domingo, 2 de fevereiro de 2025

Rei Lopes

 (Serginho Meriti)

Queria fazer um partido daqueles,

Como antigamente,

Os compositores da linha de frente

Tiravam da mente

E botavam na roda pra rolo. 

Digitei o “N”

E o algoritmo do aplicativo

Me jogou na tela

A playlist do Nei,

Pus o fone e dei o play. 

Foi tanto sopapo

Na tampa do pé do ouvido,

De fato batia doído.

O número baixo,

Eu me perguntava: Ai, meu Deus,

Onde é que eu me encaixo? 

Mas que maravilha,

Vara de família,

Depois desse samba do Bamba

Feito em parceria

Com Fred Camacho.

Catei meu cavaco,

Botei a viola no saco

E abaixei o facho. 

Sagrada coroa de ouro maciço

No pico do topo,

Mais alto dos topes,

Cujo trono pertence a Nei Lopes,

Cujo trono pertence a Nei Lopes. 

Sagrada coroa de ouro maciço

No pico do topo,

Mais alto dos topes,

Cujo o Reino do mundo do Samba,

Ergueu pra Nei Lopes!

Cujo o Reino do mundo do Samba,

Ergueu pra Rei Lopes! 

(Ao Mestre, com carinho)

Nei Braz Lopes (Rio de Janeiro, 9 de maio de 1942,  ou simplesmente Nei Lopes, é um compositor, cantor, escritor e estudioso das culturas africanas, no continente de origem e na diáspora africana.

Bacharel em Direito e Ciências Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da antiga Universidade do Brasil, atual UFRJ, tem publicada em livro vasta obra toda centrada na temática africana e afro-originada.

P.S. Escute esta música na voz do próprio compositor, Serginho Meriti.

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