‒ Leões e panteras são inofensivos, mas tome cuidado com galinhas e patos, porque podem ser muito perigosos ‒ disse uma minhoca aos seus filhos.
Bertrand Russel em “A relatividade da percepção”
Essa frase, atribuída a Bertrand Russell, brinca com algo bem profundo: o perigo não é absoluto ‒ ele depende de quem está olhando.
Para um ser humano, um leão é uma ameaça real, enquanto para uma galinha parece inofensiva, mas para uma minhoca, a lógica se inverte completamente: a galinha é um predador direto, quase uma “morte inevitável”, enquanto o leão é irrelevante, ou seja, Russell está mostrando que o perigo é relativo à posição e à condição de quem observa aquilo que ignoramos pode ser fatal para outro ser e, filosoficamente, nossas certezas sobre o mundo são sempre limitadas pelo nosso ponto de vista.
Isso também pode ser aplicado à vida humana: às vezes desprezamos pequenos problemas ou pessoas “inofensivas”, enquanto tememos grandes ameaças distantes ‒ mas, na prática, são os “pequenos” que mais nos afetam.
No fundo, é uma crítica elegante à nossa tendência de achar que nossa visão do mundo é universal, quando ela é apenas… humana.
Você
acha que, na sua vida, existem “galinhas” que parecem pequenas, mas na verdade
são mais perigosas do que os “leões”?
Amantes de Filosofia e História


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