Serginho Mérito e Claudemir
Nascido na rua da Prata,
No berço de ouro,
Na bijuteria da periferia,
Barraco de zinco meio baleado.
Catando moeda.
Empinando pipa
No meio do fio de cobre,
Da bala de chumbo,
Que abala juquinha,
Do cerol na linha enrolada na
lata
De um vira lata de raça que eu tinha.
Se o perigo mora ao lado,
A sorte é minha vizinha.
Ah, cara, se não fossem os
coroas,
Aparar minha pipa voada,
Apesar de tanto tatu
Querendo me levar pro buraco.
Lá onde eu me criei,
Cobra-se caro qualquer barato.
Me respeite que eu sou
morador,
Boa noite, boa tarde, bom dia.
Eu sou filho da dona Maria
José
E do seu Zé Maria.
Sou nascido e criado
Onde só cobra criada se cria.
Sou nascido e criado
Onde só cobra criada se cria.
Me respeite!
P.S.
Escute essa música na voz de um seus autores, Serginho Meriti, ela está na
internet.

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