sábado, 31 de outubro de 2020

São coisas simples que, ao menos,

 nos fazem rir por um momento e servem para distrair...

VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA. VACA...

                                         Já sei 4 coisas sobre ti:

1) Não leste nem a metade das “VACA”;

2) Não se deste conta de que uma delas está escrita com “B” (de bola);

3) Voltaste atrás para verificar qual estava com “B” e se deste conta de que era mentira;

4) Tens um lado do rosto com cara de raiva e o outro com cara de riso, porque te enganei...

              E isto me leva a saber outras 11 coisas sobre ti:

01) Estás lendo isto.

02) És humano.

03) Não podes dizer “B” sem separar os lábios.

04) Acabas de tentar.

06) Segues lendo.

07) Estás rindo de ti mesmo.

08) Estavas tão ocupado(a) rindo que saltaste a 5ª questão sem se dar conta.

09) Voltaste para ver se havia uma 5ª questão.

10) Acabas de rir novamente.

11) Estás pensando de quem vais encher o saco com isto...

 

O Tempo

 Miguel M Abrahão

Há um juiz chamado Tempo que coloca tudo em seu devido lugar, sem exceção.

Cada rei em seu trono, cada palhaço no seu circo e cada fantasma em seu castelo. Cada um receberá o que semeou...

Tudo o que se pensa voltará para você, mesmo que, em alguns casos, isso leve um bom Tempo para acontecer. Mas, no final, essa verdade prevalece e floresce sobre a lama.

Você precisa apenas ter paciência...

Todo nosso ser gera um tipo de linguagem, e isso tem um impacto em todos que nos rodeiam.

Afinal, somos livres para fazermos o que quisermos, mas ninguém poderá se livrar das consequências futuras, porque, mais cedo ou mais tarde, esse juiz, “o Tempo”, dará razão para os que as têm...

Por isso, faça com que seus atos digam mais do que suas palavras; que sua a responsabilidade seja um reflexo da sua essência, e que consiga lutar para, depois, os pensamentos nunca duvidarem da capacidade do Tempo de oferecer o que você merece, porque mesmo que não acredite nisso, o Tempo é um juiz muito sábio! Jamais dará sua sentença de imediato. Mas Ele sempre dará razão à pessoa certa...

Ele é tão sábio que apenas não o julgará pelos seus atos, mas também o ensinará grande lições que a tristeza passa e que nada dura pra sempre.

Ele ensinará que a experiência que você adquire com o passar do Tempo, irá ajudá-lo a amadurecer e crescer...

Mostrará que os amigos de verdade se contam nas linhas das mãos e, apenas, dessa forma o Tempo é um professor cruel! 

Primeiro ele o aplica a prova e depois lhe ensinar a lição...

Ele o mostra quem vale ou não a pena; quem realmente se importa e quem jamais deixou de se importar. Quem acredita em você e quem nunca acreditou.

Valorize, pois, quem permaneceu ao seu lado nas dificuldades, pois principalmente, naqueles momentos mais difíceis. Afinal, nos bons momentos qualquer um poderia ter estado ao seu lado; porém, os que ficaram em ambas as situações são os verdadeiros amigos...

Não perca Tempo atrás de pessoas que não o valorizam e lembre-se sempre de que o Tempo acaba um dia, Ele é um recurso valioso para durar eternamente...

Então aproveite a ocasião que se apresenta a você, sem se importar o quão pequena ela seja, mas não deixe que as oportunidades perdidas te atormentem nos anais do Tempo.

E lembre-se! Dê tempo ao tempo! Às vezes, as coisas não acontecem como desejamos, mas acontecem como o Tempo deseja...

                                                   *****

Miguel M. Abrahão é escritor, dramaturgo e professor de História em colégios particulares e cursos pré-vestibulares do Rio de Janeiro. Possui em seu currículo extensa obra publicada por diversas editoras, facilmente encontrada em sebos ou livrarias, abordando diversos gêneros: romances, infanto-juvenis, teatro e obras científicas na área de História.

Muitas de suas peças já foram levadas aos palcos e continuam a ser encenadas por companhias teatrais de todo o país.


sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Cibernética em administração

 (Alteração da informação)


1. O Presidente para o Diretor:

Amanhã, às 9 horas, terá lugar um eclipse do sol. Trata-se de um acontecimento que não se pode ver todos os dias. Por favor, reúna todo o pessoal, em traje de passeio. Se chover, não poderemos observar esse acontecimento. O pessoal deverá reunir-se, então, no refeitório.

2. O Diretor para o Gerente-Geral:

Por ordem do Presidente da Diretoria, terá lugar amanhã às 9 horas, um eclipse do sol. Se chover, não nos será possível observá-lo em traje de passeio no pátio da fábrica. Nesse caso efetuaremos o desaparecimento do sol no refeitório. É, pois, um acontecimento que não se pode ver todos os dias.

3. O Gerente-Geral para o Gerente de Departamento:

Por ordem da Diretoria, será efetuado às 9 horas, em traje de passeio, o desaparecimento do sol no refeitório. A Diretoria dará as disposições se deverá chover. É, pois, um acontecimento que só se pode observar em dias de eclipse.

4. O Gerente de Departamento para o Chefe de Setor:

Se amanhã chover no refeitório, um fato que não se vê todos os dias, desaparecerá a nossa Diretoria, em traje de passeio, às 9 horas no pátio da fábrica.

5. O Chefe de Setor para o Pessoal:

Amanhã, às 9 horas, deverá desaparecer toda a nossa Diretoria. Lamentamos que isso só ocorra em dias de eclipse do sol no refeitório.

(O texto acima, de autor desconhecido, circula pelas mesas de dirigentes e revela o “fenômeno” da comunicação.)

  

Mistério

Max Nunes


Cena: biblioteca de filme policial inglês. Tarde da noite. Senhor de cachimbo, em sua cadeira giratória, livro na mão, sem prestar atenção ao que a criada vem-lhe dizer.

Criada (absolutamente calma): Patrão, tem um morto dentro da geladeira.

Senhor: O quê?

Criada: Tem um morto dentro da geladeira.

Senhor: Alguém deixou a porta da geladeira aberta e ele entrou.

Criada: Patrão, o senhor ouviu o que eu disse? Tem um morto dentro da geladeira.

Senhor: Outro?

Criada: É o mesmo, patrão. O que é que eu faço?

Senhor: Com o quê?

Criada: Com o morto que está dentro da geladeira.

Senhor: Deixa lá. Com o calor que está fazendo, tirando de lá, estraga.

Criada: O senhor não quer que eu chame a polícia?

Senhor: Polícia? Pra quê?

Criada: Tem um morto dentro da geladeira.

Senhor: Outro?

Criada: É o mesmo, patrão. O que é que o senhor quer que eu faça?

Senhor: Eu estou com um pouco de fome. Faça só um franguinho na manteiga.

Criada: Franguinho? Onde é que eu vou arranjar frango a esta hora, patrão?

Senhor: Tem um morto dentro da geladeira.


As pessoas

 

→ Há pessoas que dão tudo de si. Dessas eu não quero nada.

→ Há pessoas que se apaixonam umas pelas outras. São em número bem menor do que aquelas que se apaixonam por si mesmas.

→ Há pessoas que são capazes de tudo por um orgasmo. Algumas até copulam.

→ Há pessoas que acham que quem trabalha de graça é relógio. Nem se dão conta do preço das pilhas dos modelos digitais e do custo de consertos dos mecanismos à corda.

→ Há pessoas que realmente fazem o bem sem olhar a quem. Desde que estejam sendo vistas neste ato.

→ Há pessoas que têm tudo para fazerem felizes os seus semelhantes. Mas sempre demoram muito a morrer.

→ Há pessoas que pegam o trem andando, o bonde errado ou embarcam em canoa furada. Geralmente se tornam secretários ou ministros dos transportes.

→ Há pessoas que passam dos limites. Dentro do possível.

→ Há pessoas que não têm nada a esconder e outras que nada têm a mostrar. Assim mesmo são exibicionistas.

→ Há pessoas que lutam por um mundo melhor. O delas.

→ Há pessoas que não temem nem a fúria dos deuses. Aliás, dão graças a Deus por este destemor.

→ Há pessoas que apostam tudo no futuro. Ainda bem que o Jockey Clube aceita pules antecipadas.

→ Há pessoas que põem a liberdade acima de qualquer coisa. E há as que não conseguem pular o muro da penitenciária.

→ Há pessoas que só dão mancadas. Sem coxear.

→ Há pessoas que sonham com dias melhores. Mereciam calendários melhor ilustrados e mais bem impressos.

→ Há pessoas que acreditam em tudo. Por isso são desacreditadas.

(Fraga e as pessoas – coluna do Luís Fernando Veríssimo – ZH de 10.12.81)


quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Papo de homens

 

Diálogo entre Homem que bebe e Homem que não bebe, ou abstêmio, dando esporro em bebum... (qualquer semelhança é pura e real semelhança):

Homem 1: − Você bebe?

Homem 2: - Sim.

Homem 1: - Quanto por dia?

Homem 2: - Três doses de uísque

Homem 1: - Quanto paga pela dose de uísque?

Homem 2: - Cerca de R$ 10,00

Homem 1: - Há quanto tempo você bebe?

Homem 2: - Há vinte anos...

Homem 1: - Uma dose de uísque custa R$ 10,00 e você bebe três por dia = R$ 900,00 por mês = R$ 10.800,00 por ano, certo?

Homem 2: - Correto.

Homem 1: - Se em um ano você gasta R$ 10.800,00, sem contar a inflação em 20 anos você gastou R$ 216.000,00, certo?

Homem 2: - Correto.

Homem 1: - Você sabia que com esse dinheiro aplicado e corrigido com juros compostos durante 20 anos você poderia comprar uma Ferrari?

Homem 2: - Você bebe?

Homem 1: - Não!

Homem 2: - Então... cadê a porra da sua Ferrari?



O vendedor de cartuchos

 

Plec! Plec!

Plec! Plec!

Plec!Plec!

Final de uma tarde outono, quando o ar é claro e limpo e os raios do sol que já se inclina para o poente, faz brilhar e rebrilhar somente um dos lados faz folhas das árvores que se recortam nítidas, uma por uma, em arrabalde distante no final da década de 50.

O menino rechonchudo, que brinca no pátio de uma das casinhas gêmeas da vila, levanta a cabeça de cabelos muito curtos, apenas um chumaço mais comprido no alto da testa, e escuta, escuta de novo e sai correndo.

- Ah! Compra, mãe... Compra! Ah! Compra.

- Sossega, menino! Tenho mais o que fazer.

- Ah! Mãe...

- Tá bom, tá bom! Vamos lá.

Ajeitando os cabelos, ela passa a mão na niqueleira e caminha na direção do portão do jardim com o pequeno saltando em volta dela.

- Moço! Moço! Vem cá.

O homem pobre, de roupas remendadas, chinelos tortos, com um boné de abas laterais enterrado até as orelhas, se vira devagar e volta. No ombro traz pendurado por uma tira de couro uma lata grande, cilíndrica, já escura por muito tempo de uso. Muito bem tampada. Na outra mão carrega um pedaço de tábua, retangular, que tem uma fenda em uma das extremidades por onde passam os dedos. A tábua é lisa e lustrosa, como se tivesse sido encerada pelas mãos que a tocam há tantos anos. No meio da tábua, na vertical, um semicírculo de arame grosso, com as duas pontas dobradas para fora; estas pontas foram engatadas em laçadas feitas por dois pregos entortados.

Quando vendedor gira a mão pra um lado e para outro este arame se move e bate de um lado e do outro da matraca produzindo o som característico que todas as crianças reconheciam: lá vem o vendedor de cartuchos!

Plec! Plec!

Plec! Plec!

Plec! Plec!

- Quanto é que está?

- Trinta centavos cada um. Mas quatro por um cruzeiro.

- Então me dê quatro.

O homem coloca o latão no chão, abre a tampa e libera o cheirinho daquela maravilha encantada. Os dedos grossos, nodosos se movem com delicadeza litúrgica para pinçar os frágeis cones de uma massa fininha, assada, ordenados uns dentro dos outros.

Entrega o pedido à senhora, que recebe também com gestos de cuidado extremo. Puxa um dos cartuchos e o alcança para o menino, que tudo acompanhou e que recebe a dádiva com veneração, como se fosse hóstia consagrada. Quebra um pedaço e coloca na boca já cheia de saliva. Que gosto divino! Ao mesmo tempo crocante e se dissolve docemente entre a língua e o céu da boca.

O homem fecha a lata com cuidado para evitar qualquer umidade; com gesto certeiro joga-a de novo sobre o ombro, recebe seu cruzeiro e vai descendo a rua, até que ele e seu “plec! plec!” desapareçam.

Maria Teresa Custódia, em 

“A Descoberta da Cidade – Memória de Porto Alegre”

Imagens da internet.


If (Se)

                                                   Sérgio Porto

Se você gosta de ver um homem surrando outro, fazendo-o sangrar, procurando reduzi-lo a inconsciência ou à perda dos sentidos...

Se você é um daqueles que pagou para ver seu semelhante derrotado pela força, já semicego de contusões e sangue, esparramar seu corpo inerte e suado sobre a lona...

Se você já viu um boxeador (ou lutador) assassinar o seu adversário no ringue (ou octógono), com as imunidades irrestritas concedidas pela chamada nobre arte...

Se você também chama o boxe (ou MMA) de nobre arte...

Se você se recordar que Emile Griffith* poderia ter parado de socar o crânio de Kid Paret, quando este já estava incapacitado para defender-se, que mesmo assim teria ganhado a luta...

Se você pensar que Emile Griffith, como tantos outros, cometeu um perfeito e impunível crime esportivo...

Se você teve ocasião de ver as radiografias de cérebro dos famosos pugilistas reproduzidas por um semanário norte-americano, frangalhos de homens sem memória ao menos para recordar em que luta perderam o melhor do seu ser...

Se você um dia tivesse em suas mãos lista completa dos mortos e inutilizados pelas luvas de couro e de crina...

Se você acha justo que dois homens, para divertimento de uns e enriquecimento de outros, se destruam reciprocamente, buscando o massacre mútuo, por uma medalha (ou cinturão) que não foi cunhada com o ouro que realça a verdadeira nobreza do esporte...

Se você já pôde comprar a aparência de certos rapazes quando se iniciaram no boxe com a aparência de agora, muitos anos depois, quando têm a cartilagem do nariz destruída, os olhos semifechados pela saliência dos zigomas e pelo rebaixamento da fronte, as grossas orelhas arroxeadas de equimoses indeléveis...

 Se você já teve oportunidade de meditar sobre tudo isso e, depois, ainda gosta de boxe...

 Você é uma besta, meu filho!

                                                      *****

*Emile Griffith matou Benny Paret (foto abaixo) numa luta de boxe em 1962.


Bichos famosos

 

Bucéfalo era o cavalo de Alexandre, o Grande, rei da pequena Macedônia. Alexandre foi o homem mais poderoso do mundo no século IV a.C. Conduzindo 40 mil homens e 5 mil cavaleiros, Alexandre e Bucéfalo ("cabeça de boi" em grego) conquistaram todas as terras que encontraram da Grécia até a Índia.

Carlos Átila é o gato de estimação da Velhinha de Taubaté, personagem criado por Luís Fernando Veríssimo. O porta-voz do presidente João Figueiredo, Carlos Átila, inspirou o nome do bichano. A Velhinha passa o dia inteiro na frente da TV e acredita em tudo: nos comerciais, nos noticiários e em notas de esclarecimento. É a única pessoa que acredita no governo.

Incitatus era o cavalo de Calígula, apelido de Caio César Germânico, o terceiro imperador romano. Calígula perseguiu os senadores ricos e ficou famoso por ter nomeado o quadrúpede como cônsul.

Marquês de Rabicó: O brasileiro Monteiro Lobato (1882-1948) criou o Sítio do Pica-Pau Amarelo em 1921. Um de seus personagens inesquecíveis é o porquinho Marquês de Rabicó. Outro bicho que conquistou a simpatia da garotada foi o rinoceronte Quindim.

Moby Dick: Escrito em 1851, o livro Moby Dick, do americano Herman Melville, mostra a luta entre Ahab, capitão da baleeira Pequod, e a imensa baleia branca Moby Dick. Ahab perde a perna num confronto com a baleia e anos depois, ele parte em busca de vingança.

Pedro e o lobo: O russo Sierguei Prokófiev usou instrumentos da orquestra para representar cada um dos personagens. Conta a história do menino Pedro (quarteto de cordas), que, desobedecendo a seu avô (fagote), resolve capturar.

Pégaso: O herói grego Perseu cortou com uma foice a cabeça de Medusa, um monstro terrível, com cobras no cabelo e um olhar que transformava as pessoas em pedra. Quando isso aconteceu, Pégaso, o cavalo com asas, saltou de dentro do corpo dela. Depois Pégaso se tornou a montaria de outro herói, Belerofonte. um perigoso lobo com a ajuda de amigos animais - o passarinho Sacha (flauta), a pata Sonia (oboé) e o gato Ivan (clarinete).

Quincas Borba: O filósofo Quincas Borba deixa todos os bens para um professor mineiro, Rubião, com a condição de que ele tome conta de seu cachorro, também chamado Quincas Borba. O livro, cujo título é Quincas Borba, foi escrito em 1891 por Machado de Assis (1839-1908).

Totó: O cachorrinho Terry fez o papel de Totó, o animal de estimação da menina Dorothy (Judy Garland), no clássico O mágico de Oz, em 1939. Pelo trabalho, ele recebeu 125 dólares por semana. Foi o cachê mais baixo da equipe.

 

Dez maneiras inteligentes de dizer não sei...

 

01. Desconheço o termo (ou o assunto) em questão.

02. Ignoro o paradeiro dessa pessoa em particular.

03. Não tenho uma resposta apropriada para isso.

04. Poderia instruir-me no aspecto que acaba de mencionar?

05. Meus conhecimentos não abrangem essa determinada área.

06. Ignoro o fim ou meta de tal processo.

07. Nunca tive a vontade de conhecer esse lugar.

08. Este aspecto é totalmente alheio a minha pessoa.

09. Isso é algo que eu gostaria de saber tanto quanto você.

10. Para falar a verdade, fico até envergonhado de falar algo na frente de quem entende tanto assim do assunto.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

100 Identidade

 

A esta altura da vida já ando tão confuso

que não mais sei quem sou!

 Vejam só:

Na ficha do médico, sou Paciente.

No restaurante, sou Cliente.

No armazém, sou Freguês.

Quando alugo uma casa, sou um Inquilino.

Se processo alguém, sou Autor.

Se respondo a processo, sou Réu.

Na condução, sou Passageiro.

Nos correios se envio carta, sou Remetente.

Nos correios se recebo carta, sou Destinatário.

No supermercado, sou Consumidor.

Para a receita Federal, sou Contribuinte.

Se vendo algo importado, sou Contrabandista.

Se revendo algo sem nota fiscal, sou Muambeiro.

Carnê com o prazo vencido, sou Inadimplente.

Se não pago imposto, sou Sonegador.

Para votar, sou Eleitor.

Mas em comícios, sou Massa.

Em viagens se tenho dinheiro, sou Turista.

Em viagens se não tenho dinheiro, sou Clandestino.

Na rua caminhando, sou Pedestre.

Se sou atropelado, sou Acidentado.

No hospital, sou Paciente.

Nos jornais viro, sou Vítima.

Se compro um livro, sou Leitor.

Se ouço rádio, sou Ouvinte.

Na igreja, sou Irmão, Fiel ou Devoto.

Na cidade, sou cidadão.

Para o Ibope, sou Espectador

Para apresentador de televisão, sou Telespectador

No campo de futebol, sou Torcedor.

Agora, já até virei Galera.

E, quando morrer,

uns dirão que sou Finado;              

outros, que sou, Defunto.

Para outros, fui Extinto;

para o povão, serei Presunto.

Para os ufólogos, serei Abduzido;

para os católicos, que fiz a Passagem.

Para os espíritas, serei Desencarnado;

para os evangélicos, fui Arrebatado.

E para qualquer governo,

de qualquer partido,

sou simplesmente um Palhaço.



O rabino e o solteirão

 

Sexta-feira, à noite, na Sinagoga, durante todo o serviço, o rabino vê lá no fundo um homem com a cabeça entre as mãos todo o tempo. Após o serviço, ele vai até o homem e pergunta:

- Efraim, o que há com você?

- Rebe, não aguento mais. Tenho 29 anos e minha mãe não gosta de nenhuma moça que levo lá em casa. Não sei mais o que fazer.

- Efraim, é simples. Tente encontrar uma moça que pense como tua mãe, que fale como tua mãe, que se vista como tua mãe... Aí ela vai aceitá-la.

- Rebe, você é um gênio! Vou fazer isso.

Um mês depois, sexta-feira, à noite, o rabino vê Efraim lá no fundo, a cabeça entre as mãos durante todo o serviço.

- Efraim, o que há agora?

- Rebe, fiz exatamente o que o senhor sugeriu. Levei em casa uma moça que fala como minha mãe, pensa como ela, se veste como ela. Até cozinha como ela!

- E... não deu certo?

- Não, meu pai não gostou dela...


segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Acredite se quiser:

 

Histórias fantásticas

Há um PM de uma cidade da região sudeste do Brasil que, segundo consta, nunca recebeu propina.

Há um deputado federal que nunca faltou a uma sessão. Ele chega sempre no horário, toma um cafezinho, lê o seu jornal e vai embora.

Há um cidadão na cidade de Catimbó, no Ceará, que há dias não consegue dormir, mas à noite ele dorme tranquilamente.

Há em uma cidade do Norte, Cruz das Almas Penadas, um cidadão que possui as maiores orelhas do mundo. Mas, apesar disso, ele é completamente surdo.

O homem que possui os maiores testículos do Brasil, mora no interior do Maranhão. Ele nunca se casou. Perguntado por quê, ele respondeu: “Não tenho saco pra isso.”

Há um anão de Alagoas que foi considerado o menor gigante do mundo.

Há, em Brasília, um político que foi considerado o mais honesto do Congresso Nacional. Tentamos encontrá-lo, mas ninguém sabe o seu nome, seu partido e nem onde mora.

Há uma lei em Catimbó, cidade do interior do Ceará, que protege os gatos pingados, pois sabemos que eles são apenas meia dúzia.

Numa favela do Rio de Janeiro, foi encontrado um estranho cachorro que nunca ladrou, só morde as pessoas que passam pela rua onde ele mora.

Numa vila de pescadores no litoral capixaba, todos os jovens só tocam instrumento de percussão. O único que toca um instrumento de corda é o garoto que toca o sino da igreja.

Belarmino Costa é o sujeito que mais rodou em exames em toda a sua vida. Ele rodou até em exame de fezes...

A cidade mais pobre do mundo é uma cidade chamada Urubuquaquá, no interior de Minas Gerais. Ela é composta de 50.000 casebres e duas edificações luxuosas: A Igreja Universal e a casa do Bispo.

O milionário paulista, Ambrosino Filgueiras, perdeu na roleta, durante a sua vida, cinco apartamentos, dez casas, doze carros e mais de um milhão de reais. Para provar que nunca acertava nada, tentou a roleta russa. Deu sorte na primeira tentativa...

Um louco catarinense, que sempre sonhou em ser paraquedista militar e que nunca passou no exame preventivo para alunos excepcionais do Mobral, quis provar que poderia saltar da torre da igreja de sua cidade usando apenas um guarda-chuva. Sua teoria estava certa: o guarda-chuva chegou intacto ao solo, mas ele ficou completamente arrebentado.

A história mais incrível, que poderia passar por mentira, foi narrada pela loura Ingrid Von Rustentolf. Ela estava nua na sua cama, quando um passarinho aleijado entrou pela sua janela. Ela cuidou do passarinho, alimentou-o e o colocou no seu leito. No outro dia, ao acordar, sua mãe percebeu que havia um Fuzileiro Naval no quarto da moça, nu e abraçado à sua filha. Foi esse milagre de transformação que a Ingrid contou para sua progenitora, que, parece, não acreditou muito...

O descendente de italiano José Bostta, não gostando do seu nome, resolveu ir a um cartório para mudá-lo para João Bostta.

Francisco da Silva, mais conhecido como Chiquinho das Candongas, malandro carioca morador na favela do Rato Molhado, estava num boteco da Praça Mauá, quando um marinheiro alemão, de 1,90 m de altura e 150 quilos, começou ofender e bater nos outros marujos que estavam no bar. Apanhou um inglês fortíssimo, um turco de boa estatura, um polaco avantajado. Só não bateu nuns argentinos porque eles saíram correndo. Chiquinho observava tudo impassível, palitando os dentes. Quando percebeu que não havia mais marinheiros para apanhar, Francisco achou que já era demais. Levantou-se da cadeira, fez o sinal da cruz, beijou sua guia do caboclo Tranca-Rua, fez um aquecimento de capoeirista, e foi pra cima do alemão, vestindo sua camisa do Flamengo. Não deu outra. O alemão acertou-lhe um murro nas fuças do Chiquinho, que caiu em cima de uma mesa de mármore, quebrado-a ao meio. No caminho para o hospital, Chiquinho saiu chamando urubu de meu louro e perguntava aos enfermeiros: “Anotaram a placa do caminhão que me atropelou?”.

Segundo pesquisas feitas por uma Universidade Federal, 10% das moças que frequentam baladas e festas de jogadores de futebol são virgens. Há muitas de capricórnio, câncer, sagitário...

Numa cidade no interior de Sergipe, cachorro fez mal a uma moça da cidade. Tal fato aconteceu quando ela foi numa lanchonete e comeu um cachorro-quente estragado...

Estará no próximo Guinnes: O maior bloco carnavalesco do Rio de Janeiro, composto pela juventude alegre da cidade, é o “Toco cru pegando fogo”. Esse bloco é contra as queimadas de árvores na Amazônia.

No meio artístico brasileiro, comenta-se que famoso ator, que já foi gay assumido, teria se convertido a machão. Mas parece que tal fato é mais uma lenda urbana.

Ex-torturador, que apanhou muito numa tentativa de assalto na Lapa, teria feito a seguinte constatação: “Não é que porrada dói mesmo!”.

Foi constatado que o Flamengo é clube brasileiro que possui mais títulos... protestados. São mais de cinco mil.

Os gaúchos são os únicos brasileiros que não têm time no Rio, pois todos torciam para o América.

No Brasil, pasmem, ainda há gente que acredita em Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa e no Presidente...

Na Bahia, segundo pesquisa feita pela UFB, estão as pessoas mais rápidas do mundo... a pegar no sono.

A Associação dos Alcoólicos Anônimos esclarece: Há bêbados que bebem o dia todo, e há bêbados que bebem todo o dia.

 

Português é fácil?

 

Classes Gramaticais

Você lembra quantas são as classes gramaticais e como se dividem? A quantidade é fácil, são 10 ao todo, podendo ser variáveis e invariáveis. Nas variáveis nós temos: os substantivos, artigos, numerais, pronomes, adjetivos e verbos. Já as invariáveis são: conjunção, preposição, advérbio, e interjeição. Mas como memorizar todos esses nomes? É simples, veja o macete:

Para saber as classes gramaticais variáveis flexivas memorize a seguinte frase:

Sempre Ande Alegre Pensando Na Vitória!

Substantivo; Artigo; Adjetivo; Pronome; Numeral; Verbo.

Já para as classes gramaticais invariáveis iflexivas:

Comprei Presentes Através da Internet.

Conjunção; Preposição; Advérbio; Interjeição.

Ou, então, através de uma sigla (processo mnemotécnico):

SAVPAN (Substantivo, Adjetivo, Pronome, Artigo, Numeral) = variáveis flexivas = flexionam-se em gênero e número;

PICA (Preposição, Interjeição, Conjunção, Advérbio = invariáveis inflexivas = não se flexionam em gênero e número

Agora ficou fácil! Aproveite o macete e bons estudos!

As reticências...

Para que servem as reticências? Uma de suas funções é fazer com que o leitor complete por conta própria o sentido da frase: 

O juiz expulsou dois jogadores do Grêmio, o que para este time foi ruim, mas para o adversário...

                              Você é pronome de 2ª ou 3ª pessoa?

O pronome você faz concordância como se fosse de 3ª pessoa e que na prática funciona como se fosse de 2ª pessoa (= com quem se fala).

A explicação está na origem do pronome. Você se deriva da expressão Vossa Mercê, que se transformou com o tempo até chegar ao atual Você. Isso significa que, pela sua origem, Você é um pronome de tratamento.

O problema é que todos os pronomes de tratamento (= Vossa Senhoria, Vossa Excelência, Vossa Majestade, Vossa Santidade…) fazem a concordância de 3ª pessoa. Assim sendo, o pronome Você é como se fosse de 3ª pessoa, mas é usado em substituição ao Tu (2ª pessoa = com quem se fala).

Então, não esqueça:

Tu falas e você fala  (= indicativo); fala tu e fale você     (= imperativo);

Tu vens e você vem (= indicativo); vem tu e venha você (= imperativo);

Tu pões e você põe  (= indicativo); põe tu e ponha você  (= imperativo)…

 

Pequenas histórias de grandes homens

O Dom de Beethoven

 Philip Yancey

 

Muitas coisas se falam a respeito de Beethoven. O fato de ter composto extraordinárias sinfonias, mesmo após a total surdez, é sempre recordado. Exatamente por causa de sua surdez, ele era pouco sociável. Enquanto pôde, escondeu o fato de a audição estar comprometida. Evitava as pessoas porque a conversa se lhe tornara uma prática difícil e humilhante. Era o atestado público da sua deficiência auditiva.

Certo dia, um amigo de Beethoven foi surpreendido pela morte súbita de seu filho. Assim que soube, o músico correu para a casa dele, pleno de sofrimento. Beethoven não tinha palavras de conforto para oferecer. Não sabia o que dizer. Percebeu, contudo, que num canto da sala havia um piano. Durante 30 minutos, ele extravasou suas emoções da maneira mais eloquente que podia. Tocou piano. Ao contato dos seus dedos, as teclas acionadas emitiram lamentos e melodiosa harmonia de consolo. Assim que terminou, ele foi embora. Mais tarde, o amigo comentou que nenhuma outra visita havia sido tão significativa quanto aquela.

                                         Mais uma Chance

H. Stephen Glenn e Jane Nelson


Jonas Salk, o grande cientista descobridor da vacina conta a poliomielite, compreendeu o conceito de ser corajoso. Certa vez, alguém lhe perguntou:

- Depois de ter conseguido esta façanha extraordinária, que pôs fim a palavra poliomielite em nosso vocabulário, como o Senhor encara seus 200 fracassos anteriores?

Sua resposta (parafraseada) foi:

- Eu nunca tive 200 fracassos na vida. Minha família nunca os considerou fracassos. Eles serviram de experiências para que eu pudesse aprender mais. Acabo de realizar minha 201ª descoberta. Ela não teria sido possível se eu não tivesse aprendido com as 200 experiências anteriores.

                                        Duas oportunidades

Winston Churchill também foi um homem de coragem. Ele não se intimidava diante de seus erros. Quando cometia um, ele o analisava cuidadosamente. Alguém lhe perguntou:

- Sir Winston, qual foi a sua experiência na escola que melhor preparou-o para liderar a Grã-Bretanha nas horas mais sombrias?

- Quando fui repetente no curso médio.

- O Senhor considerou isso um fracasso?

- Não - replicou Winston. - Tive duas oportunidades para acertar.

 

O Caminho de uma Mãe

 Temple Bailey


A jovem mãe estava dando os primeiros passos na estrada da vida.

- O caminho é longo? - ela perguntou.

 - Sim respondeu seu Guia -, e difícil também. Você ficará velha antes de chegar ao fim dele. Mas... - Ele parou e sorriu meigamente. - O fim será melhor que o começo.

 No entanto, a jovem mãe sentia-se feliz, porque não podia acreditar que existisse nada melhor que a fase da juventude da vida. Ela brincava com os filhos, colhia flores com eles ao longo do caminho, e banhava-se com eles nas águas dos riachos. O sol lançava seus raios sobre eles, e a vida era boa. A jovem mãe dizia bem alto:

 - Nada será mais encantador que estes momentos.

 A noite chegou e, com ela, a tempestade, e o caminho ficou escuro.

 Os filhos tremiam de medo e de frio, e a mãe os abraçou, cobrindo-os com seu manto.

 Os filhos disseram:

 - Oh, mamãe, não sentimos medo quando você está perto de nós.

 A mãe disse:

 - Isto é melhor que a luz do dia, porque eu ensinei meus filhos a ter coragem.

 O dia amanheceu; havia uma colina à frente. Os filhos subiram a colina e se cansaram.

A mãe também se cansou, mas continuou a incentivar os filhos:

 - Um pouco mais de paciência e chegaremos lá.

Então, os filhos continuaram a subir. Quando chegaram ao topo, eles disseram:

- Não teríamos conseguido chegar até aqui sem você, mamãe.

E a mãe, quando se deitou naquela noite, olhou para as estrelas e disse:

 - Este dia foi melhor que o último. Meus filhos aprenderam a ter forças diante das dificuldades. Ontem lhes ensinei a ter coragem; hoje lhes ensinei a ter força.

 No dia seguinte, nuvens estranhas escureceram a terra - nuvens de guerra, ódio e de desgraça. Os filhos tatearam no escuro e tropeçaram. A mãe disse:

 - Andem de cabeça erguida e olhem para o alto, a fim de que seus olhos vejam a Luz além da escuridão.

 Os filhos olharam para o alto e viram a Glória Eterna acima das nuvens estranhas. Ela os guiou através da escuridão e da desgraça. Naquela noite a mãe disse:

 - Este foi o melhor dia de todos, porque, com minha ajuda, meus filhos aprenderam a ver Deus.

 Os dias foram passando, transformando-se em semanas, meses e anos. A mãe envelheceu, diminuiu de estatura e ficou com o corpo curvado. Seus filhos eram altos e fortes e caminhavam com coragem. Quando o caminho era difícil de ser percorrido, eles a ajudavam; quando o caminho era áspero, eles a carregavam, porque ela era leve como uma pena. Finalmente, eles chegaram a uma colina e, além da colina avistaram uma estrada reluzente e um portão de ouro escancarado.

 A mãe disse:

 - Cheguei ao fim de minha jornada. Agora sei que o fim é realmente melhor que o começo, porque meus filhos podem caminhar sozinhos e ensinarão o que aprenderam aos filhos deles.

 Os filhos disseram:

 - Você estará sempre caminhando conosco, mamãe, mesmo depois de atravessar o portão.

Eles a viram caminhar sozinha, e o portão fechou-se atrás dela. Eles disseram:

 - Não podemos ver nossa mãe, mas ela ainda está conosco. Uma mãe como a nossa é mais que uma lembrança. É uma constante presença!

                                                         *****

                   Extraído do Livro “Histórias para o Coração”.


O Caboclo

 

Vês aquele homem modesto,

de roupas simples, sisudo,

que ali vai ao trote lesto

do cavalinho peludo,

                                                e segue, singelo e só,

movendo a fronte bronzeada

sob o sol, por entre o pó,

no leito longo da estrada?

 - É o sertanejo, o nativo...

Não sorrias dele, não.

É singelo, mas altivo.

É homem forte do sertão.

                                               Cerne soberbo da raça

é herói rijo e sem medo,

que afronta o tigre e devassa

da brenha imensa o segredo.

 Foi ele que, no passado,

com ímpio varonil,

alargou esse abençoado

horizonte do Brasil.

                                                Cruzou das grotas sombrias,

às montanhas de altos topes.

E ora foi Fernão Dias,

ora foi um Guia Lopes.

 Olha-o, pois, envaidecido,

é o leão valente da selva,

que tem alerta o sentido

pela defesa da Terra.

                                             Que importa o chapéu de palha,

o trajo, o rude perfil?

Ele é homem que trabalha,

ele filho do Brasil.

         Serafim França, in “Antologia Luso-Brasileira”, pág. 211