quinta-feira, 30 de abril de 2026

A surpresa do Natal

Drama em dois atos

Ato I

(Ação no Rio de Janeiro)

O senhor Matos: 

‒ Depois de amanhã partiremos para Santa Rita de Passa Quatro com o fim de passar o dia de Natal com minha querida e única tia. 

A senhora Matos: 

‒ Muito bem pensado! 

O senhor Matos: 

‒ E apareceremos lá sem avisá-la. Assim, com a surpresa, a sua alegria será muito maior. 

Ato II 

(Ação em Santa Rita) 

O senhor Matos: 

‒ A dona da casa está? 

A criada: 

‒ A senhora está viajando. 

O senhor e a senhora Matos: 

‒ Oh! 

A criada: 

‒ Ela foi ao Rio, a fim de passar o dia de Natal com seus queridos sobrinhos, o senhor e a senhora Matos que moram na capital. Ela saiu daqui sem preveni-los para dar-lhes uma agradável surpresa. Ah! Como eles vão ficar satisfeitos.

Do “O Barão de Itararé apresenta o seu Almanhaque ‒ 1955”

 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Suas próximas doze horas

 Só por hoje

(em inglês, “Just for Today”)

Este folheto intitulado “Só pó Hoje” é distribuído pelos Alcoólicos Anônimos, A.A., dos Estados Unidos. 

Só por hoje tentarei viver somente este dia e não tentarei solucionar todos os meus problemas de uma vez. Posso fazer alguma coisa por doze horas que me assustaria se eu achasse que tivesse que continuar a fazê-la pelo resto da vida. 

Só por hoje serei feliz. Parece ser verdade o que disse Abraham Lincoln: “A maioria das pessoas é tão feliz quanto tenha decidido ser.” 

Só por hoje me ajustarei à realidade, e não tentarei ajustar tudo à minha própria vontade. Aceitarei o que o destino me reservar, e me adaptarei a ele. 

Só por hoje tentarei fortalecer minha mente. Estudarei e aprenderei alguma coisa útil. Não serei um ocioso mental. Lerei alguma coisa que requeira esforço, raciocínio e concentração. 

Só por hoje exercitarei minha alma de três maneiras: praticarei uma boa ação para alguma pessoa, sem que ela fique sabendo; se alguém ficar sabendo, não será válido. Farei pelo menos duas coisas que não quero fazer – só para me exercitar. Não demonstrarei a ninguém que meus sentimentos estão feridos; eles podem estar feridos, mas hoje não o demonstrarei. 

Só por hoje serei agradável. Terei a melhor aparência possível, me vestirei bem, manterei minha voz baixa, serei cortês, não criticarei ninguém. Não encontrarei defeitos em nada, nem tentarei melhorar ou controlar ninguém, a não ser eu mesmo. 

Só por hoje terei um programa. Talvez não o siga exatamente, mas o terei. Evitarei dois aborrecimentos: a pressa e a indecisão. 

Só por hoje passarei meia hora tranquilo, completamente só, relaxando. Durante essa meia hora, em algum momento, tentarei ter uma melhor perspectiva da minha vida. 

Só por hoje não terei medo. Principalmente não terei medo de desfrutar do que é belo, e de acreditar que na mesma medida que dou para a vida, a vida dará a mim. 

******* 

O objetivo deste texto é reduzir a ansiedade sobre o futuro, focando na ação imediata e na sobriedade um dia de cada vez. Você pode encontrar este texto no site oficial do A.A. Brasil ou nas de publicações dos EUA. 

Este folheto é, também, um instrumento de apoio popular para os membros que buscam manter a sobriedade diária, sendo uma ferramenta comum de leitura em reuniões e momentos de reflexão pessoal.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Se eu fosse um livro...

 

Eu chamaria a sua atenção com um título instigante, com uma capa bem elaborada, com uma ilustração cativante. Você não passaria pela minha estante sem me perceber, sem se voltar para mim, sem atender ao meu chamado silencioso e, ao mesmo tempo, incisivo: “Ei, psiu! Olhe pra mim! Aproxime-se! Não se constranja. Pode me tocar. Venha descobrir as muitas vidas que você poderá viver nas minhas páginas”. 

Se eu fosse um livro... 

Eu olharia firme nos seus olhos para ver o que se passa no seu cérebro e no seu coração enquanto você me lê. Os olhos, ainda que às vezes possam parecer oblíquos e dissimulados, raramente enganam. Alguém já disse, muito apropriadamente, que eles são os espelhos da alma. Espelhos mágicos: revelam os sentimentos contidos, as emoções mais autênticas, a curiosidade, o prazer, a verdadeira natureza de qualquer leitor. 

Se eu fosse um livro... 

Eu logo descobriria quem você é, por que me tomou em suas mãos, por que me acaricia com tanta ternura, por que aspira o meu perfume, por que me envolve com esse olhar penetrante, curioso, interessado, às vezes desconfiado, às vezes encantado e não raro apaixonado. 

Se eu fosse um livro... 

Eu retribuiria o seu interesse, as sua atenção, o seu tempo e a sua companhia. Comigo, você jamais se aborreceria. Eu te ofereceria aventuras, descobertas, surpresas, deleite, conforto e também amparo e consolo quando você recorresse a mim para serenar alguma inquietude da vida. Eu tentaria ser o seu amigo mais leal e devotado, aquele que escuta sem questionar, que fica a seu lado até você recuperar o fôlego e a paz. 

Se eu fosse um livro... 

Eu faria você voltar a ser criança, como sugeriu o grande cronista Rubem Alves: ler é brincar. Um livro é um brinquedo feito de letras. Eu faria você sonhar, como recomendou o poeta Fernando Pessoa no seu Livro do Desassossego: ler é sonhar pela mão de outrem. Inspirado em Paulo Freire, eu faria tudo para que sua leitura se transformasse num verdadeiro ato de amor. 

Se eu fosse um livro... Eu pediria aos deuses da literatura para reencarnar como leitor. 

(...) 

Da crônica “Transmutação”, de Nílson Souza, 

no jornal Zero Hora, 29 de abril de 2026.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Anjos da guarda

 Lecy Brandão

Professores,

Protetores das crianças do meu país.

Eu queria, gostaria,

De um discurso bem mais feliz. 

Porque tudo é educação.

É matéria de todo o tempo.

Ensinem a quem sabe de tudo,

A entregar o conhecimento.

Ensinem a quem sabe de tudo,

A entregar o conhecimento. 

Na sala de aula,

É que se forma um cidadão;

Na sala de aula,

É que se muda uma nação.

Na sala de aula,

Não há idade e nem cor

Por isso aceite e respeite o meu professor. 

Na sala de aula,

É que se forma um cidadão.

Na sala de aula,

É que se muda uma nação.

Na sala de aula,

Não há idade e nem cor

Por isso aceite e respeite o meu professor. 

Batam palmas pra ele,

Batam palmas pra ele,

Batam palmas pra ele,

Que ele merece. 

Batam palmas pra ele,

Batam palmas pra ele,

Batam palmas pra ele,

Que ele merece. 

Professores,

Protetores das crianças do meu país.

Eu queria, como eu gostaria

De um discurso bem mais feliz. 

Porque tudo é educação.

É matéria de todo o tempo.

Ensinem a quem pensa que sabe de tudo.

A entregar o conhecimento. 

Na sala de aula,

É que se forma um cidadão.

Na sala de aula,

É que se muda uma nação.

Na sala de aula,

Não há idade e nem cor,

Por isso aceite e respeite o meu professor. 

Batam palmas pra ele,

Batam palmas pra ele,

Batam palmas pra ele,

Que ele merece.

P.S.: Essa música está na internet na voz de sua autora: Lecy Brandão. 

domingo, 26 de abril de 2026

Origem da expressão

 

Do tempo do onça: A expressão refere-se a algo acontecido há muito tempo. Mais especificamente no século 18, quando Luis Vahia Monteiro conhecido como “Onça”, governou o Rio de Janeiro (1725-1732). O apelido veio de sua rigidez, já que ele exigia que todas as leis fossem rigorosamente cumpridas, por isso, ficaram boa lembranças “do tempo do onça”. 

■ Dourar a pílula: Sabendo da resistência dos enfermos em ingerir os amargos remédios, os donos das antigas farmácias costumavam embelezar seus produtos, embrulhando-os em papéis finos, na tentativa de torná-los mais atraentes. Vem daí a expressão, aplicada quando alguém tenta melhorar a aparência de algo. 

Arranca-rabo: Vem do antigo Egito. Nas batalhas, havia o costume de arrancar o rabo da montaria do inimigo. A prática disseminou-se pelos séculos. Os portugueses a trouxeram para o Brasil, onde o gado também passou a ser vítima. Arranca-rabo tornou-se sinônimo de briga, grande confusão. 

A cobra vai fumar: 1944. Depois de cinco anos de Segunda Guerra Mundial, o Brasil envia tropas à Itália. Dizia-se: mais fácil a cobra fumar que o Brasil entrar na guerra. A Força Expedicionária adotou então a cobra fumante como símbolo. A cobra vai fumar: a situação vai piorar, vai aguçar-se. Ou, atualmente, “o bicho vai pegar”. 

Deu zebra: Campeonato carioca de 1964. A Portuguesa pega o Vasco, favorito. Gentil Cardoso, técnico da lusa, prevê resultado tão impossível como o sorteio da zebra no jogo do bicho ‒ o animal não figura no rol. “Hoje vai dar zebra”, diz. A Portuguesa ganha e a expressão pega na hora. Deu zebra: aconteceu o inesperado. 

Mão em cumbuca: A sapucaia é árvore de qualidades medicinais. O fruto, em forma de cumbuca, contém pequenas castanhas que, maduras, ficam soltas e caem com o balançar dos galhos. Saborosas, são apreciadas por vários animais, como o macaco. Este, quando jovem e inexperiente, enfia a mão pela abertura da parte central e inferior do fruto, a fim de colher as castanhas. A mão cheia fica presa na cumbuca e ele só se livra se desistir do petisco. Por isso é que a sabedoria popular diz: “Macaco velho não põe a mão em cumbuca”. 

Tem sangue azul: Quanto mais branco o homem, mais nobre ele é. Nisso acreditavam os europeus renascentistas, que fugiam do sol para preservar a brancura da pele. Pela cor da tez, diferenciavam-se dos trabalhadores braçais. As veias, azuis, ficavam cada vez mais à mostra. Assim, diz-se que tem sangue azul os que têm nobreza, estirpe. 

■ Cuspido e escarrado: Para alguns, trata-se de uma modificação de “esculpido em carrara”, espécie de mármore utilizada por Michelangelo. Numa alusão à perfeição das peças do artista italiano, o termo passou a ser empregado para designar coisas ou pessoas semelhantes. Mas há quem defenda que a expressão teria vindo de “esculpido e encarnado”, em referência a santos autênticos. 

Espírito de porco: Nos tempos coloniais, os escravos africanos faziam todo tipo de trabalho, do mais leve ao mais pesado. Mas um, em especial, causava terror: negavam-se a abater porcos.  Achavam que os espíritos suínos lhes atormentariam à noite. A expressão passou a designar quem incomoda, atrapalha, é inconveniente. 

Debaixo deste angu tem carne: A expressão é usada quando se desconfia de que algo está sendo escondido. Sua origem vem do Brasil colonial, quando se costumavam alimentar os escravos com angu, massa barata feita de farinha de milho, mandioca ou arroz. Quando podiam, as cozinheiras escondiam pedaços de carne sob o angu, para prazer dos escravos e desprazer dos maus senhores. 

Uh! Tererê!: “Whoop! There it is!” (Ôpa! Aí está!), refrão do grupo de rap americano Tag Team, virou Uh! Tererê! nos bailes funk do Rio. O bordão, mais um daqueles em que o som vale mais que o sentido, foi para rádios de São Paulo e, em 1995, ganhou estádios de futebol, gritado nos momentos mais emocionantes dos jogos. 

Ao deus-dará: Pedir esmola não é atividade moderna. As maneiras que as pessoas usam para se livrar de pedintes é que se multiplicaram. Uma delas, comum antigamente, servia como espécie de consolo: “Deus dará”. A expressão passou a se referir às pessoas abandonadas à própria sorte, que vivem à toa, sem esperança ‒ ao deus-dará. 

Do livro: 

“Brasil – Almanaque de Cultura Popular – 

Todo dia é dia”

Elifas Andreato e João Rocha  Rodrigues 

sábado, 25 de abril de 2026

Galinhas podem ser mais perigosas que leões

 

‒ Leões e panteras são inofensivos, mas tome cuidado com galinhas e patos, porque podem ser muito perigosos ‒ disse uma minhoca aos seus filhos. 

Bertrand Russel em “A relatividade da percepção” 

Essa frase, atribuída a Bertrand Russell, brinca com algo bem profundo: o perigo não é absoluto ‒ ele depende de quem está olhando. 

Para um ser humano, um leão é uma ameaça real, enquanto para uma galinha parece inofensiva, mas para uma minhoca, a lógica se inverte completamente: a galinha é um predador direto, quase uma “morte inevitável”, enquanto o leão é irrelevante, ou seja, Russell está mostrando que o perigo é relativo à posição e à condição de quem observa aquilo que ignoramos pode ser fatal para outro ser e, filosoficamente, nossas certezas sobre o mundo são sempre limitadas pelo nosso ponto de vista. 

Isso também pode ser aplicado à vida humana: às vezes desprezamos pequenos problemas ou pessoas “inofensivas”, enquanto tememos grandes ameaças distantes ‒ mas, na prática, são os “pequenos” que mais nos afetam. 

No fundo, é uma crítica elegante à nossa tendência de achar que nossa visão do mundo é universal, quando ela é apenas… humana. 

Você acha que, na sua vida, existem “galinhas” que parecem pequenas, mas na verdade são mais perigosas do que os “leões”?


Amantes de Filosofia e História


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Coleção de perfumes

 Carpinejar

(...) 

● Cheiro de mimeógrafo: Álcool, folha úmida entregue na sala, expectativa, prova, ansiedade, não olhar para os lados. 

● Cheiro de lancheria: Fruta amassada, biscoito, suco, leite, achocolatado, cuidado materno. 

● Cheiro de guarda-roupa fechado: Naftalina, madeira, lã, inverno, avós. 

● Cheiro de cabeça de bebê: Adocicado, quentinho, vontade de repousar ali, colo, futuro, apego. 

● Cheiro de garagem: Gasolina, borracha, diesel, território do silêncio. 

● Cheiro de terra molhada: Barro vivo, raiz exposta, roça, quintal, infância. 

● Cheiro de cloro: Piscina, verão, gritaria, boias, pele enrugada. 

● Cheiro de protetor solar: Praia, viagens, família reunida, férias. 

● Cheiro de igreja: Incenso, genuflexório, velas, confessionário. 

● Cheiro de hospital: Corredores assépticos, luz branca, avental, touca, medo de morrer. 

● Cheiro de sapato na caixa: Couro, cadarços enrolados, estreia, encontros. 

● Cheiro de carro saindo da concessionária: Plástico, promessa que vale por doze meses. 

● Cheiro de papel velho: Biblioteca de escola, estudar para exames, solidão. 

● Cheiro de cachorro molhado: Umidade, tecido encardido. 

● Cheiro de lenha: Serra, aconchego, lareira, fogão antigo, pinhão, nostalgia. 

● Cheiro de salão de beleza: Spray, química, conversa alta, esmaltes. 

● Cheiro de mala aberta: Roupa misturada, zíper, passeios, sensação de carregar mais do que o necessário. 

● Cheiro de enxoval lavado: friozinho delicioso, conforto, fricção das mãos. 

● Cheiro de cédula de dinheiro novinha: Notas grudadas e esticadas, salário, sonho de prosperidade. 

● Cheiro de cera: Casa com piso de tábuas, interior, escorregar de meia. 

● Cheiro de óleo de peroba: Mesas brilhando, toalhas de crochê. 

● Cheiro de água sanitária: Calçadas varridas, baldes, água escorrendo, espuma, gente passando na ponta dos pés. 

● Cheiro de talco: Banho, pijama, hora de dormir. 

● Cheiro de carvão: Churrasco, domingo, salada de maionese, cantoria, piadas. 

● Cheiro de café: Despertar, raiar do sol, chaleira fervendo, soro da felicidade. 

Você pode virar as costas para um nome ou uma fisionomia. Jamais para um cheiro. 

Parte da crônica de Carpinejar, no jornal Zero Hora,

26.04.2026


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Joélio, o sensível

 

De repente, Joélio fez um cafuné em um cachorro perdido. Parou para escutar o canto dos passarinhos... Observou as nuvens lá no céu... Sentiu a brisa fresca beijar os seus cabelos... 

Isso só pode significar uma coisa... Joélio foi bloqueado e banido das redes sociais. 

De uma charge de Amorim, Correio do Povo,

30.03.2026

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Bossa Nova

 Você sabia? 

Marcelo Duarte*

● A expressão “Bossa Nova” nasceu nos anos 1940, mas só ganhou força quase uma década depois. Influenciados pelo jazz, rapazes e moças que tocavam violão se reuniam para reuniões musicais no Rio de Janeiro. O cantor e compositor João Gilberto é considerado o pioneiro. Em 1958, ele gravou seu primeiro disco simples, com as músicas Chega de Saudade e Bim-Bom. 

● João Gilberto foi até a casa do cantor Lúcio Alves para mostrar o compacto Chega de Saudade. Um barulho infernal de lambretas dispersava a atenção dos músicos. O apartamento ficava em cima do Snack Bar, em Copacabana, ponto de encontro de roqueiros do bairro, entre eles Tim Maia e Erasmo Carlos. Irritados com a bagunça, João Gilberto e Lúcio Alves jogaram bombinhas até que os barulhentos decidiram sai dali. 

● Quando gravava com Tom Jobim a música Corcovado, João Gilberto engasgava sempre no mesmo verso: Um cigarro e um violão/Este amor, uma canção... Até que sugeriu trocar a palavra cigarro por cantinho. O maestro Jobim, que fumava três maços de cigarro por dia, aceitou e ideias do ex-fumante. 

● A dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes escreveu a canção Garota de Ipanema para Helô Pinheiro quando ela tinha 15 anos e frequentava a praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Quem a viu primeiro foi Tom, que costumava observar escondido “a garça que é uma graça”, como dizia. O maestro contou a Vinicius sobre a namorada platônica e fez o amigo esperar três dias sentado em um bar para ver a menina passar. Impressionados com sua beleza, os dois decidiram compor a melodia que se tornou uma das canções brasileiras mais executadas no mundo, 

● Em 1962, Vinicius e o músico Baden Powell se trancaram no apartamento do poeta, no Rio de Janeiro, para compor. Eles ficaram lá por duas semanas. Compuseram cerca de 20 sambas e beberam três caixas de uísque. 

● O famoso show de Bossa Nova, responsável pelo lançamento do movimento nos Estados Unidos, foi realizado no Carnegie Hall, em Nova York, também em 1962. João Gilberto e Tom Jobim participaram da apresentação. 

● Elis Regina e Jair Rodrigues estrearam na TV o musical O Fino da Bossa, em 1965. O programa marcou o início de uma série de musicais de grande sucesso. 

******* 

*Marcelo Duarte é autor da série o Guia dos Curiosos. 

P.S.: Vinicius de Moraes (poeta), Tom Jobim (maestro) e João Gilberto (violonista/cantor) formam a “santíssima trindade” da Bossa Nova, revolucionando a música brasileira no final dos anos 1950. Eles criaram clássicos imortais como “Chega de Saudade” e “Garota de Ipanema” unindo harmonias sofisticadas, letras poéticas e a batida sincopada de João. 

terça-feira, 21 de abril de 2026

O bom marido

 

“Aquele, ela sabia, era um bom marido. Antenor não sumia na rua em orgias e em casa não levantava a mão. Ganhava bem, reclamava pouco e conversava com as crianças. Ele só não gostava de ser incomodado quando ouvia seu rádio ou quando lia seu jornal, quando dormia até tarde e quando descasava depois do almoço, e desde que seus chinelos permanecessem em paralelo ao pé da cama, que seu café fosse servido quase fervendo, que não houvesse natas no leite, que as crianças não corressem pela casa, que as almofadas permanecessem na diagonal, que as janelas fossem fechadas nunca depois das quatro, que nenhum barulho fosse feito antes das sete, que o rádio nunca estivesse muito alto ou muito baixo, que nunca, de forma alguma, ele tivesse que repetir o mesmo prato em duas refeições, e que os banheiros cheirassem a eucalipto, ele não exigia demais.” 

Trecho de “A vida invisível de Eurídice Gusmão”,

de Martha Batalha

segunda-feira, 20 de abril de 2026

10 Coisas que ninguém te conta

 Sobre o Cristo Redentor

01. ► Ele não é feito só de concreto. 

A estrutura interna é de concreto armado, mas o lado de fora é todo revestido com milhares de pedaços de pedra-sabão, encaixados um a um. 

02. ► Leva raio direto… e não é pouco. 

Por estar lá no alto do Corcovado, o Cristo é atingido por raios com frequência, e já precisou de reparos várias vezes por causa disso. 

03. ► Foi montado como um quebra-cabeça. 

Partes da estátua foram produzidas fora do Brasil e depois trazidas para cá para a montagem final. 

04. ► O rosto não foi feito por brasileiro. 

Quem esculpiu o rosto foi o francês Paul Landowski, enquanto o projeto geral foi do engenheiro Heitor da Silva Costa.  

05. ► Ele é maior do que parece nas fotos. 

Só a estátua tem cerca de 30 metros de altura, sem contar o pedestal, o que muda totalmente a escala ao vivo. 

06. ► Dá pra chegar de trem até lá em cima. 

O acesso mais tradicional é pelo trem do Trem do Corcovado, que corta a mata até o topo. 

07. ► A construção levou anos. 

A obra começou em 1926 e só foi inaugurada em 1931, depois de um processo longo e cheio de desafios técnicos. 

08. ► Já foi eleito uma das sete maravilhas do mundo moderno. 

Em 2007, entrou para a lista das Novas Sete Maravilhas, colocando o Rio de Janeiro ainda mais no mapa global. 

09. ► A pedra-sabão tem função estratégica. 

Além da estética, ela ajuda a proteger a estrutura contra desgaste e variações climáticas. 

10. ► Vive em manutenção constante. 

Por causa do clima e da exposição, o Cristo Redentor passa por restaurações periódicas para manter a integridade da estrutura. 

O Cristo Redentor, ícone brasileiro, foi construído na França, inaugurado em 1931 e possui um coração simbólico oco em seu interior. A estrutura de 38 metros, que resiste a ventos de 250 km/h, é frequentemente atingida por raios e revestida por pedras-sabão colocadas como um quebra-cabeça. 

Aqui estão 10 curiosidades pouco conhecidas: 

01. Foi moldado na França: A cabeça e as mãos foram esculpidas em Paris pelo francês Paul Landowski e transportadas de navio. 

02. Coração de pedra-sabão: Existe um “coração” no nono andar da estátua, contendo uma garrafa com nomes das famílias dos operários. 

03. Não é a maior estátua de Jesus: O Cristo Protetor de Encantado (RS) e outras estátuas no mundo são mais altas que o Cristo carioca.

04. Ele é atingido por raios: Devido à sua altura e localização, é atingido por raios frequentemente, sofrendo danos, como em 2014. 

05. Mãos de quebra-cabeça: A estátua é feita de concreto armado e revestida por milhares de triângulos de pedra-sabão aplicados manualmente. 

06. Braços desiguais: O braço direito é ligeiramente menor que o esquerdo para resistir melhor aos ventos. 

07. Escadas internas: Há uma escada interna que dá acesso aos braços e à cabeça, usados para manutenção. 

08. Manto com mensagem: A estátua foi pensada para retratar Cristo de braços abertos, transmitindo paz, mas inicialmente o projeto incluía um globo e uma cruz. 

09. Financiado por doações: A construção foi viabilizada por campanhas católicas e doações da população, não apenas recursos governamentais. 

10. A “coroa” é para-raios: A coroa de espinhos na cabeça da estátua funciona tecnicamente como um sistema de para-raios.  

Dica: A melhor forma de visitar é através do Trem do Corcovado, que atravessa a Floresta da Tijuca.

 


O Caramuru

 

No dia 13 de março de 1531, os navios de Martins Afonso chegaram à baía de Todos os Santos, local bem conhecido pelos portugueses. Lá, a expedição encontrou um náufrago que vivia há mais de 20 anos no Brasil. Os índios o chamavam de Caramuru e ele iria se tornar uma figura-chave na história do Brasil. O Caramuru estava casado com a índia Paraguaçu ‒ com a qual tinha vários filhos. Paraguaçu era filha do principal chefe guerreiro da região e, graças ao casamento, Caramuru havia adquirido posição proeminente entre os Tupinambás da Bahia. 

O lugar de destaque e o respeito dos Tupinambás por Caramuru se manteriam por muito tempo. Tanto é que, 18 anos mais tarde, foi graças à sua presença ‒ e às boas relações que ele mantinha com os nativos ‒ que Tomé de Souza, o primeiro governador-geral do Brasil, decidiu se instalar justamente na Bahia e fundar ali, em 29 de março de 1549, a primeira capital do Brasil, Salvador. 

Não se sabe exatamente quando o navio do Caramuru naufragou na Bahia. De acordo com seu próprio relato, o naufrágio se dera em 1509 ou 1510. Aparentemente, apenas ele sobreviveu do desastre que vitimou toda a tripulação. Os fatos que se seguiram ao naufrágio seriam envoltos em lenda depois que frei José de Santa Rita Durão escreveu o poema épico Caramuru, em 1781. Muitas das informações referentes à vida e à obra do misterioso náufrago foram extraídas dessa obra de ficção e, a partir de então ‒ e até hoje ‒, tratadas como fatos históricos. 

O Caramuru se chamava Diogo Álvares Correia e nascera em Viana, norte de Portugal. A própria origem do apelido foi romantizada por Santa Rita Durão. Segundo o frei, “Caramuru” queria dizer “Dragão Saído do Mar” ou “Homem do Trovão”. O real significado da palavra, porém, parece ser “moreia”, espécie de enguia ‒ peixe-elétrico que dá “choque”. Ao ser visto pelos nativos, entre as rochas, após o naufrágio, Diogo Correia teria disparado seu mosquete para o ar, apavorando os indígenas. “Como a moreia é um peixe comprido e fino como a espingarda, e faz estremecer e fere, assim os nativos batizaram seu portador”, escreveu o historiador Francisco Varnhagen em 1854. Outros pesquisadores, porém, acham que a palavra provém de “caray-muru”, que significa “homem branco molhado”. 

(...) 

Apesar de seu poder e de sua amizade com os nativos, Caramuru não conseguiu impedir a revolta dos Tupinambás contra os colonos escravagistas, que vieram com Francisco Pereira Coutinho. Esse conflito eclodiu por volta de 1545 ‒, e nele foi morto o próprio donatário. Poupado do massacre, Caramuru prestaria grande auxílio ao governador Tomé de Sousa, de 1549 até 1553. Ele morreu com quase 70 anos, em 5 de outubro de 1557. 

Do livro:

 “Náufragos, Traficantes e Degredados

As Primeiras Expedições ao Brasil”,

de Eduardo Bueno. 

domingo, 19 de abril de 2026

A Lenda do lobo bom x lobo mau

 

Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas. 

Ele disse: 

– A batalha é entre os dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é Bom. É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé. 

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: 

– Qual lobo vence? 

O velho índio respondeu: 

– Aquele que você alimenta! 

Essa historinha é muito simbólica. Os dois lobos são as nossas emoções positivas e negativas. Essas nossas emoções são causadas pela nossa forma de pensar, portanto, o lobo que alimentamos é uma escolha nossa. Às vezes, temos a impressão que o mundo nos virou as costas e que todas as coisas ruins só acontecem conosco, no entanto isso pode não ser uma verdade absoluta, mas como nós entendemos os fatos. Se pensarmos que as pessoas são ruins e que querem nos prejudicar, enxergaremos o mundo com essas lentes e provavelmente encontraremos evidências que reforcem essa ideia, mesmo que ela não seja verdade. 

Essas ideias negativas nos proporcionarão emoções negativas de tristeza, raiva,vingança …. No entanto, mesmo tendo vivenciado algo ruim, podemos entender que foi um azar, ou que as pessoas que nos proporcionaram algum mal, não o fizeram intencionalmente… Se pensarmos assim estaremos flexibilizando nossos pensamentos e alimentando o nosso lobo bom que nos trará emoções positivas. Essa atitude nos proporcionará um círculo virtuoso. Pensar bem nos faz sentir bem e agir bem. 

Que tal experimentar alimentar o lobo bom dentro de você? 

(Rosa mix)

sexta-feira, 17 de abril de 2026

O furto da cueca

 uma abordagem semântica

A música brasileira está repleta de autores que são legítimos tradutores da nossa alma popular. Não apenas a pensadora Waleska Popozuda merece penetrar neste panteão e constar, merecidamente, dos currículos escolares. 

Muitos outros compositores representam as raízes poéticas mais profundamente fincadas nas nossas camadas populares e merecem estudos e interpretações à luz de uma hermenêutica heterodoxa, que busque as nuances sócio-culturais e estéticas de suas criações. 

Abordaremos, hoje, uma obra de grande penetração popular, que está há décadas na boca e no imaginário do nosso povo, independente do nível cultural ou da extração social. Trata-se da popular “Marcha da Cueca”, dos imortais Carlos Mendes, Livardo Alves e Sardinho. Tomemos a primeira estrofe de seus versos inesquecíveis: 

Eu mato! Eu mato!

Quem roubou minha cueca

Pra fazer pano de prato. 

De plano, constatamos que os autores, através de uma exclamação hiperbólica, potencializada pela repetição, manifestam, já no primeiro verso, uma indignação exacerbada ao máximo. Uma ameaça de morte! Bem verdade que é lugar comum na dialética popular corrente manifestar desejos homicidas, como força de expressão, forma de enfatizar o descontentamento com algum ato ou atitude do próximo. É um recurso semiótico eficaz, que transmite de imediato uma gradação amplificada do sentimento. Este início, portanto, revela grande poder de síntese e uma precisa sinestesia entre, forma, verbo e intenção. 

O segundo verso tem sutis significados, na sua direta simplicidade. “Quem roubou minha cueca?” Indaga o personagem/cantor criado pelos bardos. Não se trata, vejam bem, de um furto comum, mas, sobretudo, de um ultraje à privacidade, eis que o delito direcionou-se ao recôndito da intimidade do intérprete. Ao furtar a peça mais intima da indumentária o larápio, mais do que um crime contra o patrimônio, profana o “id” mais profundo (ou protuberante depende do ângulo de visão) da masculinidade. Observe-se que, neste diapasão, este segundo verso inicia um processo justificativo para a veemência homicida revelada no primeiro, e que será ratificado nos seguintes. Enfim, trata-se uma escusa que perpassa por toda a composição carnavalesca. 

O terceiro verso é, talvez, o mais interessante da obra. O personagem criado pelos autores nos revela, usando uma criativa alusão transversa, que sabe perfeitamente quem lhe subtraiu a cueca. E mais: tem conhecimento do destino que foi dado à peça surrupiada. Foi transformada em pano de prato. 

Tal fato, prima facie (à primeira vista), induz à conclusão que teria sido uma mulher a agente do delito. Não podemos perder de vista, de forma alguma, o contexto sócio-econômico- cultural da época. Trata-se de uma popular marchinha, escrita nos alvores da década de sessenta, numa sociedade de valores machistas absolutos. Portanto, este transporte de uma peça intima do vestuário masculino mais privado para o universo feminino (a cozinha), e, ainda por cima, como utilitário de uma atividade subalterna (secar pratos) é degradante. Isto assume, numa ótica temporal, uma gravidade absoluta e imperdoável. 

Estes fatores robustecem por inteiro a justificativa para a ira homicida anunciada de início. Não há perdão possível para tal transgressão, seria de senso comum para os valores sociais então vigentes. 

A segunda estrofe nos traz razões acessórias da ira. Os motivos determinantes, já vimos, estão na primeira. Mas, vamos a esta outra: 

Minha cueca estava lavada,

Foi um presente

Que eu ganhei da namorada. 

A cueca estava recém lavada. Não fora assim, não haveria necessidade desta alusão. Fica insinuado, inclusive, que estaria no varal a secar, O que confere ao furto certa ignomínia oportunista. Além de tudo, não bastasse tudo, a peça intima era um presente recebido da namorada. Isto inclui no contexto da indignação que perpassa pela obra um elemento afetivo. Mais que isto, sugere (para a época, convém não olvidar), um namoro de escandalosa intimidade, só revelada por força do acontecido, conferindo à marchinha uma pitada de malicia, indispensável ao gênero. 

Como é possível concluir, trata-se de uma a mensagem sintética e precisa, que emerge do aparentemente despretensioso universo das marchinhas de salão, que muito nos revela sobre os costumes e as relações interpessoais da época em que foi composta. Isto é arte popular. O resto é preconceito pequeno-burguês. Como diria Glauber Rocha. 

Ivan Carvalho Cronista 

Vacina contra VSR

 

Associado principalmente ao desenvolvimento da bronquiolite* em crianças, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) também é uma ameaça silenciosa em adultos, especialmente o público de pessoas com mais de 50 anos de idade e com comorbidades. O vírus, segundo estudos clínicos, pode causar até 2,7 vezes mais pneumonia do que o influenza. Ele também foi responsável pelo maior número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. 

(...) 

Diante do cenário preocupante, a boa notícia é a existência de uma vacina com adjuvante (substância adicionada para aumentar a resposta imune do organismo, tornando as vacinas mais eficazes e duradouras) que previne quadros graves associados ao quadro, disponível, por enquanto, apenas na rede privada. (aproximadamente 1.200,00 reais, que podem ser parcelados). 

Recomendação pelas principais sociedades 

A vacina em si, de dose única, confere proteção superior a 30 meses, ou três temporadas do vírus, com efetividade de 76% na prevenção de hospitalizações. O pediatra infectologista Renato Kfouri, disse que 70% a 80% dos quadros de infecção respiratórias causadas pelo VSR ocorrem no outono e inverno, o que acende o alerta para a atual época do ano. 

“Sabemos que o VSR, nesta população de maior risco, tem um agravamento maior, como hospitalização, muitas vezes sequelas e a morte. Esses idosos são indivíduos mais frágeis, com dificuldades cognitivas, já com uma doença cardíaca ou pulmonar e que, ao serem hospitalizados e desenvolverem uma infecção dessas, rebaixam sua condição de autonomia”, explicou. A vacina contra a infecção por VSR é recomendada pela SBI para pessoas a partir de 50 anos com comorbidade e a partir dos 70 como rotina. 

Outras formas de prevenção 

■ Lavar ou higienizar as mãos com frequência, assim como limpar superfícies tocadas frequentemente. 

■ Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. 

■ Limpar e desinfetar superfícies de uso frequente. 

■ Ficar em casa quando apresentar sintomas e evitar contatos próximos com pessoas doentes.  

Matéria do

Saúde e Bem-Estar

Correio do Povo de 13.04.2026

* bronquiolite é uma infecção viral aguda que causa inflamação e obstrução dos bronquíolos (pequenas vias aéreas pulmonares), afetando principalmente bebês e crianças menores de 2 anos. Causada frequentemente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), inicia-se como um resfriado, evoluindo com tosse, chiado, dificuldade respiratória e febre.

Principais Causas e Agentes: 

► Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 

O agente mais comum. 

► Outros Vírus:  

Adenovírus, rinovírus, vírus da influenza (gripe), metapneumovírus e parainfluenza também podem causar a doença. 

► Forma de Transmissão: 

Ocorre pelo contato com gotículas de saliva ou secreções respiratórias (tosse, espirro) de pessoas infectadas, e ao tocar superfícies contaminadas.

Fatores de Risco e Prevenção: 

► Período: Mais comum no outono e inverno, devido ao ar frio, seco e aglomerações. 

► Vulnerabilidade: Mais grave em prematuros, bebês com cardiopatias ou doenças pulmonares crônicas. 

► Prevenção: Higiene frequente das mãos, evitar locais aglomerados e contato com pessoas resfriadas.  

A doença geralmente começa como um resfriado comum, mas evolui com tosse, chiado no peito e dificuldade respiratória, necessitando de avaliação médica. 

Proteção respiratória de bebês começa na gestação 

“A mãe vacinada para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que é o principal vírus causador da infecção pulmonar em crianças pequenas, fica protegida e passa pela placenta e o neném nasce com um mecanismo de proteção bem robusto. Então, quando a mãe recebe a vacina na gestação, o bebê já nasce com o anticorpo.” 

Dr. Cristiano do Amaral De Leon

quinta-feira, 16 de abril de 2026

O marido generoso

 

Um grupo de homens está no seu clube, quando um celular começa a tocar, um dos presentes o atende.

‒ Alô!

‒ Querido?

‒ Sim, querida.

‒ Está no clube?

‒ Estou.

‒ Sabe o que é? Estou em frente a uma loja de roupas que tem um casaco de Vison, magnífico, lindo! Posso comprá-lo?

‒ Quanto custa o Vison?

‒ Só 3.000 reais.

‒ Bom, está bem. Compre.

‒ Ah, que ótimo! Outra coisa. Acabei de passar na concessionária Mercedes e vi o último modelo que lançaram. É fantástico! Falei com o vendedor e ele disse que pode fazer um preço camarada dando o meu Classe A de entrada... 

‒ Quanto é o preço camarada?

‒ Meu amor, são só 80.000 reais!

‒ Bom, estamos com dinheiro nesse momento, então ok. Mas por esse preço eu quero com todos os opcionais!

‒ Pode deixar! Olha, antes de desligar só mais uma coisa:

‒ O quê?

‒ Hoje de manhã, passei em frente à imobiliária e reparei que aquela casa, que vimos no ano passado, está à venda. Lembra? Jardim e churrasqueira, completamente isolada, em frente àquela praia magnífica?

‒ E quanto é que ela custa?

‒ Meu querido, só custa 450.000 reais!

‒ Bom, pode comprar, mas pague, no máximo, 420.000 reais, desde eles façam um financiamento.

‒ Está bem, meu amor. Obrigada. Então, até logo! À noite te faço uma massagem legal, inclusive vou dar aquela viradinha que você tanto gosta... Entendeu?

‒ Até logo... Amor, vou chegar em casa cheio de amor!

Ele desliga o telefone e pergunta aos outros:

‒ Alguém sabe de quem é este celular?

Essas mulheres...

 

Um homem chegou em casa, vindo do trabalho, e encontrou seus três filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo pijamas. Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa. A porta do carro da sua esposa estava aberta. A porta da frente da casa também. O cachorro estava sumido, não veio recebê-lo. 

Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça. A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede. Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas. Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café da manhã na mesa, a geladeira estava aberta, tinha comida de cachorro no chão e até um copo quebrado em cima do balcão. Sem contar que tinha um montinho de areia perto da porta. 

Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja. “Será que a minha mulher passou mal?” ele pensou.  “Será que alguma coisa grave aconteceu?” Daí ele viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do banheiro. Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiênico na pia. A pasta de dente tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordando água e espuma. 

Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e lendo um livro. Ela olhou para ele, sorriu, e perguntou como foi seu dia. Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou que diabos havia acontecido em casa, por que toda aquela bagunça? 

Ela sorriu e disse: 

‒ Todo dia, quando você chega do trabalho, me pergunta: Afinal de contas, o que eu fiz o dia inteiro dentro de casa? 

‒ Tá, e daí? 

‒ Bem, hoje eu não fiz nada, fofo!

Oração do Perdão

 

Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham minha evolução, dedicarei alguns momentos para perdoar. A partir deste momento, eu perdoo todas as pessoas que de alguma forma me ofenderam, me injuriaram ou me causaram dificuldades desnecessárias

Perdoo, sinceramente, quem me rejeitou, me odiou, me abandonou, me traiu, me humilhou, me amedrontou, me iludiu. 

Perdoo, especialmente, quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse violentamente para depois me fazer sentir vergonha, remorso e culpa inadequada. Reconheço que também fui responsável pelas agressões que recebi, pois várias vezes confiei em indivíduos negativos, permiti que me fizessem de bobo e descarregassem sobre mim seu mau caráter. 

Por longos anos suportei maus tratos, humilhações, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas. Já estou livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos. 

Iniciei, agora, uma nova etapa de minha vida, em companhia de gente amiga, sadia e competente. Queremos compartilhar sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso de todos nós. Jamais voltarei a me queixar, falando sobre mágoas e pessoas negativas. Se, por acaso, pensar nelas, lembrarei que já estão perdoadas e descartadas de minha vida íntima definitivamente. 

Agradeço pelas dificuldades que essas pessoas me causaram, pois isso me ajudou a evoluir, do nível humano comum ao nível espiritualizado em que estou agora. Quando me lembrar das pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas boas qualidades e pedirei ao Criador que as perdoe também, evitando que elas sejam castigadas pela lei da causa e efeito, nesta vida ou em futuras. 

Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um me repelir, não me corresponder e me afastar de suas vidas. 

(Fazer uma pausa para acúmulo de energia e respirar profundamente algumas vezes) 

Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma, consciente ou inconscientemente eu ofendi, injuriei, prejudiquei ou desagradei. Analisando e fazendo um julgamento de tudo que realizei ao longo de toda a minha vida, vejo que o valor das minhas boas ações é suficiente para pagar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor. 

Sinto-me em paz com minha consciência e de cabeça erguida respiro profundamente, prendo o ar e me concentro para enviar uma corrente de energia destinada ao EU SUPERIOR. Ao relaxar, minhas sensações revelam que este contato foi estabelecido

Agora dirijo uma mensagem de fé ao meu EU SUPERIOR, pedindo orientação, proteção e ajuda para a realização, em ritmo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual estou trabalhando com dedicação e amor. 

Agradeço de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e comprometo-me a retribuir trabalhando para o bem do próximo, atuando como agente catalisador do entusiasmo, prosperidade e auto-realização. 

Tudo farei em harmonia com as leis da Natureza e com a permissão do nosso CRIADOR, eterno, infinito, indescritível que eu, intuitivamente sinto como o único poder real, atuante dentro e fora de mim. 


ASSIM SEJA, ASSIM É E ASSIM SERÁ.

(Ensinada pelos Kahunas, antigos polinésios)

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Qual seu tipo de alimentação?

 Para você que não sabe o que significam esses termos,

o Copia Vita Salute Corporation te ensina:

Onívoro 

São os animais que se alimentam tanto de outros animais, como de plantas. 

Carnívoro 

Chamam-se carnívoros aos animais que se alimentam predominantemente de outros animais. 

Vegetariano

O vegetarianismo inclui o veganismo e define-se como a prática de não comer carne (aves, peixe, ovelha etc.) nem seus subprodutos (bacon, salsicha, presunto etc.), com ou sem uso de laticínios e ovos. O vegetariano não come nada que implique em tirar a vida de um animal. O regime vegetariano não é, pois, exclusivamente vegetal e seu nome não se origina de alimentação vegetal e, sim, do latim vegetus que significa “forte”, “vigoroso”, “saudável”. 

Freegano 

O freegano (uma corruptela deliberada da palavra vegano) são mais radicais que os veganos ao se recusarem a comprar qualquer tipo de alimento, eles também são mais flexíveis, já que não têm objeções éticas a comer produtos animais que foram jogados fora. Eles querem evitar dar dinheiro àqueles que exploram os animais. Freegans são pessoas que adotam estratégias alternativas para viver baseados em uma participação limitada na economia e consomem o mínimo possível de produtos. 

Vegetariano seletivo 

É indivíduo que exclui somente a carne vermelha e come aves e peixes. 

Ovo-lacto-vegetariano 

Não consome nenhum tipo de carne, mas inclui ovos e leite (e derivados, como queijo, iogurte etc.) em sua alimentação. Esta é a forma mais “popular” de vegetarianismo. A pessoa só exclui a carne de sua dieta. 

Lacto-vegetariano

Não consome nenhum tipo de carne, mas inclui leite e derivados do leite (laticínios). 

Vegetariano Macrobiótico 

É a pessoa que vai além da exclusão da proteína animal de sua dieta; ela procura ingerir produtos mais naturais, de acordo com a energia vital de cada alimento. Os seguidores da linha macrobiótica têm uma filosofia de vida voltada para o equilíbrio do corpo e da alma. Estes indivíduos procuram não comer alimentos com produtos químicos, enlatados. 

Flexitariano 

Flexitariano é um acrônimo que funde os conceitos “vegetariano” e “flexível”, uma nova tendência nutricional que se aplica a quem privilegia a ingestão de alimentos vegetais, mas permite pequenas concessões como comer também peixe, e até, esporadicamente, uma porção de carne. 

Frutarianismo

(Frugívoro / frutívoro / frutariano) 

O frutarianismo é um sistema de nutrição e um estilo de vida. A dieta frutariana consiste apenas em frutas e sementes cruas.

Crudívoro 

O crudivorismo é o sistema que só admite alimentos crus. 

Todas essas definições foram tiradas das fontes abaixo: 

Vegetarianismo

Casa do Crudivoro

Amor Cósmico

Chile Vegetariano

Wiki Omnivoro

Wiki Carnivoro

Wiki Vegetarianismo

Wiki Freeganismo