quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

O marido de uma professora

 

O marido de uma professora sabe que quando fica sem papel higiênico tem que pedir permissão antes de jogar fora o rolo de papelão, porque pode ser útil para um artesanato. 

O marido de um professor sabe que, mesmo não sendo especialista, deve se transformar em carpinteiro ou eletricista se necessário. 

O marido de uma professora precisa aprender a fotocopiar manualmente em caso de emergência. 

O marido de uma professora está acostumado a ouvi-la falar em sílabas misteriosas com ritmo, músicas e gestos exagerados. 

O marido de uma professora sabe o nome dos alunos, principalmente os mais travessos. 

O marido de uma professora sabe que quando a vê toda animada conversando com um colega, é sobre algum episódio de sucesso na escola. 

O marido de uma professora vai ao festival e se torna técnico de som para a peça. 

O marido de uma professora age como consultor quando o PC tem algo errado. 

O marido de uma professora sabe que pode ser apanhado por erros ortográficos e não poderá dar desculpas. 

O marido de uma professora sabe que se sugerir uma saída, a resposta será: “E quem vai cobrir a aula?” 

O marido de uma professora pega conchas junto ao mar e folhas nas montanhas. 

O marido de uma professora sabe que os professores não trabalham apenas 6 horas por dia. 

O marido de uma professora ouve todos os seus sucessos com os alunos. 

O marido de uma professora ama-a até pela paixão que coloca em tudo o que faz. 

Da escritora e poeta Lucia Falbo. 


Bob Dylan

 

Blowing in the wind 

Soprando no vento 

Em 1962, o então jovem Bob Dylan, aos 21 anos de idade, compôs a canção “Blowing in the Wind”. Tempos conturbados, guerras eclodindo, preconceitos raciais, conflitos sociais, violência, desamor... A letra da canção é composta por uma série de perguntas filosóficas, abordando a paz, a guerra, a compaixão, a liberdade... E por tratar de temas atemporais, ela continua atual, mesmo passado mais de quarenta anos.

Quantas estradas um homem precisa percorrer

Antes que venha a ser chamado de homem?

Quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar

Antes que ela possa repousar na praia?

E por quantas vezes ainda as balas de canhão voarão

Até que sejam para sempre banidas? 

A resposta, meu amigo,

está soprando no vento.

A resposta está soprando no vento. 

Quantos anos deve uma montanha existir

Até que se desmanche no mar?

Quantos anos devem algumas pessoas existir

Até que sejam permitidas a serem livres?

E quantas vezes pode um homem virar sua cabeça

E fingir que ele simplesmente não vê? 

A resposta, meu amigo,

está soprando no vento.

A resposta está soprando no vento. 

Quantas vezes deve um homem olhar para cima

Antes que possa enxergar o céu?

Quantos ouvidos deve um homem possuir

Até que possa ouvir o lamento do próximo?

E quantas mortes ainda serão necessárias 

Até que perceba que pessoas demais morreram? 

A resposta, meu amigo,

está soprando no vento.

A resposta está soprando no vento...


Mitos e Curiosidades...

 

Por que a gente soluça?

Soluço é a contração involuntária do músculo do Diafragma, responsável pela respiração. O soluço geralmente é causado por uma irritação no Nervo frênico, responsável por ativar o diafragma devido a um aumento do volume do estômago. E não é lenda a história de que um susto pode curar o soluçante, pois libera adrenalina e ativa o nervo frênico, outra saída é a água gelada, que provoca o mesmo efeito.

Ih! Meu pé dormiu!

Isso acontece porque a compressão do fluxo sanguíneo (ao cruzar as pernas, por exemplo) interrompe o tráfego de impulsos nervosos. Ao restabelecer o fluxo, acontece uma espécie de curto circuito nos impulsos elétricos dos nervos, daí a sensação de formigamento. Há até um problema conhecido como paralisia dos amantes. O casal dorme junto e um deles fica em cima do braço do outro. O fluxo sanguíneo pode ficar interrompido por horas, Comprometendo por meses ou até para sempre o músculo do braço. A saída para o formigamento restabelecer o fluxo sanguíneo, movimentando o músculo. Dependendo do caso, é necessário fazer fisioterapia.

Por que tenho vontade de urinar quando entro na piscina?

Não é sacanagem. Ao entrar na água, a pressão externa sobre o corpo aumenta. Os líquidos componentes do plasma que estão fora dos vasos são empurrados para dentro deles, com o aumento do volume de sangue nos vasos ‒ chamado volemia ‒ vem a vontade de urinar. É como beber água. Por falar em água, é verdade que torneira aberta e chuveiro despertam a vontade. É psicológico, chamamos de reflexo da micção. 

De onde vem a Câimbra?

Segundo o neurologista Acary Oliveira, da Unifesp, 95% da população já experimentou esse espasmo muscular, Em geral na barriga da perna. Após intensa atividade física, acaba a energia e a musculatura se contrai e não relaxa. Para passar, o segredo é contrair o músculo oposto ao que está doendo, como fazem os jogadores de futebol. Se a câimbra for na barriga da perna, por exemplo, basta alongar os músculos da parte da frente, Puxando a ponta do pé para cima, em direção a canela. 

O que causa o Arroto?

Também chamado eructação, o arroto é causado pelo ato de engolir ar (aerofagia). Falar ou comer muito rápido, engolindo ar, são as causas mais comuns. Ingerir alguma substância que contenha gás, como refrigerante, pode ser outra causa provável. A cura não é muito educada. Basta eructar (arrotar). 

Por que, às vezes, meu olho treme?

O espasmo das pálpebras é causado pela contração do músculo orbicular (músculo responsável pelo fechamento das pálpebras). A causa mais provável é que seja provocado pelo cansaço ou tensão. É como uma cãibra, explica o oftalmologista Paulo Henrique, da Unifesp. O músculo se movimenta rápido para fazer circular mais sangue na região e dissipar o ácido lático, responsável pela irritação na terminação nervosa.

Por que há uma espécie de choque

quando se bate o cotovelo na quina da mesa?

A reação é causada pela compressão de um nervo chamado ulnar. No cotovelo, o nervo ulnar está muito exposto, Ficando suscetível a pancadas . Esse nervo está ligado aos dedos mínimo e anular. Por isso, a sensação de choque se espalha do cotovelo até esses dois dedos. 

Estalar os dedos engrossa as articulações?

Não. Ao esticar o dedo, o líquido sinovial lubrificante da articulação responsável por diminuir o atrito se desloca sob o vácuo formado entre as articulações, fazendo o barulho do estalo, ensina o ortopedista cirurgião de mão Luís Nakashima. O mesmo fenômeno pode ser percebido nas costas e nos joelhos. Provocar o estalo no dedo não faz mal algum. 

Por que tenho a impressão

de já ter visto um lugar onde nunca estive?

A sensação de déjá vu pode acontecer com quase todos E tem origem biológica. O hipocampo ‒ região do cérebro responsável pelo processamento da memória ‒ é ativado fora de hora, Exatamente quando está ocorrendo um fato novo, dando a impressão de que aquilo já estava registrado, de que é um fato do passado. O evento é mais frequente em pessoas com epilepsia No lobo temporal e isso, provavelmente, está relacionado com disparo anormal do hipocampo, um dos centros cerebrais da memória, explica o psiquiatra Roberto Sassi. Mas isso não implica que pessoas que tenham déjá vu sofram de epilepsia. 

Por que a gente boceja?

É uma forma de ativar o cérebro e evitar o sono, afirma o coordenador do departamento de distúrbio do sono da Unifesp, Ademir Baptista Silva. Ao bocejar, o segundo e o terceiro ramo do nervo trigêmeo (um dos nervos da face) são ativados, estimulando o cérebro. O mesmo efeito pode ser obtido mascando chiclete. O único mistério é o fator epidêmico do bocejo ninguém sabe por que as pessoas bocejam quando veem outras bocejando, diz Ademir. 

Por que os pelos ficam arrepiados?

O frio e as fortes emoções são os principais estímulos causadores da contração do músculo eretor dos pelos, afirma a neurologista Cláudia Garavelli. A origem pode estar na teoria darwinista e sua explicação é que o arrepio é uma forma de defesa. No frio, a camada formada pelos pelos retém o ar quente, aquecendo o corpo. No medo, aumenta-se o volume do corpo, assustando-se assim um eventual agressor, como fazem os gatos. 

Por que a pele da mão enruga quando ficamos na água?

Porque a camada externa da pele do dedo é composta por uma proteína ‒ a queratina ‒ que pode absorver água como uma esponja, explica o clínico geral Luís Fernando. A camada externa da pele da ponta dos dedos é fixa. Para caber o volume de água absorvido, a pele enruga. 

O que causa o espirro?

É um mecanismo de defesa, uma forma de o organismo liberar bactérias e vírus alojados nas vias respiratórias, especialmente no nariz, limpando-o. Explica o pneumologista Clystenes Odyr Silva. Não tente impedir o espirro e jamais bloqueie o nariz para evitar fazer barulho. A velocidade do espirro pode ser de 160 km/h; ao tampar nariz, a pressão é transmitida para um canal do ouvido e corre-se o risco de ter-se o tímpano rompido. 

É verdade que orelhas e nariz crescem

quando envelhecemos?

Não. O problema é que o tecido de sustentação da pele perde elasticidade. A partir dos 75 anos, a flacidez é mais acentuada devido à perda da elastina, proteína responsável pela elasticidade da pele, afirma o geriatra Clineu Almada. Assim, tecido cai, dando a impressão de que o órgão cresceu. 

Fonte: Constante Evolução


O adeus de um homem minúsculo

 Renato Essenfelder – Estado de São Paulo

“Ele” pelo caricaturista Fraga em Zero Hora 

O homem minúsculo, o homúnculo, apagou as luzes do palácio e foi dormir. 

Depois de tanto bradar, gritar e babar, depois de ameaçar e conspirar à luz do dia, incessantemente, calou-se. 

Recolheu-se à insignificância que o espera. Amém. 

Como os livros de história no futuro irão se referir a esse homem tão pequeno? 

Terá alguma importância, o seu nome, ou irão se interessar apenas pelo surto coletivo que se apossou de milhões de brasileiros, por meia década ao menos, e que resultou na eleição de um ninguém, um nada, um palhaço macabro? 

Um fantasma descarnado, insepulto e obcecado pela morte, sua especialidade, no qual milhões projetaram suas próprias fantasias autoritárias. Como? Por quê? 

Quantos afinal projetaram naquele corpo sem vida, naquela vida sem alma, a virilidade perdida, as certezas corroídas, o desejo e a inveja da criança egoísta que brinca de motinho enquanto o mundo acaba em fome e doença. As pessoas morrem, ele debocha: e daí? Nada interrompe seu gozo sem fim. 

Os livros de história no futuro talvez falem de um homem minúsculo que emergiu dos porões sujos do Congresso Nacional, já em avançado estado de decomposição moral e física, para canalizar todo o ressentimento de uma nação. Esse vórtice de maldade, cercado por gente ainda menor, ainda mais ridícula e ignorante orbitando ao redor de sua sombra. 

Homens minúsculos, a história demonstra, podem projetar sombras imensas. Mas passam, os homens e suas sombras. 

Ele tentou, com todas as minúsculas forças, tentou eternizar sua sombra horrível. Mas decrépito, fraco, bronco e insignificante, não conseguiu manter-se no poder. 

Porque destruir é uma coisa, mas construir é outra, muito mais difícil, muito mais complexa. O homem pequeno veio e apequenou o país inteiro, apequenou o Estado e as suas instituições, apequenou o povo, os amigos, as famílias. Destruiu, passou bois e boiadas, sufocou, boicotou, conspirou, enquanto ocupávamo-nos de sobreviver. 

Mas então, enfim consciente da sua pequenez, emudeceu no canto do palácio vazio, vítima da própria insignificância. 

Depois de destruir e destruir e destruir, descobriu-se incapaz, impotente, brocha. Um fantasma de brochidão e fraqueza, incapaz de fecundar o que quer que seja – planos, corpos, natureza. Homens pequenos não constroem coisa alguma. 

Já era hora de dar um basta, já era hora de lembramos a nós mesmos que o homem pequeno é pequeno demais para um país tão grande. 

******* 

Do Renato Essenfelder ‒ jornalista, escritor e professor universitário. É doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor em Comunicação e Artes pela Universidade da Beira Interior (Portugal).

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Literatura brasileira

 Indique a que Escola Literária pertencem as características abaixo:

Naturalismo – Parnasianismo -  Realismo – Romantismo - Simbolismo

01.    Objetivismo:       

02.    Personagens idealizadas:       

03.    Subjetivismo:      

04.    Personagens concretas:

05.    Religiosidade, misticismo:     

06.    Racionalismo:     

07.    Registro fiel da realidade:      

08.    Escapismo:

09.    Indianismo:         

10.    Aspectos negativos da realidade:    

11.    Sentimentalismo:

12.    Condoreirismo:   

13.    Denúncia das injustiças sociais:      

14.    Saudosismo:       

15.    Morbidez:  

16.    Determinismo:    

17.    Idealização do amor:    

18.    Materialização do amor:        

19.    Medievalismo:    

20.    Anticlericalismo: 

21.    Personagens patológicas:      

22.    Liberdade de criação:   

23.    Visão determinista e mecanicista do homem:    

24.    Cientificismo:     

25.    Incorporação de termos científicos:

26.    Registra as impressões dos fatos:   

27.    Personagens rudes e vulgares:        

28.    Impessoalidade e objetividade:       

29.    Visão carnal da mulher:        

30.    Arte pela arte:     

31.    Culto da forma:  

32.    Procura da rima rica:   

33.    Retorno aos modelos clássicos greco-latinos:    

34.    Procura da palavra perfeita:  

35.    Presença do sonho, do oculto, do inconsciente: 

36.    Linguagem exótica, colorida: 

37.    Aproximação da poesia à música:  

38.    Concepção mística da vida:   

39.    Expressão vaga, imprecisa da realidade:  

40.    Predomínio do sugerir sobre o nomear:   

Gabarito 

01.    Objetivismo: 

► Realismo     

02.    Personagens idealizadas:

► Romantismo

03.    Subjetivismo: 

► Romantismo        

04.    Personagens concretas: 

► Realismo ► Naturalismo  

05.    Religiosidade, misticismo: 

► Romantismo       

06.    Racionalismo: 

► Realismo   

07.    Registro fiel da realidade: 

► Realismo    

08.    Escapismo: 

► Romantismo  

09.    Indianismo: 

► Romantismo 

10.    Aspectos negativos da realidade: 

► Realismo  

11.    Sentimentalismo: 

► Romantismo  

12.    Condoreirismo: 

► Romantismo     

13.    Denúncia das injustiças sociais: 

► Naturalismo         

14.    Saudosismo: 

► Romantismo

15.    Morbidez: 

► Naturalismo     

16.    Determinismo: 

► Naturalismo       

17.    Idealização do amor: 

►     Romantismo      

18.     Materialização do amor: 

►     Romantismo 

19.    Medievalismo: 

►     Romantismo      

20.    Anticlericalismo: 

►     Naturalismo   

21.    Personagens patológicas: 

► Naturalismo

22.    Liberdade de criação: 

► Romantismo

23.    Visão determinista e mecanicista do homem: 

► Naturalismo       

24.    Cientificismo: 

► Naturalismo        

25.    Incorporação de termos científicos: 

► Naturalismo   

26.    Registra as impressões dos fatos: 

► Impressionismo

27.    Personagens rudes e vulgares: 

► Naturalismo  

28.    Impessoalidade e objetividade: 

► Realismo      

29.    Visão carnal da mulher: 

► Naturalismo  

30.    Arte pela arte: 

► Parnasianismo    

31.    Culto da forma: 

► Parnasianismo 

32.    Procura da rima rica: 

► Parnasianismo   

33.    Retorno aos modelos clássicos greco-latinos: 

► Parnasianismo   

34.    Procura da palavra perfeita: 

► Parnasianismo 

35.    Presença do sonho, do oculto, do inconsciente: 

► Simbolismo    

36.    Linguagem exótica, colorida: 

► Simbolismo    

37.    Aproximação da poesia à música: 

► Simbolismo      

38.    Concepção mística da vida: 

► Simbolismo      

39.    Expressão vaga, imprecisa da realidade: 

► Simbolismo     

40.    Predomínio do sugerir sobre o nomear: 

► Simbolismo        

Revisão de Literatura

 Romantismo - Realismo - Naturalismo – Parnasianismo 

I ‒ O Romantismo e o Realismo são dois períodos literários que apresentam características mais nitidamente opostas. Os princípios estéticos, a filosofia, a postura psicológica de um e de outro período se opõem diametralmente. Assim sendo, para fins didáticos, podemos estabelecer ANTÍTESES entre um e outro estilo de época. Complete, pois, o seguinte quadro: 

Romantismo 

→ Subjetivismo  

→ Imaginação    

→ Causalidade

→ Parcialidade

 

Realismo 

→ Realidade

→ Contenção emocional

→ Extroversão

→ Imparcialidade 

II ‒ As afirmações que seguem, pertencem às posturas dos diversos estilos de época. 

Identifique-as, colocando nos parênteses as letras (RO) para Romantismo, (RE) para Realismo, (N) para Naturalismo e (P) para Parnasianismo: 

01. (  ) O homem não possui quaisquer privilégios especiais sobre os outros seres, estando sujeito as mesmas leis de evolução. “A evolução de uma pedra é a mesma que a do coração de uma donzela.” 

02. (  ) Pratica-se uma poesia filosófica-científica, com apurada técnica do verso. 

03. (  ) Preferência por assuntos da época. Os temas da literatura são extraídos da realidade circundante. 

04. (  ) Exaltavam-se, sobretudo, os sentimentos, contra o primado da razão e do espírito, descambando, não raro, para a misantropia e o pessimismo. 

05. (  ) O homem está sujeito a leis inflexíveis de condicionamento de raça, meio e momento histórico. 

06. (  ) Os fatos psicológicos como manifestação da matéria, subordinados aos fatos fisiológicos e não aos fatos de ordem espiritual, transcendente ou metafísica. 

07. (   ) O culto da natureza encontrou campo propício na exuberante paisagem nacional. 

08. (   ) Visão materialista do homem, da vida e da sociedade. 

09. ( ) As personagens são tipos fictícios, criadas pela fantasia, de acordo com os modelos ideais concebidos pelo artista. 

10. (  ) As personagens são tipos concretos, vivos, extraídos do contexto social e analisáveis sob o ponto de vista social e psicológico. 

11. (  ) Busca o perene humano, procurando mostrar a existência em seus elementos essenciais e universais. 

12. (  ) O romance passa a fundir realidade e fantasia, análise e invenção, havendo uma tendência para o romance histórico. 

13. (   ) O homem é um “caso” que deve ser analisado cientificamente. 

14. (  ) O estilo se subordina ao objeto narrado e a todos os elementos do conteúdo às circunstâncias da realidade. 

15. (  ) A atitude científica de observação, descrição e análise é levada a uma posição extremada. 

16. (   ) Sobre a nudez da verdade é necessário o manto diáfano da fantasia. 

17. (  ) Como o autor, põe luvas de borracha e não hesita em chafurdar as mãos nas pústulas sociais e analisá-las com rigorismo técnico, mais de quem faz ciência do que faz literatura. 

18. (  ) Evasão, escapismo. O poeta procura o mundo do sonho. Tenta a fuga dos problemas diários. O artista é um sonhador, um evasivo. 

19. (   ) O crime, a miséria, a prostituição, o adultério, o sexo são temas abordados como teses científicas. 

20. (   ) O culto da forma, o descritivismo e o retorno aos motivos clássicos. 

21. (  ) O artista pretende reformar o mundo. Anima-o a crença nos ideais de liberdade, igualdade e justiça, ainda que esses ideais, muitas vezes, não passem de um sonho utópico. 

22. (   ) O verso era feito com uma linguagem sóbria, de grande apuro formal e requintada técnica. 

23. (  ) Importa indagar o “como” e o “porquê” das coisas, dissecando-lhes o interior, fazendo penetrar nelas a luz do conhecimento positivo. 

24. (  ) O espírito de vida burguesa falhara como ideal de civilização, pois não resolvera as questões do homem. Importava, pois, submeter estas questões ao crivo das indagações científicas através de um exame das condições sociais. 

25. (  ) O artista volta-se para dentro de si mesmo na procura incansável das verdadeiras aspirações do homem. 

26. (  ) Desprezo por temas individuais, concepção de amor carnal do que espiritual, impassibilidade: Arte pela arte. 

27. (  ) A Natureza era o refúgio o alento para o artista, porque ela representava ambiente ainda não corrompido pelas mãos do homem. 

28. (  ) Procura-se reviver a poemática tradicional, buscando nos autores clássicos as regras fundamentais para aquela contingência. 

29. (  ) O comportamento dos personagens era interpretado dentro de um esquema de causas determinantes que agiam inevitavelmente para aquela contingência. 

30. (  ) O homem é presa de forças superiores e fatais, às quais não escapa em nenhum momento, uma vez que seu lado espiritual se anula diante de seu lado fisiológico. 

31. (   ) O que interessa é o objeto assim como ele se manifesta. O escritor deve assumir, diante da matéria literária, uma atitude imparcial. 

32. (  ) A redução dos seres humanos ao nível animal, a natureza humana vista como uma selava onde os fortes devoram os fracos. 

33. (  ) É um movimento poético que se caracteriza pela preocupação com a correção da linguagem, com a elegância da expressão e com a clareza do verso. 

34. (   ) O objetivismo, a realidade, a observação, a causalidade, contenção emocional e a imparcialidade são suas características básicas. 

35. (   ) Predomínio da fantasia, da imaginação, temas cristãos e nacionais, religiosidade, nacionalismo são, entre outras, suas características básicas. 

36. (   ) O darwinismo, o evolucionismo, o positivismo e também o socialismo são bases filosóficas e operacionais. 

37. (   ) Preocupação forma: a rima, a métrica, o vocabulário erudito (a arte pela arte). 

38. (  ) Liberdade de expressão formal, sem amarras das normas e procedimentos artísticos clássicos; liberdade de expressão da subjetividade, dos sentimentos, da imaginação. 

39. ( ) Individualismo, subjetivismo, egocentrismo, obsessão pela morte, dúvida, desilusão, cinismo, negativismo boêmio, satanismo, tédio, masoquismo, melancolia e morbidez. 

40. (  ) O romance experimental substitui o estudo do homem abstrato e metafísico pelo homem natural, sujeito a leis físico-químicas determinadas pela influência do meio. 

41. (  ) O escritor encara a vida com objetividade, sem intrometer-se na caracterização dos tipos que cria ou recria. 

42. (  ) Despreocupação com a moral, desde que o fato observado e analisado tenha interesse. 

43. (   ) Uma posição de “volta” aos motivos clássicos, assinalando ainda mais a posição antirromântica do movimento. 

44. (   ) Uma preocupação acentuadíssima com a composição, com a técnica do poema. 

45 (  ) Volta-se para o passado ou para o futuro. O personagem está em choque com o mundo em que vive, e o autor contamina o personagem com o seu eu, com muita evidência. 

46. (  ) É preciso observar e analisar a realidade, para poder conhecê-la com precisão. 

47. (   )  A mulher aparece convertida em anjo, em figura poderosa, inatingível, capaz de mudar  a  vida do próprio homem. 

48. (  ) Uma poesia descritiva, marcada pela pintura de fenômenos naturais, fatos da história. 

49. (  )  O narrador não se intromete na vida dos personagens; apenas os vê com seus olhos de artista. 

50. (  ) Versos impassíveis, perfeição formal, cuidado com a rima, com o ritmo e os vocábulos. 

Gabarito

01. ( N ) O homem não possui quaisquer privilégios especiais sobre os outros seres, estando sujeito as mesmas leis de evolução. “A evolução de uma pedra é a mesma que a do coração de uma donzela.” 

02. ( P ) Pratica-se uma poesia filosófica-científica, com apurada técnica do verso. 

03. (RE) Preferência por assuntos da época. Os temas da literatura são extraídos da realidade circundante. 

04. (RO) Exaltavam-se, sobretudo, os sentimentos, contra o primado da razão e do espírito, descambando, não raro, para a misantropia e o pessimismo. 

05. ( N ) O homem está sujeito a leis inflexíveis de condicionamento de raça, meio e momento histórico. 

06. ( N ) Os fatos psicológicos como manifestação da matéria, subordinados aos fatos fisiológicos e não aos fatos de ordem espiritual, transcendente ou metafísica. 

07. (RO) O culto da natureza encontrou campo propício na exuberante paisagem nacional. 

08. (RE) Visão materialista do homem, da vida e da sociedade. 

09. (RO) As personagens são tipos fictícios, criadas pela fantasia, de acordo com os modelos ideais concebidos pelo artista. 

10. (RE)  As personagens são tipos concretos, vivos, extraídos do contexto social e analisáveis sob o ponto de vista social e psicológico. 

11. (RE) Busca o perene humano, procurando mostrar a existência em seus elementos essenciais e universais. 

12. (RO) O romance passa a fundir realidade e fantasia, análise e invenção, havendo uma tendência para o romance histórico. 

13. ( N ) O homem é um “caso” que deve ser analisado cientificamente. 

14. (RE) O estilo se subordina ao objeto narrado e a todos os elementos do conteúdo às circunstâncias da realidade. 

15. ( N ) A atitude científica de observação, descrição e análise é levada a uma posição extremada. 

16. (RO) Sobre a nudez da verdade é necessário o manto diáfano da fantasia. 

17. ( N ) Como o autor, põe luvas de borracha e não hesita em chafurdar as mãos nas pústulas sociais e analisá-las com rigorismo técnico, mais de quem faz ciência do que faz literatura. 

18. (RO) Evasão, escapismo. O poeta procura o mundo do sonho. Tenta a fuga dos problemas diários. O artista é um sonhador, um evasivo. 

19. ( N ) O crime, a miséria, a prostituição, o adultério, o sexo são temas abordados como teses científicas. 

20. ( P ) O culto da forma, o descritivismo e o retorno aos motivos clássicos. 

21. (RO) O artista pretende reformar o mundo. Anima-o a crença nos ideais de liberdade, igualdade e justiça, ainda que esses ideais, muitas vezes, não passem de um sonho utópico. 

22. ( P ) O verso era feito com uma linguagem sóbria, de grande apuro formal e requintada técnica. 

23. ( N ) Importa indagar o “como” e o “porquê” das coisas, dissecando-lhes o interior, fazendo penetrar nelas a luz do conhecimento positivo. 

24. (RE) O espírito de vida burguesa falhara como ideal de civilização, pois não resolvera as questões do homem. Importava, pois, submeter estas questões ao crivo das indagações científicas através de um exame das condições sociais. 

25. (RO) O artista volta-se para dentro de si mesmo na procura incansável das verdadeiras aspirações do homem. 

26. ( P ) Desprezo por temas individuais, concepção de amor carnal do que espiritual, impassibilidade: Arte pela arte. 

27. (RO) A Natureza era o refúgio o alento para o artista, porque ela representava ambiente ainda não corrompido pelas mãos do homem. 

28. ( P ) Procura-se reviver a poemática tradicional, buscando nos autores clássicos as regras fundamentais para aquela contingência. 

29. ( N ) O comportamento dos personagens era interpretado dentro de um esquema de causas determinantes que agiam inevitavelmente para aquela contingência. 

30. ( N ) O homem é presa de forças superiores e fatais, às quais não escapa em nenhum momento, uma vez que seu lado espiritual se anula diante de seu lado fisiológico. 

31. ( P ) O que interessa é o objeto assim como ele se manifesta. O escritor deve assumir, diante da matéria literária, uma atitude imparcial. 

32. ( N ) A redução dos seres humanos ao nível animal, a natureza humana vista como uma selava onde os fortes devoram os fracos. 

33. ( P ) É um movimento poético que se caracteriza pela preocupação com a correção da linguagem, com a elegância da expressão e com a clareza do verso. 

34. (RE) O objetivismo, a realidade, a observação, a causalidade, contenção emocional e a imparcialidade são suas características básicas. 

35. (RO) Predomínio da fantasia, da imaginação, temas cristãos e nacionais, religiosidade, nacionalismo são, entre outras, suas características básicas. 

36. (RE) O darwinismo, o evolucionismo, o positivismo e também o socialismo são bases filosóficas e operacionais. 

37. ( P ) Preocupação forma: a rima, a métrica, o vocabulário erudito (a arte pela arte), 

38. (RO) Liberdade de expressão formal, sem amarras das normas e procedimentos artísticos clássicos; liberdade de expressão da subjetividade, dos sentimentos, da imaginação. 

39. (RO) Individualismo, subjetivismo, egocentrismo, obsessão pela morte, dúvida, desilusão, cinismo, negativismo boêmio, satanismo, tédio, masoquismo, melancolia e morbidez. 

40. ( N ) O romance experimental substitui o estudo do homem abstrato e metafísico pelo homem natural, sujeito a leis físico-químicas determinadas pela influência do meio. 

41. (RE) O escritor encara a vida com objetividade, sem intrometer-se na caracterização dos tipos que cria ou recria. 

42. ( N ) Despreocupação com a moral, desde que o fato observado e analisado tenha interesse. 

43. ( P ) Uma posição de “volta” aos motivos clássicos, assinalando ainda mais a posição anti-romântica do movimento. 

44. ( P ) Uma preocupação acentuadíssima com a composição, com a técnica do poema. 

45 (RO) Volta-se para o passado ou para o futuro. O personagem está em choque com o mundo em que vive, e o autor contamina o personagem com o seu eu, com muita evidência. 

46. (RE) É preciso observar e analisar a realidade, para poder conhecê-la com precisão. 

47. (RO) A mulher aparece convertida em anjo, em figura poderosa, inatingível, capaz de mudar a vida do próprio homem. 

48. ( P ) Uma poesia descritiva, marcada pela pintura de fenômenos naturais, fatos da história. 

49. (RE) O narrador não se intromete na vida dos personagens; apenas os vê com seus olhos de artista. 

50. ( P ) Versos impassíveis, perfeição formal, cuidado com a rima, com o ritmo e com os vocábulos. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Se...

 Max Nunes

Um dos poemas mais conhecidos é “Se...”, de Rudyard Kipling, em que um pai diz a um filho o que é necessário para ele se tornar um homem. Mas isso foi em 1910. Como seria hoje o homem de Kyplinkg?

Meu filho: 

Se és capaz de usar uma peruca 

De caracóis dourados sobre a cuca 

E manter a aparência dos esnobes 

Ao dormir com uma touca sobre os bobs; 

Se és capaz de rodar uma bolsinha, 

Segurando-a com charme, pela alça, 

Em lugar de levar a carteirinha 

E o dinheiro guardados em tua calça; 

Se és capaz de levar sobre o pescoço 

Colares e medalhas como adornos 

Usar calças bem justa e bordadas, 

Que acentuem por trás os teus contornos; 

Se és capaz de vestir essas camisas 

Com frases pelas costas e abdômen 

E, corajoso, nem te ruborizas, 

Então, sim, filho meu, 

Serás um homem.   

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Max Newton Figueiredo Pereira Nunes nasceu no Rio de Janeiro, em 17 de abril de 1922 e faleceu no Rio de Janeiro em 11 de junho de 2014. Médico, acabou se tornando um dos maiores humoristas brasileiros. Criador do famoso programa Balança, mas não cai, da década de 50, na Rádio Nacional, passou pelo Diário da Noite e Tribuna da Imprensa, sendo hoje um dos produtores do programa de TV “Jô Soares Onze e meia.” Os textos acima foram extraídos do livro Uma pulga na camisola - O máximo de Max Nunes", Companhia das Letras - São Paulo, 1996, pág. 37, seleção e organização de Ruy Castro.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Tim Maia, “reclamão” até o último show

 

No dia 8 de março de 1998, um domingo, Tim Maia subiu pela última vez ao palco. O cantor morreu uma semana depois, no dia 15, há dez anos. O último show do Síndico seria um espetáculo acústico gravado pelo canal pago Multishow no Teatro Municipal de Niterói. 

Famoso pelo não comparecimento a inúmeros espetáculos e pelos atrasos, Tim Maia demorou a aparecer também no último show de sua vida. O evento era especial. Na plateia lotada estavam convidados, artistas, celebridades, atores, músicos e jornalistas. Era a reabertura do pequeno e charmoso Teatro Municipal de Niterói, que havia passado por uma reforma e cheirava a tinta fresca. 

Mais de uma hora depois do início programado, a banda Vitória Régia, que acompanhava o músico havia uns 20 anos, finalmente deu início ao show apenas com os backing vocals. Cadê o Síndico? Nada. 

Na segunda música, “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, aplausos. Eis o carioca da Tijuca, 55 anos, imenso, terno azul claro, camisa branca, suor no rosto. 

Reclamou do “ré menor” e interrompeu a música – outra característica marcante do cantor era a eterna insatisfação com os técnicos de som a quem pedia sempre o “retorno” e mandava tirar o “reverb” ou qualquer outra coisa que o incomodasse. 

A música começou novamente. “Vou pedir…”, “Vou pedir…”, cantou Tim, e a plateia completava os versos que todo mundo conhece. Com sinais claros de que daquele jeito não dava mais para continuar, Tim Maia deixou o palco sob risadas do público, que imaginava se tratar de mais um episódio temperamental do cantor. 

Não era possível, ele iria dar o cano num especial de TV ao qual ele havia comparecido? A banda terminou a música pouco depois da saída do cantor. “A semana inteira fiquei te esperando, pra te ver sorrindo, pra te ver cantando”, cantou a plateia com palmas, pedido claro para que Tim retornasse. Não houve retorno – cadê o retorno? 

“Tim Maia não está passando bem. Tem algum médico na plateia?”, foi o que saiu do sistema de som do teatro para perplexidade geral. Até havia um, Drauzio Varella, acompanhado de sua mulher, a atriz Regina Braga. 

A partir daí, foi o caos. Vários minutos depois, chegou a ambulância do Corpo de Bombeiros, que entrou no átrio do teatro, ocupado agora pelos convidados que haviam saído da sala de espetáculo. 

Amparado dos dois lados e com máscara de oxigênio, o hipertenso Tim Maia subiu na ambulância com pés trêmulos. Fotógrafos, cinegrafistas e curiosos dificultavam o trabalho de resgate do rei do soul brasileiro. 

Às 23 horas, o cantor foi encaminhado ao hospital Antônio Pedro, em Niterói, que parecia mais uma delegacia, com grades na entrada a impedir a entrada de quem fosse. Aflita, só se via a secretária particular do cantor, Adriana Silva, ao celular. 

Uma semana depois, Sebastião Rodrigues Maia morria no mesmo hospital de infecção generalizada em consequência de um edema pulmonar, seguido de parada respiratória. 

(Fonte UOL)