þ Coisa que facilita ao ladrão localizar o dinheiro. 

Contrato Þ Dois desconfiados e um escrivão assinado um documento. 

Covarde Þ Sujeito que na hora do perigo pensa com as pernas e sempre sobrevive. 

Doença Þ Saúde dos micróbios. 

Experiência Þ Nome que damos quando aprendemos com os nossos erros

Lei Þ Tela que prende as moscas e deixa escapar os gaviões. 

Mocidade Þ Doença da qual vamos nos livrando à medida que o tempo passa. 

Nervoso Þ Diz-se do rico mal-educado. 

Vaga-lume Þ Mosca a gás néon. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Adoniran Barbosa

 

Adoniran pelo cartunista Baptistão 

Seu nome verdadeiro, quer dizer, seu nome era Adoniran Barbosa, mas isso foi o que ele escolheu, sua mãe foi do contra e escolheu um outro, João Rubinato, que significa Deus é Bondoso. Ah, e ele foi! Fez com que os paulistas, tidos como sem ginga e sem graça, ganhassem o melhor sambista do país. Não só isso, ele foi marmiteiro também, tirava de sua vida e sua história material para fazer seu samba – “A matemática da vida lhe dá o que a escola deixou de ensinar: uma lógica irrefutável. Se havia fome e, na marmita, oito bolinhos, dois lhe saciariam a fome e seis a dos clientes; se quatro, um a três; se dois, um a um.” 

Sua voz rouca retratou São Paulo como nenhum outro artista conseguiu fazer. Mesmo tendo nascido em Valinhos, foi no Bexiga e no Brás que foi acolhido. Grande observador dos detalhes e fios soltos da vida, ele ria das suas amarguras e ia fundo em suas histórias. Era em suas noites no botequim, atrás de mesas de bar e filosofias tiradas do fundo de copos sujos em cantos do Brás, que ele fez sua história como compositor. 

Foram as mesas, ladeiras e o povo que o fez ser quem foi e quem ainda é pelo que deixou. Suas tragédias íntimas e épicos tirados das sarjetas e malocas da cidade fizeram dele um grande contador de histórias. Quando São Paulo está embaixo d’água por conta dos alagamentos, quem entenderia melhor a dor do paulistano do que ele, que falava do que entendia, do que vivia: Não reclama/ porque o temporal/ destruiu teu barracão/ Não reclama/ guenta a mão, João/ Com o Cebídi aconteceu coisa pior/ Não reclama/ Pois a chuva só levou a tua cama. Era só o que João tinha. Já a casa do Cebídi tava completa e foi toda levada pela enxurrada morro abaixo. Logo, João não tem tanto motivo pra reclamar da sorte. 

Adoniran sabia como era difícil para São Paulo ser grande, entendia a dor de ser arranha-céu e de ser barracão. Sampa enfim pode ser consolada através de suas letras. Ele fez a década de 50 tremer, e olha que nem era um dos tremendões. Todos se renderam aos olhos pesados e bigode galante que formavam o rosto boêmio do sambista. Quem não se renderia, até eu daria mole, se ele me desse uma aliança feita com a corda mi do seu cavaquinho – foi o que ele fez na famosa “Prova de carinho”. 

Os intelectuais o abraçaram, todos os nerds e universitários de plantão também, mas o povo para quem ele realmente cantava e dedicou à vida, esse se esqueceu dele. No fim da vida, não era tocado em rádios populares e o mercado não dava bola. 

Morreu pobre, como quase todo sambista bom morre. Lançou 3 LPs em 40 anos de carreira, tinha fãs de grande nome em seu encalço, como Elis Regina. Exatos 28 anos atrás, o mundo perdeu Rubinato, quer dizer, Adoniran, Charutinho, enfim, ele podia ser quem quisesse, ele se dava esse direito. Parada cardíaca. Uma parada para ele foi o bastante, mas espero que tenha sido de barriga cheia. Só tenho a filosofia/ Que me dá consolação/ Com a barriga assim vazia/ Sei que morrerei/ No necrotério acabaria/ Mas não será de indigestão. 

Adoniran não precisa de artigos para explicá-lo, ele mesmo sabia fazer isso, e fazia melhor do que qualquer Barbosa – Eu sou de humilde contato/ Tímido, nem sou loquaz/ Tenho espontâneo relato/ Do meu ego e o que me apraz/ Sou como sou não pedi. 

Para quem fazia piada com a Jovem Guarda, o que me restou como Barbosa foi dar esse leve sopro – Porque com eles canta a voz do povo/ E eu que já fui uma brasa/ Se assoprarem posso acende de novo.

 Texto de Michelle Horovitz

Adoniran Barbosa por Cícero

Adoniran Barbosa, nome artístico de João Rubinato, foi um compositor, cantor, comediante e ator brasileiro, autor de famosas canções como “Trem das Onze”,  “Tiro Ao Álvaro”, “Saudosa Maloca” e “Samba do Arnesto”.

Nascimento: 6 de agosto de 1910, Valinhos, São Paulo

Falecimento: 23 de novembro de 1982, São Paulo, São Paulo.  

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Mar português

 Fernando Pessoa 

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
 

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
 

******* 

Esse poema do Fernando Pessoa é uma das coisas mais lindas, emocionantes e motivadoras que eu já li ou escutei. Começa simples com o “Valeu a pena?” e em seguida a resposta: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena.” 

Uma frase muito forte e que sempre me ajuda em momentos de desamparo. Sempre que eu me vejo frustrado com os rumos de algo que realizei e me pergunto se valeu a pena passar por tudo isso, eu mesmo já falo: Tudo vale a pena se a alma não é pequena. 

Se deu errado é porque eu arrisquei, mesmo que o resultado não tenha sido o esperado, o percurso me fez amadurecer e as vezes isso é o que vale. Às vezes não era para ser mesmo ou eu vi que não era para mim e isso só foi possível porque eu tive alma e tentei. 

Enfim, não estou aqui para ser coach ou algo assim. Eu só estou compartilhando esse meu sentimento e acho que serve para mostrar como a literatura pode ser importante em nossas vidas. 

r/Livros 

Fernando Antônio Nogueira Pessoa nasceu em 13 de junho de 1888, em Lisboa,  Portugal e faleceu em 30 de novembro de 1935, na mesma capital e país. Foi poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político. No seu trabalho com a poesia, escreveu sob diversas personalidades – heterônimos, como Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro.

Uma pequena grande lição

Avô dando uma lição ao seu neto: 

‒ Tem coisas que nunca deveriam chegar às mãos de certas pessoas! 

Neto, curioso, pergunta: 

‒ Tipo ferro de solda? 

Avô, enfático, responde: 

‒ Tipo o poder! 

(Da charge de Moa, jornal Zero Hora, 25.11.2025)

Papo com vovô

 

Uma tarde, o neto conversava com seu avô sobre os acontecimentos e, de repente, perguntou:

- Quantos anos você tem, vovô? 

E o avô respondeu:

- Bem, deixa-me pensar um pouco... Nasci antes da televisão, das vacinas contra a pólio, comidas congeladas, fotocopiadora, lentes de contato e pílula anticoncepcional. Não existiam radares, cartões de crédito, raio laser nem patins on line. Não se havia inventado ar condicionado, lavadora, secadoras (as roupas simplesmente secavam ao vento). O homem nem havia chegado à lua, “gay” era uma palavra inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual. Os rapazes não usavam pircings nem tatuagens. Nasci antes do computador, duplas carreiras universitárias e terapias de grupo. Até completar 25 anos, chamava cada homem de “senhor” e cada mulher de “senhora” ou “senhorita”. Ensinaram-nos a diferenciar o bem do mal, a ser responsáveis pelos nossos atos. Acreditávamos que “comida rápida” era o que a gente comia quando estava com pressa. Ter um bom relacionamento, era dar-se bem com os primos e amigos. Tempo compartilhado, significava que a família compartilhava férias juntos. Não se conhecia telefones sem fio e muito menos celulares. Nunca havíamos ouvido falar de música estereofônica, rádios FM, Fitas cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever elétricas, calculadoras (nem as mecânicas quanto mais as portáteis). “Notebook” era um livreto de anotações. Aos relógios se davam corda a cada dia. Não existia nada digital, nem relógios nem indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas. Falando em máquinas, não existiam cafeteiras automáticas, microondas nem rádio-relógios-despertadores. Para não falar dos videocassetes, ou das filmadoras de vídeo. As fotos não eram instantâneas e nem coloridas. Havia somente em branco e preto e a revelação demorava mais de três dias. As de cores não existiam e quando apareceram, sua revelação era muito cara e demorada. Se em algo lêssemos “Made in Japan”, não se considerava de má qualidade e não existia “Made in Korea”, nem “Made in Taiwan”, nem “Made in China”. Não se havia ouvido falar de “Pizza Hut”, “McDonald's”, nem de café instantâneo. Havia casas onde se comprava coisas por 5 e 10 centavos. Os sorvetes, as passagens de ônibus e os refrigerantes, tudo custava 10 centavos. No meu tempo, “erva” era algo que se cortava e não se fumava. “Hardware” era uma ferramenta e “software” não existia. Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido para ter um filho. Agora me diga quantos anos acha que eu tenho? 

- Hiii... vovô, o senhor tem mais de 200! ‒ Falou o neto.

- Não, meu querido, tenho somente 80 anos!

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

O que já foi não é

 Mauro Marcondes e André Lacerda 

Cantam Mauro Marcondes e João Cavalcanti

Eu vim aqui para tentar te convencer.
Daí, então, você repensa.
Vou te dizer que o nosso amor é bem maior,
Não há por que a desavença.
O teu coração tá magoado
Por uma razão, um pormenor.
Vive a remoer o que é passado,
Gosta de bulir com a dor.
 

Não mexe naquilo que já caducou, tolice.
Num dia, eu lhe disse que o tempo passou, extrapolou.
É só criancice pra me maltratar, doer.
A boa lembrança é o que deve valer pro nosso bem.
Você quer teimar e ficar nessa birra, atormentar.
A vida não para, não dá pra descer, já é!
 

Eu vim aqui para tentar esclarecer,
Daí, então, você decide.
Vou te dizer que o nosso amor é bem maior,
Mas, por favor, não me revide.
Sou de procurar a paz,
De amar... em harmonia,
E depois não venha reclamar e maldizer,
Que não foi feliz no amor.
 

Não mexe naquilo que já caducou, tolice.
Num dia eu lhe disse que o tempo passou, não volta.
É só criancice pra me maltratar, doer.
A boa lembrança é o que deve valer pro nosso bem.
Você quer teimar e insistir nessa separação.
A vida não para, não dá pra descer,
E o que já foi não é.
 

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P.S.: Dando sequência à divulgação do meu mais novo álbum autoral, “O tempo e o amor”, gravamos este vídeo do samba composto por mim em parceria com o poeta e letrista André Lacerda. Faz parte do álbum que já está em todas as plataformas digitais. Contei com a participação especial do cantor e compositor João Cavalcanti. Um luxo! 

Sem maiores intenções ou meias palavras, música e letra se articulam para compor uma canção leve e marota, muito própria do espírito carioca. Espero que curtam!

Rancho das Flores

 Letra de Vinicius de Moraes 

Música da cantata: 

 “Jesus, alegria dos homens” de Johann Sebastian Bach

Entre as prendas com que a natureza
Alegrou este mundo onde há tanta tristeza,
A beleza das flores realça em primeiro lugar.
É um milagre do aroma florido,
Mais lindo que todas as graças do céu
E até mesmo do mar.

Olhem bem para a rosa,
Não há mais formosa,
É flor dos amantes,
É rosa-mulher.
Que em perfume e em nobreza
Vem antes do cravo
E do lírio e da hortência
E da dália e do bom crisântemo
E até mesmo do puro e gentil malmequer

E reparem no cravo o escravo da rosa
Que é flor mais cheirosa
De enfeite sutil
E no lírio que causa o delírio da rosa
O martírio da alma da rosa
Que é a flor mais vaidosa e mais prosa
Entre as flores do nosso Brasil

Abram alas pra dália garbosa
Da cor mais vistosa
Do grande jardim da existência das flores
Tão cheias de cores gentis
E também para a hortência inocente
A flor mais contente
No azul do seu corpo macio e feliz

Satisfeita da vida
Vem a margarida
Que é a flor preferida dos que tem paixão
E agora é a vez da papoula vermelha
A que dá tanto mel pras abelhas
E alegra este mundo tão triste
No amor que é o meu coração

E agora que temos o bom crisântemo
Seu nome cantemos em verso e em prosa
Porém que não tem a beleza da rosa

Que uma rosa não é só uma flor
Uma rosa é uma rosa, é uma rosa
É a mulher rescendendo de amor.
 

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Em “Rancho Das Flores”, Vinicius de Moraes faz uma escolha marcante ao adaptar a melodia de “Jesus, Alegria dos Homens”, de Bach, para criar uma atmosfera quase sagrada em torno do tema das flores e, especialmente, da feminilidade. A canção destaca a rosa como símbolo central, representando a mulher e o amor. A repetição do verso “uma rosa é uma rosa, é uma rosa” reforça a ideia de que a essência da rosa — e, por extensão, da mulher — é única e possui um valor próprio, que vai além da aparência ou de qualquer função decorativa. 

A letra percorre um jardim imaginário, atribuindo características humanas a diferentes flores: o cravo é “escravo da rosa”, o lírio provoca “delírio” e “martírio”, a dália é “garbosa”, a hortênsia é “inocente” e a margarida é “preferida dos que têm paixão”. Essas personificações celebram a diversidade e a beleza feminina, mas sempre retornam à rosa como o ápice, representando a mulher que “rescende de amor”. O uso dessas comparações cria uma atmosfera de exaltação da delicadeza, do amor e da importância da mulher. 

No fim, “Rancho das Flores” vai além de uma simples homenagem à natureza. A música se transforma em uma declaração de admiração à mulher, vista como fonte de beleza, perfume e amor. A repetição do verso sobre a rosa funciona como um mantra, reafirmando a singularidade e o papel central da mulher na experiência de amar e ser amado.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) foi um compositor, cravista, mestre de capela, regente, organista, professor, violinista e violista oriundo do Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha. Nascido numa família de longa tradição musical, cedo mostrou possuir talento e logo se tornou um músico completo.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Por que a maratona tem esse nome?

No nome vem da cidade de Maratona, na Grécia. Segundo uma lenda popular, o soldado Fidípides teria corrido 40 km de Maratona até Atenas para anunciar a vitória dos atenienses sobre os persas na Batalha de Maratona, em 490 a.C. Chegando lá, ele teria exclamado apenas “Vencemos” antes de cair morto de exaustão. Os registros, porém, contam uma outra história. O historiador grego Heródoto relata que Fidípides foi enviado antes da batalha até Esparta para pedir reforços, percorrendo cerca de 240 km em dois dias, e depois teria retornado a Maratona. A corrida final até Atenas não aparece nos escritos. Mas a lenda pegou: a primeira maratona olímpica, em 1896, tinha 40 km. Hoje, são 42,195 km. 

(Da revista Super Interessante, outubro de 2025) 

Sambista politicamente incorreto

 Música de Jota Canalha 

Jota Canalha é o pseudônimo de Henrique Cazes, criado para destilar humor ferino, de tom politicamente incorreto, contra chatos, ONGs e lésbicas e famílias de classe média. 

Baranga das Dez, Broto das Duas

 Quando eu entro numa festa,

Acho que só tem bagulho,

Mas depois de umas e outras,

Eu vou revirar o entulho. 

E acontece, de repente,

Algo assim que simplesmente

Não consigo nem explicar.

À medida que a manguaça vai entrando,

As mulheres vão melhorando,

Começando a se enfeitar. 

A gorda vira cheínha,

A vesga vira charmosa,

Até a bem nariguda

É feia, mas é gostosa.

Depois que a noite vai

Fica a ressaca e a cefaleia,

Que que eu tô que fazendo aqui

Com essa mocreia. 

Já acordei em cada situação

Com um chiclete de onça

Grudado no meu colchão.

Não me lembrava nem do nome

Nem de como aconteceu,

Só sei dizer que era uma calamidade.

Eu havia perdido o controle qualidade. 

*******

P.S.: Ouça essa música, na internet, na voz de Alfredo Del-Penho. 

P.S.: Outras músicas politicamente incorretas de Jota CanalhaMénage pra quem?, Mala madrinha e Samba dos chatos.

P.S.: Leia o livro “Suíte Gargalhadas – Cento e tantas histórias engraçadas sobre música e músicos”, de Henrique Cazes – José Olympio Editora.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Crimes virtuais

 Como se proteger de golpes 

Principais golpes e como evitá-los

Golpe da compra falsa 

A vítima faz a compra de um produto pela internet, realiza um Pix como pagamento e nunca recebe a encomenda. 

Como evitar: pesquise a reputação da loja, desconfie de preços muito abaixo do mercado, evite pagar via Pix em sites desconhecidos e prefira plataformas com garantia de entrega. 

Golpe do investimento 

Promessas de lucros rápidos e altos, geralmente em criptomoedas ou “negócios secretos”. 

Como evitar: verifique o CNPJ da empresa, pesquise se existem reclamações e desconfie da promessa de retornos fáceis e garantidos. 

Pagamento antecipado 

O golpista exige um valor inicial para liberar um serviço, como empréstimo ou aluguel, e desaparece após receber o pagamento via Pix. 

Como evitar: nenhuma instituição séria solicita pagamento antecipado para liberar crédito ou benefícios. 

Boletos falsos 

O golpe simula cobranças reais, mas o valor pago vai para o criminoso. 

Como evitar: evite copiar códigos de barras recebidos por WhatsApp ou e-mail. Sempre acesse o aplicativo ou site oficial da empresa. 

Falso contato 

Alguém se passa por parente, amigos ou colega pedindo dinheiro urgente. 

Como evitar: confirme a identidade em outro canal antes de transferir valores. 

Falsa autoridade 

O golpista se apresenta como funcionário do banco ou da polícia e orienta a vítima a transferir valores para “proteger a conta”.      

Como evitar: nenhum banco ou órgão oficial solicita Pix para travar golpes. 

Golpe do romance 

Criminosos criam vínculos afetivos virtuais e pedem dinheiro às vítimas. 

Como evitar: nunca envie dinheiro a pessoas que você não conhece pessoalmente. 

O que fazer caso seja vítima 

Mesmo com todos os cuidados, ainda é possível ser vítima. Nesses casos, a ação rápida é essencial. 

■ Avise seu banco imediatamente. 

■ Registre boletim de ocorrência presencialmente ou pela internet. 

■ Utilize o Mecanismo Especial de Devolução (MED) ‒ disponível em fraudes via Pix. 

■ Denuncie ao Banco Central e aos órgãos de defesa do consumidor. 

■ Guarde comprovantes e mensagens trocadas com o golpista ‒ são fundamentais para a investigação. 

Orientações de segurança 

■ Desconfie da pressa: golpistas sempre criam um senso de urgência para fazer a vítima agir logo. 

■ Pesquise antes de pagar: sempre verifique a CNPJ, a reputação e o histórico da empresa. 

■ Confirme os dados antes de transferir: no Pix, cheque, nome, CPF ou CNPJ. 

■ Evite clicar em links suspeitos recebidos por meio de mensagens. 

■ Prefira plataformas intermediárias em compras on-line. 

■ Ative alertas e defina limites de transferência no aplicativo do banco. 

■ Denuncie qualquer suspeita de golpe às autoridades policiais.

Fontes: 

Banco Central do Brasil

e Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul 

(Do jornal Zero Hora, novembro de 2025)

domingo, 23 de novembro de 2025

Juridiquês

 Um glossário no tribunal

Expressões e palavras que fazem a pompa do jargão do Direito: 

Abroquelar: Fundamentar 

Apelo extremo: Recurso extraordinário 

Areópago: Tribunal 

Autarquia ancilar: Instituto Nacional de Previdência Social 

Cártula chéquica: Folha de talão de cheques 

Com espeque no artigo: Com base no artigo 

Com fincas no artigo: Com base no artigo 

Com sucedâneo no artigo: Com base no artigo 

Consorte supérstite: Viúvo(a) 

Digesto obreiro: Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) 

Diploma provisório: Medida provisória 

Ergástulo público: Cadeia 

Estipêndio funcional: Salário 

Estribado no artigo: Com base no artigo 

Egrégio Pretório Supremo: Supremo Tribunal Federal 

Excelso Sodalício: Supremo Tribunal Federal 

Exordial: Peça ou petição inicial 

Fulcro: Fundamento 

Indigitado: Réu 

Peça incoativa: Peça ou petição inicial 

Peça increpatória: Denúncia 

Peça-ovo: Peça ou petição inicial 

Peça vestibular: Peça ou petição inicial 

Petição de intróito: Peça ou petição inicial 

Pretório Excelso: Supremo Tribunal Federal

Proeminal delatória: Denúncia 

Prologal: Peça ou petição inicial 

Remédio heroico: Mandado de segurança 

Vistor: Perito 

Parece piada 

Algumas frases pinçadas de processo: 

Þ “... desvestido de supedâneo jurídico válido o pedido feito.” 

Þ “Excelso Pretório sempre chama a si a colmatagem e superação das lacunas, omissões e imperfeições da norma fundamental.” 

Þ “Indefiro a liminar porque sem ela a segurança não será ineficaz.” 

Þ “Com tal proceder, tisnou várias regras insculpidas no caderno repressor.” 

Þ “O alcândor Conselho Especial de Justiça, na sua apostura irrepreensível, foi correto e acendrado em seu decisório. É certo que o Ministério Público tem seu lambel largo no exercício do poder de denunciar. Mas nenhum labéu o levaria a pouso cinéreo se houvesse acolitado o pronunciamento absolutório dos nobres alvarizes de primeira instância.” 

Tradução simultânea 

Dois exemplos de texto jurídicos genuínos – na versão original,

Em juridiquês e em seguida simplificados.

O primeiro pela professora Hélide Santos Campos, da UNIP-Sorocaba;

O segundo pelo advogado Sabatini Giampietro Netto. 

“V. Exª, data maxima venia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.” 

Tradução: 

“V. Exª não observou devidamente a doutrina e a jurisprudência citadas na inicial, que caracterizam, claramente, o dano sofrido.” 

§ § § § § 

“Com espia no referido precedente, plenamente afincado, de modo consuetudinário, por entendimento tumário iterativo e remansoso, e com amplo supedâneo na Carta Política, que não preceitua garantia ao contencioso nem absoluta nem limitada, padecendo ao revés dos temperamentos constritores limados pela dicção do legislador infraconstitucional, resulta de meridiana clareza, tornando despicienda maior peroração que o apelo a este Pretório se compadece do imperioso prequestionamento da matéria abojada na insurgência, tal entendido como expressamente abordado no Acórdão guerreado, sem o que estéril se mostra a irresignação, inviabilizada ab ovo por carecer de pressuposto essencial ao desabrochar da operação cognitiva.” 

Tradução: 

“Um recurso, para ser recebido pelos tribunais superiores, deve abordar matéria explicitamente tocada pelo tribunal inferior ao julgar a causa. Isso não ocorrendo, será pura e simplesmente rejeitado, sem exame do mérito da questão.” 

(Da Revista Língua Portuguesa - n° 2 – Editora Segmento)


sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Curiosidades numéricas

 

Os Três Reis Magos: 

O árabe Baltazar: trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.

O indiano Belchior: trazia ouro, significando a sua realeza.

O etíope Gaspar: trazia mirra, significando a sua humanidade. 

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:

1 - As Pirâmides do Egito
2 - Os Jardins Suspensos da Babilônia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso
4 - A Estátua de Zeus
5 - O Templo de Artemisa
6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria.

As 7 Notas Musicais: 

A origem é uma homenagem a São João Batista, com seu hino:

Ut queant laxis (dó): Para que possam
Resonare fibris: Ressoar as
Mira gestorum: Maravilhas de teus feitos
Famulli tuorum: Com largos cantos
Solve polluit: Apaga os erros
Labii reatum: Dos lábios manchados
Por Sancti Ioannis: Por São João 

Os Sete Pecados Capitais 

Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo. 

Gula
Avareza
Soberba
Luxúria
Preguiça
Ira
Inveja 

As Sete Virtudes

(para combater os pecados capitais) 

Temperança (gula)
Generosidade (avareza)
Humildade (soberba)
Castidade (luxúria)
Disciplina (preguiça)
Paciência (ira)
Caridade (inveja)

Os Sete dias da Semana e os Planetas

Os dias, nos demais idiomas - com exceção da língua portuguesa, mantém os nomes dos sete corpos celestes conhecidos desde os babilônio: 

Domingo - dia do Sol

Segunda - dia da Lua

Terça - dia de Marte

Quarta - dia de Mercúrio

Quinta - dia de Júpiter

Sexta - dia de Vênus

Sábado - dia de Saturno 

As Sete Cores do Arco-Íris:

Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris do olho.

Vermelho
Laranja
Amarelo
Verde
Azul
Anil
Violeta

Os Dez Mandamentos: 

1º   - Amar a Deus sobre todas as coisas
2º   - Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º   - Guardar os sábados
4º   - Honrar pai e mãe
5º   - Não matar
6º   - Não pecar contra a castidade
7º   - Não furtar
8º   - Não levantar falso testemunho
9º   - Não desejar a mulher do próximo
10º - Não cobiçar as coisas alheias 

Os Doze Meses do Ano:

Janeiro: homenagem ao Deus Janus, protetor dos lares;

Fevereiro: mês do festival de Februália (purificação dos pecados), em Roma;

Março: em homenagem a Marte, deus guerreiro;

Abril: derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;

Maio: acredita-se que se origine de maia, deusa do crescimento das plantas;

Junho: mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;

Julho: No primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;

Agosto: Inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto;

Setembro: era o sétimo mês. Vem do latim septem;

Outubro: Na contagem dos romanos, era o oitavo mês;

Novembro: Vem do latim novem (nove);

Dezembro: era o décimo mês 

Os Doze Apóstolos:

 1 - Simão Pedro
 2 - Tiago (o maior)
 3 - João
 4 - Filipe
 5 - Bartolomeu
 6 - Mateus
 7 - Tiago (o menor)
 8 - Simão
 9 - Judas Tadeu
10 - Judas Iscariotes
11 - André
12 - Tomé. 

Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar.

Os Doze Profetas do Antigo Testamento: 

 1 - Isaías
 2 - Jeremias
 3 - Jonas
 4 - Naum
 5 - Baruque
 6 - Ezequiel
 7 - Daniel
 8 - Oséias
 9 - Joel
10 - Abdias
11 - Habacuque
12 - Amos 

Os Quatro Evangelistas e a Esfinge: 

Lucas (representado pelo touro)
Marcos (representado pelo leão)
João (representado pela águia)
Mateus (representado pelo anjo) 

Os 4 elementos e os Signos: 

Terra (Touro - Virgem - Capricórnio)

Água (Câncer - Escorpião - Peixes)

Fogo  (Áries - Leão - Sagitário)

Ar      (Gêmeos - Balança - Aquário)

Cada elemento representa um conjunto de características e temperamentos que influenciam a personalidade e a forma como cada pessoa se relaciona com o mundo.

As 9 Musas da Mitologia Grega 

(a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes) 

1 – Urânia (astronomia)

2 – Tália (comédia)

3 – Calíope (eloquência e epopeia)

4 – Polímnia (retórica)

5 – Euterpe (música e poesia lírica)

6 – Clio (história)

7 – Érato (poesia de amor)

8 ‒ Terpsícore (dança)

9 ‒ Melpômene (tragédia)  

Os Sete Sábios da Grécia Antiga: 

1 – Sólon

2 – Pítaco

3 – Quílon

4 – Tales de Mileto

5 – Cleóbulo

6 – Bias

7 – Periandro 

Os Dez Números Arábicos

Os símbolos tem a ver com os ângulos:
o 0 não tem ângulos
o número 1 tem 1 ângulo
o número 2 tem 2 ângulos
o número 3 tem 3 ângulos
etc... 

Aniversários de Casamento:

  1 ano   - Bodas de Algodão
  2 anos - Bodas de Papel
  3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
  4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
  5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda 
45 anos - Bodas de Platina ou Safira 
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira 
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho 

Os Sete Anões: 

Dunga
Zangado
Atchin
Soneca
Mestre
Dengoso
Feliz 

Olhos coloridos

 

A música “Olhos Coloridos” foi composta pelo compositor Macau em 1974, após ele sofrer racismo policial e ser preso injustamente. Chorando diante do mar, fez a letra que virou símbolo de resistência negra. Em 1982, Sandra de Sá eternizou a música e a transformou em um hino da consciência de uma raça. 

Olhos Coloridos 

Macau 

Os meus olhos coloridos

Me fazem refletir.

Eu estou sempre na minha

E não posso mais fugir. 

Meu cabelo enrolado

Todos querem imitar.

Tá todo mundo baratinado.

Também querem enrolar. 

Você ri da minha roupa,

Você ri do meu cabelo,

Você ri da minha pele,

Você ri do meu sorriso. 

A verdade é que você

Tem sangue crioulo,

Tem cabelo duro,

Sarará crioulo.

Macau, nome artístico de Osvaldo Rui da Costa (Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1952), é um instrumentista, cantor e compositor brasileiro. 

Fez parte da banda “Paulo Bagunça e a Tropa Maldita”, foi nessa banda que ele começou sua carreira artística. Lançou em 2011, seu primeiro CD Macau, do Jeito Que Sua Alma Entende pelos selos Warner Chappell e Warner Music Digital. É o autor da música “Olhos Coloridos”, cantada na voz de Sandra de Sá

As COPes e as desculpas

 

Médico falando com o Globo Terrestre na COP28: 

‒ Lamento! Mandaram o remédio, mas a seringa não... 

O mesmo médico na COP29: 

‒ Lamento! Mandaram a seringa, mas o remédio não... 

Agora é o Globo Terrestre que pergunta ao médico na COP30: 

‒ Qual é a desculpa agora? 

O médico responde: 

‒ Não mandaram a desculpa ainda... 

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De uma charge do caricaturista Moa, no jornal Zero Hora,

de 31.11.2025