(Serginho Meriti)
Queria fazer um partido
daqueles,
Como antigamente,
Os compositores da linha de
frente
Tiravam da mente
E botavam na roda pra rolo.
Digitei o “N”
E o algoritmo do aplicativo
Me jogou na tela
A playlist do Nei,
Pus o fone e dei o play.
Foi tanto sopapo
Na tampa do pé do ouvido,
De fato batia doído.
O número baixo,
Eu me perguntava: Ai, meu
Deus,
Onde é que eu me encaixo?
Mas que maravilha,
Vara de família,
Depois desse samba do Bamba
Feito em parceria
Com Fred Camacho.
Catei meu cavaco,
Botei a viola no saco
E abaixei o facho.
Sagrada coroa de ouro maciço
No pico do topo,
Mais alto dos topes,
Cujo trono pertence a Nei Lopes,
Cujo trono pertence a Nei Lopes.
Sagrada coroa de ouro maciço
No pico do topo,
Mais alto dos topes,
Cujo o Reino do mundo do
Samba,
Ergueu pra Nei Lopes!
Cujo o Reino do mundo do
Samba,
Ergueu pra Rei Lopes!
(Ao Mestre, com carinho)
Nei Braz Lopes (Rio de Janeiro, 9 de maio de 1942, ou simplesmente Nei Lopes, é um compositor, cantor, escritor e estudioso das culturas africanas, no continente de origem e na diáspora africana.
Bacharel
em Direito e Ciências Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da antiga
Universidade do Brasil, atual UFRJ, tem publicada em livro vasta obra toda
centrada na temática africana e afro-originada.
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P.S. Escute esta música na
voz do próprio compositor, Serginho Meriti.

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